As bolsas internacionais mostram queda no fechamento da Ásia e no andamento na zona do euro

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa teve mais um dia de recuperação ontem, fechando aos 116.674 pontos (1.13%) com giro financeiro total de R$ 74,6 bilhões, inflado pelo vencimento de opções e futuros sobre o Ibovespa. Hoje, as bolsas internacionais mostram queda no fechamento da Ásia e no andamento na zona do euro, após o uso de nova metodologia de teste para o coronavírus, aumentando substancialmente o número de casos detectados no país e trazendo novamente a tensão às bolsas. O alívio de que os casos de contaminação estavam diminuindo foi eliminado com os novos diagnósticos. Com isso, nosso mercado pode pesar também. A agenda econômica tem predomínio de dados dos EUA com destaque para o IPC de janeiro e indicadores do mercado de trabalho.

Câmbio
A moeda americana atingiu novo pico ontem, fechando em R$ 4,3533 contra R$ 4,3308 no dia anterior (+0,52%), a sexta alta seguida. A piora no noticiário do lado da China e dados fracos do varejo em dez/19, levaram a uma corrida para o dólar.

Juros
Os juros futuros tiveram mais um dia queda nas taxas mais longas em dia de divulgação de dados de varejo piores que o esperado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou em 4,225% ante 4,235% na terça-feira. A taxa do DI para jan/27 encerrou a 6,39% de 6,421%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Suzano (SUZB3)
Lucro líquido do 4T19 fica em R$ 1,18 bilhão e no ano, prejuízo de R$ 2,82 bilhões

O 4T19 foi caracterizado pelo forte volume de vendas de celulose e preços baixos. No ano, o volume vendido caiu 6% em relação a 2018. A produção mostrou queda nos dois períodos comparativos. A receita liquida do 4º trimestre o no acumulado do ano, foi prejudicada pela forte queda no preço da celulose.

Hoje a Suzano realizará o “Suzano Day” com profissionais do mercado para discutir seus números e perspectivas para os próximos períodos. Ontem a ação encerrou cotada a R$ 40,00 com alta de 3,9%. No ano, a alta é de 0,8% e em 2019 a ação valorizou apenas 5,3%. A somatória da curva e preço da celulose no mercado internacional, demanda no mercado internacional e comportamento do dólar, determinou o fraco desempenho da empresa e de sua ação no mercado.


Banco do Brasil (BBAS3)
Bom trimestral em linha com o esperado

O Banco do Brasil registrou no 4T19 um lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões (ROAE de 17,7%) com crescimento de 20% em relação aos R$ 3,845 bilhões do 4T18 (ROAE de 15,4%). Um bom resultado, em linha com o esperado, explicado principalmente por aumento da Margem Financeira Bruta e da recuperação do crédito com impacto direto na redução da PDD; o bom crescimento das rendas de tarifas; que no conjunto mais que compensaram a maior evolução das despesas administrativas no trimestre, impactadas por gastos com a reforma do plano de saúde dos funcionários – Cassi.
Em 2019 o lucro líquido ajustado somou R$ 17,848 bilhões (ROAE de 17,3%) com crescimento de 32% em relação ao lucro de R$ 13,513 bilhões de 2018 (ROAE de 13,9%), pouco acima do centro do guidance (entre R$ 16,5 bilhões e R$ 18,5 bilhões). Nesta base de comparação destaque para o crescimento da Margem Financeira Bruta e principalmente Líquida – reflexo da queda de PDD; aliado ao incremento das rendas de tarifas e a evolução das despesas administrativas bem abaixo da inflação.
O BB entregou todas as linhas do guidance para 2019. Para 2020, com exceção da Margem Financeira Bruta, das rendas de tarifas e despesas administrativas, todas as demais linhas apresentam perspectivas melhores. Destaque para o guidance de lucro líquido ajustado, entre R$ 18,5 e R$ 20,5 bilhões, após R$ 17,8 bilhões em 2019. Seguimos com recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 62,00/ação, que embute potencial de alta de 20,1% em relação à cotação de R$ 51,62/ação.


Banco Inter (BIDI11)
Lucro de R$ 24,7 milhões no 4T19 e de R$ 81,6 milhões em 2019

O Banco Inter registrou um lucro líquido de R$ 24,7 milhões no quarto trimestre de 2019 (ROAE de 4,5%), com crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período de 2018 e de 109,4% na comparação com o trimestre anterior. Em 2019 o lucro líquido somou R$ 81,6 milhões (ROAE de 5,6%), com alta de 16,9% em relação a 2018. O retorno sobre o patrimônio do banco registrou queda de 5,0pp no trimestre (12m) e redução de 1,7pp em 2019 ante 2018.

As receitas com intermediação financeira alcançaram R$ 144,2 milhões, 38,1% acima do quarto trimestre de 2018 e 23,4% acima do terceiro trimestre. No ano, as receitas com intermediação financeira foram de R$ 464,2 milhões, alta de 38,1% frente a 2018. A margem financeira líquida alcançou 9,6% no quarto trimestre, queda de 0,4 ponto porcentual se comparada ao mesmo período do ano anterior. Em 2019, a margem financeira foi de 8,9%, com queda de 0,4 ponto porcentual frente a 2018.

O Índice de Eficiência registrou queda pelo quarto trimestre consecutivo, chegando a 71,1% no 4T19, e se compara a 75,2% no trimestre anterior. Já o custo de captação apresentou queda de 17,2 pontos percentuais na comparação A/A para 64,8% do CDI.


Duratex (DTEX3)
Lucro líquido de R$ 284,7 milhões no 4T19 contra um prejuízo de R$ 142,0 milhões no 4T18. Em 2019, o resultado líquido somou R$ 93,2 milhões

No 4T19/4T18, crescimento na receita líquida consolidada de R$ 1,26 bilhão para R$ 148 bilhão (+17,6%) e nos 12 meses, evolução de 1,3% de R$ 4,95 bilhões para R$ 5,11 bilhões. O crescimento da receita no 4T19 inclui o montante referente à venda de ativos florestais para a Turvinho Participações Ltda e Bracell SP Celulose Ltda. Desconsiderando este evento, a Receita Líquida Pro Forma apresentou alta de 9,1% sob o mesmo trimestre de 2018. A receita líquida advinda do mercado externo foi de R$ 215,5 milhões no trimestre, representando 14,5% da composição de receitas da Companhia no período. A margem bruta teve uma ligeira queda nos dois períodos comparativos, ficando em 25,8% em 2019.

Ontem a ação DTEX3 encerrou cotada a R$ 16,44 com queda de 1,7% no ano e alta de 44,9% no ano passado. Ontem, dia da divulgação dos resultados, a ação subiu 4,4%.

A ação está cotada a 2.38x o seu VPA e o valor de mercado da empresa é de R$ 11,3 bilhões.


Totvs (TOTS3)
Crescimento de 108% no lucro líquido do 4T19 e 84% no acumulado do ano, somando R$ 252,1 milhões

A empresa comemora um ano de expansão do crescimento de receita, com a aceleração de iniciativas que vinham em evolução ao longo de 2018, alavancados pela implementação de novas frentes e diretrizes estratégicas. Destaque para o desinvestimento das operações de hardware, voltando a ter foco exclusivo em software.
Ontem a ação TOTS3 encerrou cotada a R$ 78,40 com alta de 21,5% neste ano e 140,1% no ano passado. Cotada a 6,0x o seu VPA a empresa tem valor de mercado de R$ 15,0 bilhões.


Concessões rodoviárias 
Crescimento no tráfego de veículos pesados em janeiro

O tráfego total nas estradas brasileiras pedagiadas em janeiro/2020 ficou estável comparado ao mesmo mês do ano passado, segundo os dados divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Em relação a dezembro/19, houve um pequeno crescimento de 0,1%. Nos dois períodos comparados, ocorreram quedas no tráfico de veículos leves e crescimento em pesados.
• A estabilidade do indicador dessazonalizado é uma boa notícia, por interromper uma sequência de quedas. A alta do tráfego de veículos pesados evidencia o crescimento da atividade econômica neste início de ano;
• Apesar do pouco dinamismo em janeiro, o Índice acumulado em doze meses mostra um bom desempenho (+3,3%), principalmente com a elevação do tráfego de veículos pesados (+3,8%).


 

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