Bradesco – Relatório de Análise

Resultado sólido no 4T19, em linha com o esperado

O Bradesco registrou no 4T19 um lucro líquido recorrente de R$ 6,6 bilhões (ROAE de 21,2%) com crescimento de 14,0% em relação ao 4T18 (ROAE de 19,7%). Um resultado sólido, em linha com o esperado, explicado por incremento da margem financeira, crescimento do resultado das operações de seguros, somados ao bom desempenho das receitas de serviços. Destaque ainda para a redução em base trimestral, da inadimplência medida pelos créditos em atraso (NPL) acima de 90 dias, de 3,6% para 3,3% e para a melhora do Índice de Eficiência Operacional.

O cenário atual é a continuidade do crescimento do crédito (entre 9% a 13%), manutenção do crescimento da Margem Financeira (entre 4% a 8%), inadimplência em patamar controlado, incremento de PDD em linha com o crescimento das operações de crédito. O foco do banco na redução de custos e despesas permanece. O ROAE de 20,0% é sustentável para 2020. Seguimos com recomendação de COMPRA para BBDC4 com preço justo de R$ 45,00/ação para 2020.

No acumulado de 2019 o lucro recorrente cresceu 20,0% para R$ 25,9 bilhões (ROAE de 20,6% ante 19,0% de 2018), com destaque para a margem financeira de juros, a redução de PDD expandida, o resultado de seguros e as receitas de serviços, que no conjunto, compensaram a evolução das despesas operacionais em patamar acima da inflação. A sinalização é a de que o atual patamar de ROAE é sustentável havendo a possibilidade de algum incremento, a depender do nível de distribuição de proventos.

A alíquota efetiva de IR/CS caiu de 33,8% em 2018 para 29,1% em 2019. Sobre a elevação da CSLL, de 15% para 20%, e que acontece a partir de 1º de março, o banco registrou um impacto positivo de R$ 6,4 bilhões, em função da majoração da alíquota sobre o estoque de créditos tributários, reavaliado com base na alíquota maior. O Bradesco praticamente consumiu todo o crédito tributário constituído no 4T19 através de provisões sendo: R$ 3,4 bilhões em Passivos Contingentes (provisões cíveis e trabalhistas); R$ 2,5 bilhões em PDD para garantias, avais e fianças; R$ 1,1 bilhão em Impairment de Ativos não Financeiros; R$ 426 milhões na Amortização de Ágio (bruto) e R$ 818 milhões com gastos relativos a Programa de Desligamento Voluntário em 2019 – PDV.

 

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