Terceira sessão consecutiva em alta

MERCADO


Bolsa
A alta das bolsas internacionais ajudou a B3 para uma terceira sessão consecutiva em alta, com o Ibovespa fechando com ganho de 0,41% aos 116.028 pontos. O giro financeiro foi elevado (R$ 27,6 bilhões), ajudado pela operação de venda de ações da Petrobras e início de negociação da Mitre Realty. A agenda econômica tem com destaque as vendas de veículos em janeiro (Anfavea) e dados da indústria e mercado de trabalho nos EUA. A China anunciou que irá US$ 75 bilhões em tarifas sobre importações de produtos americanos, uma reciprocidade pelo acordo comercial assinado recentemente. Isto é positivo para os mercados, reduzindo o temor de novas pressões à frente. Hoje, as bolsas internacionais operam novamente em alta, podendo novamente dar ânimo ao nosso mercado. A safra de resultados de 2019 pode também puxar a B3 nas próximas semanas. Bons resultados deverão motivar revisão de projeções financeiras e de recomendações de investimento. Além disso, há uma expectativa positiva em relação ao avanço da pauta política neste primeiro semestre.

Câmbio
A moeda americana vem se firmando num mesmo patamar (elevado) não dando sinais de recuo firme no curto prazo. Ontem a cotação ficou em R$ 4,2412 contra R$ 4,2543 no dia anterior (0,31%).

Juros
O Banco Central confirmou a expectativa do mercado e reduziu a taxa Selic de 4,50% para 4,25% ao ano. Com isso, os juros também cederam ontem. O vencimento mais líquido foi o de abril/20, justamente o que capta as apostas para o Copom de fevereiro e de março, e fechou com taxa de 4,170%, de 4,174% na quarta-feira. Para jan/21 a taxa caiu de 4,295% para 4,290%, mínima histórica e para jan/27 fechou a 6,39% contra 6,471% no dia anterior.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Banco PAN (BPAN4)
Lucro Líquido de R$ 167,6 milhões no 4T19 e de R$ 515,9 milhões em 2019

O Banco Pan registrou no 4T19 um lucro líquido de R$ 167,6 milhões, que se compara ao lucro líquido de R$ 73,6 milhões do 4T18, e com crescimento de 25% em relação ao lucro de R$ 134,6 milhões do 3T19. O ROAE contábil foi de 11,2% no 2T19. Em base ajustada alcançou 23,9% ante 12,2% do 2T18 e 21,0% do 1T19. O lucro líquido acumulado de 2019 somou R$ 515,9 milhões, com crescimento de 133% em relação ao lucro líquido de R$ 221,5 milhões em 2018.
O ROE contábil foi de 13,7% no 4T19 e de 11,4% a.a. em 2019 e se compara ao ROE de 5,8% em 2018. Em base ajustada (não auditado) o ROE aj. Eleva-se a 24,6% no 4T19 e a 22,5% em 2019 (sendo de 15,5% em 2018).


Neoenergia (NEOE3)
Energia injetada total cresceu 4,5% no 4T19 e 4,0% em 2019

A Neoenergia divulgou suas prévias operacionais e não auditadas do 4T19, referentes ao mercado de energia elétrica, nos seus segmentos de atuação. As suas distribuidoras injetaram 17.772 GWh no período trimestre, que representou um crescimento de 4,5% em relação ao 4T18. No ano, o volume foi de 67.875 GWh, com alta de 4,0% em relação a 2018.
A energia injetada leva em conta a energia distribuída nos mercados cativo e livre, mais as perdas. O maior crescimento no trimestre foi registrado na Coelba, que atua na Bahia, com +8,3% no trimestre e +6,1% em 12 meses, explicado por maior base de clientes e temperatura. Na Celpe, de Pernambuco, houve avanço de 2,3% e de 3,5%, respectivamente.


Eletrobras (ELET3, ELET6)
Companhia concluiu a emissão no exterior de US$ 1,25 bilhão

A Eletrobras concluiu ontem (05/fevereiro), a emissão no mercado internacional de “US$ 500 milhões – 3,625% Notes 2025” e “US$ 750 milhões – 4,625% Notes 2030”. Os recursos provenientes da emissão das Notes foram principalmente utilizados para oferta de aquisição (concluída ontem) das “5,750% Notes due 2021”, emitidas pela companhia no mercado externo.
A Oferta de Aquisição teve aceitação pelos investidores representando aproximadamente 64,25% das Notes 2021 em circulação, perfazendo o total de aquisição de US$ 1,125 bilhão. 4.298.000. A emissão das Notes e a Oferta de Aquisição das Notes 2021 foram realizadas exclusivamente para investidores no mercado exterior e não foram registradas junto à CVM ou realizadas no Brasil.


BR Properties (BRPR3)
Lucro líquido de 2019 soma R$ 311,4 milhões

A BR Properties registrou um lucro líquido de R$ 396,6 milhões no 4T19. No acumulado do ano, esse resultado foi de R$ 311,4 milhões, representando um aumento nominal de R$ 297,6 milhões quando comparado ao ano anterior. Esse resultado foi impactado positivamente pelos ganhos na valorização das propriedades para investimentos em 2019.

Em 2019, a receita líquida foi de R$ 379,3 milhões, representando uma redução de 10% em relação a 2018. É importante destacar que essas reduções se devem as vendas de ativos ocorridas ao longo de 2019. Em 2019, o EBITDA ajustado foi de R$ 270,2 milhões, correspondendo a uma margem de 71%.

A ação BRPR3 encerrou ontem cotada a R$ 16,46 com valorização de 3,7% neste ano. Em 2019 a ação subiu 76,6%. Hoje a ação é cotada a 1,15x o seu VPA e o valor de mercado soma R$ 8,0 bilhões.


Localiza (RENT3)
Emissão de debêntures

O Conselho de Administração da Localiza Fleet aprovou ontem a oitava emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, cujo valor total será de R$ 1 bilhão.
• A emissão terá vencimento em fevereiro de 2025, sendo que os recursos serão usados para o resgate de séries de debêntures anteriores e a recomposição do caixa da empresa;
• A Localiza Fleet é a subsidiária da Localiza especializada na gestão de frotas.


Exportações de minério de ferro
Menor volume, mas melhor preço em janeiro

As exportações brasileiras de minério de ferro somaram 26,7 milhões de toneladas em janeiro/2020, quantidade que foi 19,3% menor que em igual mês do ano passado, segundo os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com dezembro/19, o volume foi 8,3% maior.
• As receitas das vendas ao exterior atingiram US$ 1,7 bilhão, valor 1,5% acima do verificado em janeiro de 2019, devido à elevação de 25,8% no preço médio do minério exportado. Em relação ao mês anterior, a receita em janeiro foi 16,8% maior;
• Estes dados da balança comercial são indicadores fundamentais para o desempenho dos segmentos de minério de ferro da Vale e CSN.


Banco ABC Brasil (ABCB4)
Trimestral em linha com o esperado

O Banco ABC Brasil reportou um Lucro Líquido contábil de R$ 145,6 milhões no 4T19, com crescimento de 11,6% em relação ao trimestre anterior e 78,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro líquido contábil cresceu 26,4%. Em bases recorrentes o lucro líquido somou R$ 119,7 milhões (ROAE de 12,0%) no 4T19, 2% abaixo do lucro recorrente do 4T18. Na comparação anual o banco registrou crescimento de 6,8%, com ROAE de 12,6%.
Um resultado trimestral, em linha com o que estimávamos. Esse resultado pode ser explicado pelo comportamento da Margem Financeira, com queda em base trimestral, notadamente na linha com o mercado e no patrimônio remunerado a CDI; por aumento proporcional de PDD, melhora das Receitas de Serviços e crescimento das despesas de pessoal e outras administrativas em percentual acima da inflação no período.


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