Dia de recuperação

MERCADO


Bolsa
Ontem a B3 teve um dia de recuperação ante a forte queda do dia anterior, reflexo da menor aversão ao risco de contágio do coronavírus e os efeitos sobre a atividade econômica global. O Ibovespa chegou a subir 2,02% mas ao final fechou com alta de 1,74% aos 116.479 pontos e giro financeiro de R$ 20,2 bilhões. A agenda hoje é focada nos EUA com a divulgação dos Estoques no atacado de dezembro, nas Vendas de Casas Pendentes também de dezembro e no MBA – Solicitações de empréstimos hipotecários em 01/janeiro. À tarde o Fed decide a taxa de juros americana, que deve ser mantida, como já vem sendo anunciado. Nesta quarta-feira (29) as bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com Japão e Coréia se recuperando de perdas recentes causadas pela disseminação do surto de coronavírus e a de Hong Kong registrando forte queda na volta do feriado. Commodities e petróleo em alta. Bolsas europeias e Futuros americanos operam em campo positivo o que pode direcionar o mercado na B3.

Câmbio
Dado que é muito cedo para avaliar o impacto total do coronavírus na economia chinesa e global, o mercado se ateve a uma leitura positiva do índice de confiança do consumidor nos EUA divulgado ontem e acima do esperado. Nesse contexto de redução da volatilidade e de recuperação das bolsas, o dólar fechou com queda de 0,4% a R$ 4,1932.

Juros
Ontem, após melhora da percepção do mercado em relação ao controle do coronavírus as taxas curtas e médias de juros futuros recuperaram os prêmios, notadamente na segunda parte do dia. Já as taxas longas, recuaram levemente. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 subiu de 4,32%, no ajuste anterior, para 4,335%; a do DI para janeiro de 2022 avançou de 4,92% para 4,95%; a do contrato para janeiro de 2023 passou de 5,51% para 5,50%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

B3 S.A. (B3SA3)
Aumento de participação acionária

A B3 destaca que recebeu ontem (28/janeiro) correspondência de seu acionista Capital Research Global Investors (CRGI), na qual informa que adquiriu ações de emissão da companhia, passando a deter, de forma agregada, 103.097.532 ações ordinárias, o que representa 5,01% dessa espécie de ação.

Ontem (28/janeiro) a ação B3SA3 fechou cotada a R$ 49,08/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 101,1 bilhões e alta de 15,2% este ano, acima da valorização de 0,7% do Ibovespa. Nesse patamar os múltiplos para 2020 são: P/L de 27,7x e VE/EBITDA de 20,5x.


Comgás (CGAS5)
Companhia e WH Group assinam acordo de fornecimento e distribuição

O conselho de administração da Comgás aprovou ontem (29/janeiro) o pagamento de dividendos intercalares referentes a 2019 no montante de R$ 135,9 milhões, sendo 1,003846389737980 por ação ON (R$ 104,3 milhões) e R$ 1,104231028711780  por ação preferencial (R$ 31,6 milhões).

O valor será pago de acordo com a posição acionária da próxima sexta-feira (31/janeiro) e a partir do dia 03 de fevereiro, as ações passam a ser negociadas ex-dividendos. O crédito será feito aos acionistas no dia 10 de fevereiro. Com base na cotação de 206,97/ação para a ação CGAS5 o retorno é de 0,5%.


 Oi (OIBR3 e OIBR4)
Esclarecimento sobre venda de 700 torres de telefonia móvel

A Oi afirmou ontem que as informações de que pretende concluir até o final de março a venda de um lote de 700 torres de telefonia móvel constam de seu Plano Estratégico. A empresa diz ainda que a venda faz parte dos esforços para gerar liquidez de curto prazo com a venda de ativos que não são fundamentais a seu negócio.

Os esclarecimentos acontecem após a notícia, veiculada pelo Valor Econômico, de que a empresa espera fazer a venda das estruturas nos próximos dois meses, com a arrecadação de aproximadamente R$ 700 milhões.

Ontem a ação OIBR3 encerrou cotada a R$ 0,96 e a OIBR4 a R$ 1,43..


Santander Brasil (SANB11)
Bom resultado no 4T19 em linha com o esperado

O Banco Santander (Brasil) registrou no 4T19 um lucro líquido, em base gerencial, de R$ 3,73 bilhões (ROAE de 21,3%), com crescimento de 0,6% ante os R$ 3,71 bilhões do 3T19 (ROAE de 21,1%), um resultado em linha com o esperado impactado positivamente (i) pelo crescimento de 4,7% da Margem Financeira Bruta, pelo (ii) incremento de 1,5% das receitas de serviços, e (iii) queda de 7,1% para R$ 2,62 bilhões nas Despesas com PDD. Por outro lado, ressalte-se o crescimento de 8,0% das Despesas Gerais.

Destaque para a manutenção de rentabilidade reflexo do crescimento da base de clientes ativos, desempenho positivo da carteira de crédito, resiliência do modelo de riscos do banco e custos controlados. Em base acumulada de 2019 em relação a 2018, o lucro líquido gerencial cresceu 17,4% para R$ 14,55 bilhões. Nesta base de comparação, destaque para a estabilidade das despesas com PDD (em R$ 10,86 bilhões), para o crescimento de 8,1% das receitas de serviços totalizando R$ 18,68 bilhões, e do incremento de 6,4% da margem financeira bruta para R$ 46,70 bilhões, que mais que compensaram o crescimento de 5,0% das despesas gerais (R$ 21,24 bilhões).

A inadimplência se manteve controlada, com leve decréscimo em base trimestral, passando de 3,0% no 3T19 para 2,9% no 4T19, sendo de 4,0% em PF e 1,3% em PJ. Ao final de dez/19 o índice de cobertura era de 208,5% e a inadimplência acima de 60 dias de 3,7%. O índice de eficiência terminou 2019 em 39,8% melhor que 2018 em 40,6%. A carteira de crédito ampliada cresceu 11,8% em 12 meses para R$ 432,55 bilhões. O patrimônio líquido era de R$ 68,16 bilhões para um índice de Basileia de 15,04%


 

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