Os preços do petróleo sobem com a redução da produção na Líbia e no Iraque

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa encerrou a sexta-feira com alta de 1,52% aos 118.478 pontos, com giro financeiro de R$ 20,6 bilhões. O destaque do dia foi Vale (VALE3) com alta de 3,3%, puxada pela alta do minério de ferro na China. As ações da Petrobras também forma bem no dia. Hoje, a agenda econômica está vazia com o feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos. Destaque apenas para o Boletim Focus e balança comercial semanal no Brasil. Destaque também para a repercussão positiva do discurso do Ministro Paulo Guedes na conferência realizada no Instituto Hoover da Universidade Stanford (Palo Alto, EUA). As bolsas internacionais mostram queda na zona do euro e nos EUA fica a expectativa em relação aos resultados corporativos. Os preços do petróleo sobem com a redução da produção na Líbia e no Iraque, fato que pode mexer com o mercado nos próximos dias. O vencimento de opções deverá influenciar o mercado na primeira metade do pregão, mas no mercado à vista o volume deve ser reduzido.

Câmbio
Após três sessões seguidas de alta, a moeda americana recuou de R$ 4,1843 na quinta-feira para R$ 4,1616 no fechamento da semana, (-0,54%). Na semana a alta foi de 1,55%.

Juros
A volta da expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em fevereiro, puxou os juros futuros para baixo na sexta-feira. A taxa do contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou a sessão regular em taxa de 4,420%, contra 4,450% na quinta-feira. Para jan/27, a taxa caiu de 6,820% para 6,750%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Petrobras (PETR4)
Três notícias importantes

Depois do último pregão, a empresa enviou dois comunicados sobre processos de desinvestimento., além disso, nesta manhã o jornal Valor informou acerca das possíveis novas regras nos leilões no Regime de Partilha, que podem afetar a Petrobras.
• No primeiro comunicado, foi informado de que ocorreu o início do processo de venda das ações remanescentes (10%), detidas pela empresa na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG);
• A Petrobras informou no segundo comunicado, que está em curso a fase não vinculante do processo de venda de 100% das ações detidas pela Petrobras Uruguay Sociedad Anónima de Inversiones (PUSAI) na Petrobras Uruguay Distribuición S.A. (PUDSA);
• Por fim, a edição de hoje do jornal Valor noticiou uma entrevista com o secretário-especial do Ministério da Fazenda, que afirmou da disposição do governo em rever a Lei nº 12.351/10. Esta lei garante o direito de preferência à Petrobras de ser operadora dos blocos contratados sob o Regime de Partilha. Essa mudança já deve ocorrer no leilão dos blocos de Sépia e Atapu, a ser realizado em dezembro/2020.


ENGIE Brasil Energia (EGIE3)
Petrobras inicia fase não vinculante para venda da TAG

Na sexta-feira (17/janeiro) a Petrobras, iniciou a fase não vinculante referente à venda de sua participação remanescente (10%) na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG). Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre a companhia em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

A TAG é uma companhia que atua no setor de transporte de gás natural, detendo atualmente autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 4,5 mil km de extensão, localizados principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, com capacidade instalada de 75 MMm³/d. O grupo formado pela ENGIE e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec detém 90% de participação na TAG, adquirida da Petrobras em junho de 2019.

A ENGIE e Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ), acionistas do bloco majoritário da TAG, já declararam nteresse na aquisição dos 10% e irão participar do processo. Lembrando que conforme o acordo de acionistas entre as partes, ambas as empresas terão o direito de preferência em relação à oferta.


Taesa (TAEE11)
Emissão de debêntures

A Taesa concluiu a captação de recursos de longo prazo através da Emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, em Série Única, da Espécie com Garantia Real, no valor total de R$ 300,0 milhões, para Distribuição Pública com Esforços Restritos de Colocação. A totalidade dos recursos captados na Emissão das Debêntures serão aplicados no Projeto Sant’Ana, tendo em vista o enquadramento como projeto prioritário pelo Ministério de Minas e Energia. As Debêntures serão caracterizadas como “Debêntures Verdes”.

Características da Emissão

Emissão: 8ª (Oitava) Emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, em Série Única, da Espécie com Garantia Real, Para Distribuição Pública, com Esforços Restritos de Distribuição, da Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A.

Data da Emissão: 15 de dezembro de 2019

Valor: R$ 300,0 milhões

Prazo e Data de Vencimento: 15 de dezembro de 2044

Remuneração: IPCA + 4,7742%. ao ano

Amortização Programada: o Valor Nominal Unitário Atualizado das Debêntures será amortizado em 45 parcelas semestrais, sempre no dia 15 dos meses de junho e dezembro de cada ano, sendo a primeira parcela devida em 15 de dezembro de 2022, e a última parcela devida na Data de Vencimento.


Notre Dame Intermédica (GNDI3)
Aprovada pelo Cade e ANS a aquisição do Grupo São Lucas

A Notre Dame Intermédica Participações informou ao mercado e acionistas que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovaram sem restrições, a aquisição da São Lucas Serviços Médicos e a Associação Clínica São Lucas, pela Notre Dame Intermédica Saúde, subsidiária integral da companhia.

Na sexta-feira a ação GNDI3 encerrou cotada a R$ 50,12 com queda de 5,1% neste ano a alta de 19,6% no ano passado.


Boletim Focus
Nesta semana destaque para a redução da inflação e alta do PIB e do câmbio em 2020; e estabilidade para os principais indicadores em 2021

Com a maioria dos indicadores macroeconômicos de 2019 divulgados, exceção do PIB, o mercado olha para 2020 em diante. Dentre as alterações contidas no Boletim Focus desta segunda-feira (20/janeiro), destaque para a redução do IPCA (a 3ª consecutiva) e para a alta das expectativas para o PIB e a taxa de câmbio, ambas para 2020. Já as estimativas para a taxa Selic foram mantidas. Olhando 2021 ressalte-se a redução da manutenção dos principais indicadores.

Destaques do Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, para 2020:

IPCA: 3,56%;

IPCA (atualização dos últimos 5 dias): 3,50%;

PIB: 2,31%;

Taxa de câmbio: R$ 4,05

Meta Selic: 4,50%


 

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