Petrobras – Relatório de Análise

Uma conjunção de fatores negativos

Os resultados da Petrobras no 1T20 foram impactados pelas medidas de distanciamento social, queda das cotações do petróleo e a redução dos preços no mercado interno.  Mesmo assim, a empresa apresentou bons números operacionais, considerando a situação.  Isso ocorreu pelas diminuições expressivas dos custos de extração e das despesas exploratórias e com pesquisas.  Porém, os investidores devem ter claro que as dificuldades para a empresa não se limitarão ao trimestre passado.  No 2T29, o desafio será ainda maior, com a persistência das baixas cotações do petróleo, fortíssima diminuição do consumo nacional de derivados e maior valorização do dólar.  Acreditamos que quando forem relaxadas as medidas de confinamento, possivelmente no próximo mês, a Petrobras poderá retomar sua trajetória de resultados positivos e desinvestimentos, permitindo a contração da dívida e a volta à distribuição de proventos.  Nossa recomendação para PETR4 é de Compra com Preço Justo de R$ 26,00 (potencial de alta em 52%).  Esta ação caiu 43,2% neste ano, bem mais que o Ibovespa, cuja desvalorização no período foi de 32,9%.  A cotação de PETR4 no último pregão estava 45,1% abaixo da máxima alcançada em 2020 e 58,1% acima da mínima.

  • Vendas das refinarias: A empresa vê o refino como relativamente resiliente neste momento de crise e não espera que a queda no preço do petróleo possa inviabilizar as vendas. Segundo a diretoria, há competição pelos ativos.  Eles esperam que ocorram algumas ofertas vinculantes no segundo semestre deste ano;
  • Produção: No 1T20, o volume produzido cresceu 14,6% em relação ao mesmo período de 2019. Isso ocorreu pelo crescimento da produção nas plataformas instaladas nos dois últimos anos, sendo que somente elas já produzem mais de 800 mil barris ao dia.  No entanto, em abril, com os efeitos da pandemia (queda na demanda, hibernações de plataformas e restrições de embarque), a produção média foi 7,8% menor que no 1T20 (queda de 180 mil b/d). Em 2020, entrará em operação a plataforma P-70, que vai operar no campo de Atapu (pré-sal da Bacia de Santos);
  • Investimentos: Foram investidos no 1T20 um total de US$ 2,4 bilhões, 6,1% mais que no 1T19. Para 2020, estão previstos investimentos de US$ 8,5 bilhões, sendo que antes da crise eram estimados US$ 12 bilhões;
  • Participação no mercado: A Petrobras vem buscando aumentar sua participação nas vendas no mercado interno, mas não vem obtendo sucesso nisso nos últimos trimestres. No 1T20, o market share nas vendas de diesel ficou em 76%, oito pontos percentuais menos que no 1T19.  Na gasolina, a participação no 1T20 ficou em 72%, com diminuição também de 8 pp.

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