Revoada de investidores estrangeiros

MERCADO


Bolsa
Apesar do ânimo das bolsas internacionais, o Ibovespa não conseguiu sustentar a alta ensaiada ontem. No fechamento o índice marcou queda de 0,72% aos 115.190 pontos, com giro financeiro de R$ 28,3 bilhões. A percepção é de mais uma revoada de investidores estrangeiros. Não fosse a alta das ações da Petrobras após a precificação de venda a R$ 30 para o papel ON em poder do BNDES, o tombo teria sido maior. Petrobras ON fechou em alta de 2,69% e a PN, de 2,78%. A queda nos preços das commodities também ajudou para o recuo do mercado. A expectativa em relação às consequências do coronavírus na economia chinesa e outros mercados e os preços elevados de muitas das ações listadas na B3, colocam os investidores em atenção. Hoje as bolsas internacionais mostram queda na zona do euro. A agenda econômica vem carregada de dados com destaque para o “payroll“(relatório de emprego nos EUA) e dados do mercado de trabalho. No Brasil, saiu a inflação de janeiro medida pelo IGP-DI com alta de 0,09% no M/M e de 7,72% no A/A e o IPCA com alta de 0,21% no M/M e de 4,19% no A/A.

Câmbio
A forte demanda por dólar puxou novamente a cotação para cima, com fechamento aos R$ 4,2824 contra R$ 4,2422 na quarta-feira (+0,95%).

Juros
Após o ajuste na taxa Selic na noite anterior, os juros futuros de curto prazo (abril/20) fecharam o dia com taxa de 4,156% ante 4,164% no dia anterior na ponte mais longa, o DI passou de 6,391% para 6,47%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Sanepar (SAPR11)
Lucro de R$ 386 milhões no 4T19 (+21% sobre o 4T18) e acima do esperado

A Sanepar registrou no 4T19 um lucro líquido de R$ 386 milhões, com crescimento de 21% em relação ao lucro de R$ 320 milhões do 4T18. Um resultado construído a partir do crescimento de 22% da Receita Líquida, do forte incremento de 33% do resultado operacional medido pelo EBITDA, melhora do resultado financeiro líquido e a constituição de impairment CS Bioenergia S/A com efeito líquido de R$ 11,4 milhões.

Em 2019 o lucro líquido cresceu 21% para R$ 1.080 milhões, com +1,8pp no ROAE para 18,2%. Este número é 13,7% acima dos R$ 950 milhões que estimávamos, sensibilizado principalmente por aumentos tarifários do período e os diferidos anteriormente. Temos expectativa positiva para os seus resultados nos próximos períodos, tendo em vista o seu modelo de negócio e o retorno dos investimentos previstos.

Cotadas a R$ 102,64 (valor de mercado de R$ 10,3 bilhões) suas Units registram alta de 2,8% este ano e 46,4% em doze meses. Temos recomendação de COMPRA com preço justo de R$ 115,00/Unit e potencial de alta de 12,0%.

O Conselho de Administração da companhia aprovou na 2ª Reunião Ordinária de 2020, realizada ontem (06/fevereiro), a implantação do Programa de Aposentadoria Incentivada – PAI. Ainda não temos maiores informações sobre o alcance do programa mas vemos de forma positiva a perspectiva de redução de despesas com diluição dos custos fixos e consequente melhora de margem operacional.


Lojas Renner (LREN3)
Lucro líquido do 4T19 soma R$ 513,1 milhões (+16,7% s/ o 4T18), acumulando R$ 1,099 bilhão no ano

O resultado líquido do 4T19 reflete o bom ritmo de vendas, com aceitação da coleção de alto verão, aumento no fluxo nas lojas e adequação na composição de estoques. A empresa mostrou crescimento no resultado operacional e foi favorecida pela menor alíquota efetiva, em função da dedutibilidade fiscal dos valores considerados subvenção para investimentos, conforme atendimento aos requisitos da Lei Complementar 160/17.

O 4º trimestre tem ainda uma sazonalidade natural pelas vendas da Black Friday e Natal, o que ajudou na formação dos resultados, melhorando as margens em relação à média de período anteriores. No acumulado do ano os números foram também expressivos, sustentando uma trajetória positiva dos resultados da companhia.

As perspectivas para o consumo e varejo são positivas em 2020, e embora com múltiplos elevados, a exemplo de outras empresas do setor, acreditamos que a Renner tem potencial de valorização no médio prazo. Estaremos revisando nossos números para a empresa. Ontem a ação LREN3 encerrou cotada a R$ 55,22 (9,32x o seu VPA) com queda de 1,7% no ano. Em 2019 a ação valorizou 47,6%.


Copasa (CSMG3)
Renovação do contrato de programa de Santa Luzia

A Copasa MG informa que renovou ontem (06/fevereiro) o Contrato de Programa para a prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário com o município de Santa Luzia, cuja população urbana estimada é de aproximadamente 202 mil habitantes, pelo prazo de 30 anos.

A ação CSMG3 fechou cotada ontem (06/fev) a R$ 67,68/ação (valor de mercado de R$ 8,6 bilhões) com queda de 0,5% este ano e valorização de 21,5% em doze meses. Seguimos com recomendação de COMPRA e Preço Justo de R$ 85,00/ação (potencial de alta de 25,6%).


Natura &Co (NTCO3)
Aprovação de recompra de até 1.114.460 de papéis ON (O,166% dos papéis em circulação).

Validade do programa: 18 meses a partir de ontem, com encerramento em 7 de agosto de 2021. Ontem a ação NTCO3 encerrou cotada a R$ 47,04 com valorização de 21,6% neste ano e 74,0% no ano passado. A ação está cotada a 13,3x o seu VPA, com valor de mercado de R$ 55,9 bilhões.


Centauro (CNTO3)
Nova parceria com a Nike do Brasil

Na data de ontem, o Grupo SBF S.A., informou aos seus acionistas e ao mercado em geral que sua subsidiária, SBF Comércio de Produtos Esportivos Ltda. celebrou contrato a fim de estabelecer uma parceria estratégica com a NIKE, Inc., por meio de uma ou mais de suas subsidiárias mediante a qual a SBF Comércio, através de sociedade subsidiária, se tornará distribuidora exclusiva de produtos NIKE no Brasil,  pelo valor estimado de aproximadamente R$ 900 milhões.

Ontem a ação CNTO3 subiu 14,7% cotada a R$ 49,71 no fechamento com alta de 41,3% neste ano. O valor de mercado da Centauro é de R$ 10,4 bilhões.


Indústria automobilística
Queda na produção em janeiro

Divulgados ontem, os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostraram que a produção total em janeiro/2020 foi de 191,4 mil unidades, volume 3,9% menor que no mesmo mês de 2019.  Comparado a dezembro/19, houve um crescimento de 12,2% no total produzido em janeiro.

  • A produção continua negativamente impactada pela forte diminuição das exportações, principalmente para a Argentina;
  • As vendas (licenciamentos) de veículos novos nacionais em janeiro foram de 171,2 mil unidades, 2,7% menores que no mesmo mês de 2019.  Segundo a Anfavea, a queda nas vendas foi provocada pelos problemas advindos da adoção da nova placa do Mercosul, que passou a ser obrigatória no dia 31/janeiro.

Se preferir, baixe em PDF:

 

 

Análises Gráficas >>> 


DISCLAIMER
Este relatório foi preparado pela Planner Corretora e está sendo fornecido exclusivamente com o objetivo de informar. As informações, opiniões, estimativas e projeções referem-se à data presente e estão sujeitas à mudanças como resultado de alterações nas condições de mercado, sem aviso prévio. As informações utilizadas neste relatório foram obtidas das companhias analisadas e de fontes públicas, que acreditamos confiáveis e de boa fé. Contudo, não foram independentemente conferidas e nenhuma garantia, expressa ou implícita, é dada sobre sua exatidão. Nenhuma parte deste relatório pode ser copiada ou redistribuída sem prévio consentimento da Planner Corretora de Valores. O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Planner Corretora. As opiniões, estimativas, projeções e premissas relevantes contidas neste relatório são baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento envolvido(s) na sua elaboração (“analistas de investimento”) e são, portanto, sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. Declarações dos analistas de investimento envolvidos na elaboração deste relatório nos termos do art. 21 da Instrução CVM 598/18: O(s) analista(s) de investimento declara(m) que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Planner Corretora e demais empresas do Grupo.