OMS declara pandemia sobre coronavírus e bolsa tem novo circuit breaker

MERCADO


Bolsa
Ontem a B3 registrou forte baixa em linha com o comportamento das bolsas americanas, ressentidas da falta de detalhes do governo americano sobre as medidas que seriam adotadas para combater o impacto do coronavírus, mesmo após o secretário do Tesouro dos EUA, falar em mais de US$ 200 bilhões em liquidez via adiamento de impostos. No fechamento o Ibovespa caiu 7,64% aos 85.171 pontos e giro financeiro de R$ 34,5 bilhões. A agenda está concentrada nos EUA com os dados da Demanda final PPI de fevereiro e os Novos pedidos seguro-desemprego até 7/março. O pessimismo permanece com bolsas no mundo em queda. O BCE deve anunciar hoje novos estímulos à zona do Euro. No Brasil, após o segundo circuit breaker da B3, os investidores têm motivos adicionais de preocupação, com o confronto entre Congresso e governo, uma clara ameaça ao ajuste fiscal.

Câmbio
Ontem o dólar operou em linha com o ambiente de aversão para ativos de risco no exterior. O BC vendeu toda a oferta de 20 mil contratos de swap cambial, injetando o equivalente a US$ 1,0 bilhão no mercado de derivativos. Ao final o dólar era negociado com alta de 3,81% aos R$ 4,8198.

Juros
O risco ao teto de gastos do governo deflagrou uma escalada dos juros futuros na sessão estendida. O contrato para jan/21 fechou com taxa de 4,48%, contra 4,215% na etapa normal e 3,899% na véspera. O vencimento para jan/25 fechou a sessão normal em 6,920%, contra 6,890% na véspera.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

SLC Agrícola S.A. (SLCE3)
Lucro de R$ 89 milhões no 4T19 e de R$ 315 milhões em 2019

A SLC Agrícola registrou no 4T19 um lucro líquido de R$ 88,7 milhões, ante o lucro de R$ 33,5 milhões do 4T18, explicado principalmente por aumento no Resultado Bruto das culturas faturadas (ex-Ativos Biológicos) e o maior valor de apropriação de Variação de Valor Justo dos Ativos Biológicos.

No acumulado de 2019 o lucro líquido registrou queda de 22% em relação a igual período do ano anterior totalizando R$ 315 milhões, basicamente explicado pela dinâmica de apropriação dos Ativos Biológicos (Variação do Valor Justo e Realização do Valor Justo), que refletiu a redução de produtividade no algodão, por queda dos preços da commodity.

Ao final de dezembro de 2019 o valor líquido dos ativos (NAV) era de R$ 4,62 bilhões, equivalente a R$ 24,24/ação, que se compara a cotação de R$ 19,66/ação de ontem (11/março), portanto não precificado. Seguimos com recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 27,00/ação, com potencial de alta de 37,3%.

A geração de caixa livre foi positiva no trimestre (em R$ 470 milhões), função da queda da Necessidade de Capital de Giro . Com isso, o endividamento líquido somou R$ 974 milhões, equivalente a 1,2x o EBITDA e se compara a 1,3x ao final do 4T18.


Alupar (ALUP11)
Lucro Líquido societário de R$ 166 milhões no 4T19 e de R$ 890 milhões  em 2019

A Alupar registrou no 4T19 um lucro líquido societário de R$ 166,3 milhões, que se compara ao lucro de R$ 30,9 milhões em igual trimestre do ano anterior. Em base regulatória o lucro do trimestre foi de R$ 86,2 milhões ante R$ 40,9 milhões do 4T18.

O EBITDA societário alcançou R$ 664,9 milhões no 4T19 e R$ R$ 327,9 milhões em base regulatória. No acumulado de 2019 o EBITDA cresceu 97% para 2,6 bilhões (IFRS), mantendo-se estável, em base regulatória (R$ 1,3 bilhão).

Já a receita liquida, pelo IFRS, foi de R$ 1,4 bilhão no 4T19 e R$ 4,6 bilhões em 2019. Ao final de dez/19 a dívida líquida da companhia era de R$ 4,5 bilhões e alavancagem de 1,7x com forte redução ante 4,1x em dez/18.


Banco do Brasil (BBAS3)
Ex JCP hoje 12/03

Conforme anteriormente anunciado, o Conselho de Administração do Banco do Brasil aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 517,44 milhões, equivalente a R$ 0,18142052744/ação. Tiveram direito os acionistas na base da empresa no dia de ontem (11/março), com as ações sendo negociadas “ex” juros a partir de hoje (12/março). Com base na cotação de R$ 36,19/ação o retorno líquido é de 0,4%..


 

Enauta (ENAT3)
Lucro menor no 4T19 com a elevação dos custos exploratórios e despesas financeiras

Ontem após o pregão, a empresa divulgou seu resultado do 4T19, que mostrou forte aumento das vendas e da receita, mas maiores gastos exploratórios e despesas financeiros impactaram negativamente o lucro, comparado ao mesmo período do ano anterior.
• O lucro líquido da Enauta no 4T19 foi de R$ 102 milhões (R$ 0,38 por ação), 143,7% maior que no trimestre anterior, mas 18,5% abaixo do 4T19;
• No 4T19, a produção no campo de Manati, foi de 4,5 milhões de m³, 6,2% menor que no mesmo trimestre de 2018. Esta redução reflete o declínio natural da produção deste campo;
• No Campo de Atlanta, a produção média no 4T19 atingiu 28,5 mil barris ao dia, totalizando 1.309,5 mil barris no trimestre (parcela da Enauta). A produção média no trimestre em Atlanta ficou 128,8% maior que no 4T18.


Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Forte redução no lucro do 4T19

A empresa divulgou na noite de ontem seus resultados do 4T19, que apresentaram redução nas vendas, na receita e uma grande queda do lucro líquido. Porém, foram obtidos aumentos de margem operacional já em consequência da melhor gestão comercial. A redução do lucro ocorreu pelo aumento das despesas operacionais e menores recebimentos da Eletrobras.
• A Petrobras Distribuidora lucrou R$ 96 milhões (R$ 1,15 por ação) no 4T19, valor 92,8% menor que no trimestre anterior e 94,0% abaixo do mesmo período de 2018;
• O EBITDA por metro cúbico vendido, na comparação com o 4T18, apresentou uma elevação de 54,5% (em relação ao trimestre anterior o aumento foi de 30,4%). Isto ocorreu pelos ganhos com as importações de combustíveis e a reavaliações de estoque, devido ao aumento dos preços no ciclo Otto.

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