SLC Agrícola – Relatório de Análise

Aumento de produtividade e de eficiência

A companhia possui um modelo de negócio competitivo e rentável. Nesse contexto vem buscando um equilíbrio entre crescimento, melhoria de produtividade agrícola, incremento de geração de caixa, maior eficiência operacional e escala de produção. Como perspectiva para os próximos cinco anos destaque para o aumento de produtividade; a redução de custos; o aumento de área plantada arrendada e da cultura do Algodão – com maior valor agregado; e a monetização do portfólio de terras. Revisitamos o nosso modelo de precificação e realizamos alguns ajustes utilizando premissas que julgamos sustentáveis para os próximos exercícios. Reduzimos a taxa de desconto (WACC) de 9,0% para 8,5% refletindo a queda dos juros e menor custo de capital, a redução do prêmio de risco e da alavancagem financeira da companhia. Seguimos com recomendação de COMPRA para SLCE3 e elevamos o Preço Justo de R$ 23,00/ação para R$ 27,00/ação.

A companhia vem realizando ajustes no seu portfólio de terras nos últimos anos e que passa pelo arrendamento para terceiros de áreas “não escaláveis”; por aumento do arrendamento em áreas com alta produtividade; e a integração “Lavoura-Pecuária” nas fazendas: Planorte, Paiaguás, Perdizes e Pioneira. Nesse contexto a SLC vem aumentando a exposição em áreas maduras do Centro-Oeste, região que oferece uma estabilidade na produção de grãos, e que na Safra 2019/20 já representa 53% de toda área plantada. A companhia também está plantando no intervalo ideal, considerando o tempo médio de plantio atual, de 27 dias para a Soja e 20 dias para a cultura de Algodão. Da mesma maneira, a colheita tem sido realizada de forma mais rápida para evitar perdas, sendo de 58 dias na Soja e 46 dias no Algodão. Ressalte-se ainda que, atualmente, 99% das terras da companhia são consideradas maduras (com mais de 3 anos de cultivo).

Migração para um Modelo de Negócio “Asset Light”. Desde 2008 a companhia vem realizando desinvestimentos de parte das terras próprias, hoje uma meta de gestão. Nas duas vendas mais recentes, destaque para (i) Parte das Fazendas Paiaguás e Parceiro no Mato Grosso e Piauí, realizada em 2017, equivalente a 11,6 mil hectares e que trouxe uma Receita de R$ 177 milhões; e em 2019, (ii)a venda de Parte da Fazenda Parnaíba no Maranhão, sendo 5,2 mil hectares e Receita de R$ 83 milhões. Essas vendas confirmam a correta precificação do portfólio de terras da SLC Agrícola. Destaque também para o crescimento de área plantada notadamente em áreas arrendadas e Joint Ventures (JV), que na safra atual representam 52% e que trazem maior retorno. Outro ponto importante é a colheita terceirizada de Soja (atualmente de 31% vis a vis 69% de colheita própria) com redução importante de Capex. Em adição, o crescimento em culturas de maior valor agregado (leia-se Algodão) com aumento potencial de EBITDA.

 

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