Bolsas mostram forte recuperação no exterior com Bancos Centrais trabalhando na redução de taxas de juros na tentativa de amenizar os efeitos do vírus chinês sobre suas economias

MERCADO


Bolsa
A semana abriu com forte recuperação na B3 fechando com alta de 2,38% aos 106.625 pontos com giro financeiro de R$ 32,5 bilhões. A recuperação veio após a sinalização de flexibilização monetária das economias avançadas. As atenções devem seguir concentradas no noticiário externo com os Bancos Centrais de diversos países trabalhando na redução de taxas de juros na tentativa de amenizar os efeitos do vírus chinês sobre suas economias. Com isso, mesmo num cenário carregado de incertezas, as bolsas internacionais abrem a terça-feira em alta generalizada, positivas também no fechamento da Ásia. A agenda econômica traz dados apenas da zona do euro e da China. Com isso, o Ibovespa poderá ter mais um dia de recuperação.

Câmbio
Mesmo com o fortalecimento da bolsa, o dólar não arrefeceu, marcando mais uma alta, de R$ 4,4720 na sexta-feira para R$ 4,4754. (+0,08%). Não há expectativa de um recuo significativo da moeda americana no curto prazo.

Juros
O mês de março começou com juros em queda com a expectativa de flexibilização monetária no exterior visando combater os danos do Covid-19. A taxa do DI para jan/21 fechou em 3,965% de 4,095% no ajuste de sexta-feira. O DI jan/27 encerrou com taxa de 6,41% de 6,631%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

BRF (BRFS3)
Lucro líquido de R$ 690 milhões no 4T19 (com base nas operações continuadas), acima do esperado

A BRF registrou no 4T19 um lucro líquido de R$ 690 milhões, com crescimento de 120% em relação ao lucro de R$ 313 milhões do 4T18. Com isso acumulou em 2019 um lucro líquido de R$ 1,21 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 2,12 bilhões de 2018 – resultado impactado por queda de margem e perdas contábeis em vendas de ativos no exterior.
Esse bom resultado trimestral, acima do esperado pelo mercado, foi construído a partir do incremento de 12,1% da Receita Líquida (em linha) que totalizou R$ 9,29 bilhões, sendo +1,7% em volume e +10,2% em preços. Em 2019 a Receita Líquida cresceu 10,8% para R$ 33,45 bilhões, refletindo o aumento nos preços médios de 12,5% e que compensou a redução de 1,5% nos volumes vendidos.
O EBITDA ajustado somou R$ 1,41 bilhão no 4T19 (em linha) e crescimento de 68% ante o 4T18. A margem EBITDA cresceu de 10,2% no 4T18 para 15,2% no 4T19. Em base anual o EBITDA ajustado de 2019 cresceu 116% ante 2018 somando R$ 5,32 bilhões e margem de 15,9% (+7,7pp em doze meses).
Ao final de dez19 a dívida líquida da companhia era de R$ 13,27 bilhões com queda de 15% em relação a dívida líquida de R$ 15,61 bilhões em dez/18. Nesta base de comparação a alavancagem da companhia terminou 2019 em 2,50x com forte redução em relação a dez/18 (5,12x), explicada pela redução do endividamento e pelo forte incremento do EBITDA. Para o final de 2020, a alavancagem deverá se situar entre 2,35x e 2,75x.


Omega Geração (OMGE3)
Lucro líquido recuou 33% no 4T19 para R$ 49,4 milhões

A companhia reportou seu resultado do 4T19, um lucro líquido de R$ 49,4 milhões e queda de 33% em relação ao lucro de R$ 73,9 milhões do 4T18. Nesta base de comparação a Receita Líquida cresceu 60% totalizando R$ 330,7 milhões, fruto do crescimento de 65% da capacidade instalada para 1.047,7 MW e do incremento de 95% na Produção de Energia que somou 1.364,8 GWh. O Lucro bruto de energia ajustado cresceu 64% para R$ 285,8 milhões e o EBITDA ajustado totalizou R$ 243,8 milhões, com crescimento de 69% e margem EBITDA ajustado de 85,2%.

Em 2019 a Receita Líquida totalizou R$ 1,01 bilhão e incremento de 37% ante 2018. O EBITDA ajustado somou R$ 692,2 milhões (+68%) com margem de 84,8% (+2,1pp). O Lucro líquido caiu 50% para R$ 32,6 milhões.

Ao final do 4T19 a companhia possuía uma posição de caixa de R$ 1,14 bilhão (+291% em doze meses) e uma dívida líquida de R$ 2,81 bilhões (+55% em doze meses) e alavancagem de 4,06x com queda em relação a dez/18 (4,42x).


Sanepar (SAPR11)
Protocolo de Intenções com a Casan

A Sanepar comunica que em 29 de fevereiro de 2020, celebrou um Protocolo de Intenções com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Casan, com o intuito de fomentar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
De acordo com o comunicado “o Protocolo de Intenções se justifica pela proximidade de municípios atendidos pelas duas companhias ao longo da extensa fronteira que divide os estados do Paraná e Santa Catarina, assim como no interesse comum de atender a população dos dois estados com os serviços essenciais de água e esgoto”.
Não temos ideia dos números envolvidos, nem o prazo de retorno e a magnitude. Intuitivamente vemos como positivo. Lembrando que em 2019 o lucro líquido da Sanepar cresceu 21% para R$ 1,08 bilhão com +1,8pp no ROAE para 18,2%, resultado sensibilizado principalmente por aumentos tarifários no período e os diferidos anteriormente. Mantemos expectativa positiva para os seus resultados nos próximos trimestres tendo em vista o seu modelo de negócio e o retorno dos investimentos previstos.


Vulcabras (VULC3)
Lucro líquido do 4T19 cai 2,3%, somando R$ 45,1 milhões

A Vulcabras registrou queda no lucro líquido do 4T19 e no acumulado do ano, mesmo com evolução no volume de pares/peças vendidas e na receita liquida dos dois períodos. A empresa teve um aumento de custos no 4T19/4T18 e nas despesas operacionais, com destaque para outras despesas operacionais.
A ação VULC3 encerrou ontem cotada a R$ 8,13 com queda de 11,3% no ano, com valor de mercado de R$ 2,0 bilhões.


MRV Engenharia (MRVE3)
Lucro líquido do 4T19 soma R$ 151 milhões, redução de 20,5% sobre o 4T18. No ano o resultado ficou estável em R$ 690 milhões. 

A empresa registrou redução na receita liquida no 4T19, mas crescimento de 11,8% no acumulado de 12 meses. O desempenho do 4T19 ficou abaixo do mesmo período de 2018 em termos de volume de vendas, embora os lançamentos tenham aumentado em 6,3%. O otimismo passado pelo setor imobiliário na segunda metade de 2019 não refletiu nos números da MRV, que registrou aumento de custos nos dois períodos comparativos, impactando o resultado operacional e final.
A ação MRVE3 encerrou cotada a R$ 19,32 (1,77x o seu VPA), com desvalorização de 10,3% neste ano. Em 2019 a ação subiu 85,7%.


Exportações de minério de ferro em fevereiro
Forte redução do volume

Segundo os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de minério de ferro em fevereiro somaram 22,1 milhões de toneladas, 23,6% menos que no mesmo mês de 2019.
• A forte queda das exportações em fevereiro/20 já pode ser indicação dos efeitos do coronavírus na siderurgia da China, o que é muito preocupante para as mineradoras brasileiras;
• Em fevereiro/20, a receita das exportações atingiu US$ 1,5 bilhão, valor 1,6% abaixo do verificado em fev/19. A queda na receita não foi maior devido ao aumento de 28,8% no preço médio do minério exportado. No acumulado do ano, a receita está praticamente estável (+0,1%), também beneficiada pelo forte crescimento dos preços (27,1%).


 

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