Banco PINE – Relatório de Análise

Jornada de digitalização continua, em linha com a estratégia de rentabilização, pulverização da carteira e criação de valor.

Revisamos nossas premissas e estimativas, incorporando os resultados até então reportados e o aumento de capital já homologado pelo Conselho de Administração e pelo Banco Central do Brasil. As perspectivas são de retomada gradual de rentabilidade, na medida em que a estratégia do banco venha sendo realizada através da pulverização da carteira Corporate II; da redução da exposição na carteira Corporate I; da maior eficiência operacional; e da transformação digital do banco, direcionada ao segmento de PME, e desenvolvida através da construção de parcerias estratégicas. Ressalte-se ainda a redução do risco da carteira de crédito, a pulverização da captação via depósitos de pessoas físicas com ticket reduzido, e o aumento do número de clientes ativos. O banco mantém um balanço líquido, reforçado com o recente aumento de capital, à espera de um adequado momento de rentabilização, através da geração de lucro para acelerar a utilização do alto volume de créditos tributários. Ao mesmo tempo, a estratégia de desinvestimento e desmobilização de ativos não core (BNDU), pode liberar capital e contribuir para uma melhor precificação do banco. Nesse contexto, considerando um custo de capital de 9,5% e crescimento de 3% na perpetuidade, elevamos o Preço Justo de R$ 4,00 para R$ 5,00/ação, e seguimos com recomendação de COMPRA para PINE4.

Aumento de capital com o objetivo de fortalecer a estrutura de capital do banco, considerando a intensificação do novo modelo de negócios, a continuidade da cura da carteira monitorada e venda de ativos não core. Em 30 de dezembro de 2019 o Banco Central do Brasil homologou o aumento de capital do Banco Pine, passando o capital social a ser de R$ 1,2 bilhão dividido em 148.157.764 ações, uma vez que foram subscritas 26.986.369 novas ações ao preço de R$ 3,34/ação, no valor total de R$ 90,1 milhões. Com isso estimamos que a Basileia de 12,3% ao final de setembro de 2019 deva chegar a 13,7% em dezembro de 2019, considerando o resultado do 4T19 e o presente aumento de capital.

Parceria com a Hub Fintech está em linha com a estratégia do banco de avanço na agenda de transformação digital. Em 11 de novembro de 2019 o Banco Pine celebrou nova parceria estratégica de negócios com Hub Fintech, startup de tecnologia especializada no desenvolvimento de projetos white label no mundo corporativo. Esta parceria está alinhada com a agenda de transformação digital do banco, e ampliará a oferta de novas funcionalidades tanto nas operações B2B, no segmento Pine Empresas – que ganhará amplitude com serviços de pagamentos e agilidade via autosserviços, quanto no B2C, na plataforma de investimentos Pine Online – que passará a oferecer serviço de contas digitais. A sinergia entre Banco e Hub resultará na oferta de benefícios de uma empresa de tecnologia com funcionalidades de uma estrutura bancária, combinando agilidade e competitividade em um ambiente seguro. Não se espera efeitos nos resultados do banco no exercício de 2019.

Parceria para oferecer serviços da Getnet, do Santander Brasil. O Banco PINE celebrou em 05 de dezembro de 2019, uma nova parceria estratégica de negócios com a Getnet, empresa de tecnologia especializada em soluções eletrônicas de pagamento do Grupo Santander. Por meio dessa parceria, o banco prospectará e oferecerá aos seus clientes, atuais e futuros, as soluções de pagamento da Getnet em seu portfólio de serviços, incluindo as máquinas de pagamentos POS, TEF e POS Digital, além de soluções digitais (e-commerce e marketplace). Para desenvolver essa parceria, a Getnet considerou a atuação dedicada do Banco no segmento Empresas, reforçando a estratégia de expandir ainda mais a oferta de soluções de pagamentos no Atacado. O portfólio de produtos Getnet está alinhado com a agenda de transformação digital do Pine, e ampliará com agilidade as novas funcionalidades oferecidas no segmento Pine Empresas. Embora positivo no médio/longo prazo, não se espera efeitos nos resultados do banco em 2019.

 


 

 

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