Gerdau – Relatório de Análise

O Pior Pode Ter Passado

A empresa divulgou ontem seus resultados do 1T20, que mostraram redução de vendas, nas margens e no lucro líquido em relação ao 1T19.  Porém, mais importante que os números do trimestre passado são as expectativas para o restante do ano, considerando a severa crise trazida pela pandemia de Covid-19.  Na teleconferência para discutir os números do 1T20, a empresa mostrou uma visão de que o pior já passou e a expectativa agora é da retomada gradual em todas suas operações.  Isso será mais fácil na América do Norte, onde as operações não pararam e há expectativa de manter o mesmo nível de atividade no decorrer do ano.  A operação com mais problemas é de Aços Especiais, onde a volta ao ritmo anterior deve demorar mais.  No Brasil, as aciarias elétricas já retomaram a produção, mas o alto-forno 2 de Ouro Branco deve ser mantido parado, devido a baixa rentabilidade das exportações.  Assim, vamos rever em breve nossas projeções para Gerdau.

  • Operação de negócio (ON) Brasil: As aciarias elétricas, que representam 70% da capacidade, já voltaram à operação. O alto-forno 2 de Ouro Branco-MG, continua parado, em função dos altos custos do carvão, que inviabilizam as exportações no momento.  O aumento de preços realizado em janeiro (entre 6% e 10% dependendo do produto) foi implementado e não estão sendo concedidos descontos.  Com a queda nos preços da sucata, o spread metálico no Brasil está elevado;
  • ON América do Norte: As usinas da região não pararam suas operações, principalmente com a demanda estável da construção civil. A taxa de utilização atual das plantas é de 75%.  A margem EBITDA do 1T20 (10,7%) deve ficar nesta faixa nos próximos trimestres. O spread metálico caiu de US$ 426/t no 4T19 para US$ 410/t no 1T20;
  • A dívida líquida cresceu 44,0% durante o 1T20 com a tomada de créditos rotativos (US$ 300 milhões) e a elevação da necessidade de capital de giro. Com isso, a relação dívida líquida/EBITDA aumentou de 1,7x em dezembro/2019 para 2,6x no 1T20.  Mesmo assim, a empresa continua com uma boa situação financeira, apresentando um caixa elevado (R$ 6,0 bilhões) e a dívida concentrada no longo prazo (81,7% do total);
  • Entrada de pedidos: Ao final de abril, pior período da atual crise, os novos pedidos foram 60% menores que em fevereiro (um bom mês) na operação do Brasil. Em maio, a empresa espera que a queda fique em 25%.  Para junho, a empresa estimou que os novos pedidos fiquem entre 15%-20% menores que em fevereiro.

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