SLC Agrícola – Relatório de Análise

Foco no aumento de produtividade e eficiência 

A SLC Agrícola realizou ontem (5/dezembro) sua Reunião Anual com Investidores. Atualmente sua estratégia contempla os pilares de (i) Alta Eficiência; (ii) Migração para um Modelo de Negócio “Asset Light”; (iii) Foco no crescimento em culturas de maior valor agregado; e (iv) a Consolidação das certificações e rastreabilidade da produção. A companhia possui um modelo de negócio competitivo e rentável, e que apresenta bom potencial de crescimento. Nesse contexto, vem buscando um equilíbrio entre crescimento nas culturas de maior valor agregado e incremento da geração de caixa, com foco na melhoria de produtividade agrícola, maior eficiência operacional e escala de produção.

Como perspectivas para os próximos 5 anos a companhia destacou: (1) Aumento de produtividade; (2) Redução de Custos; (3) Aumento de área plantada arrendada e da cultura do Algodão; (4) Desenvolvimento do seu banco de terras equivalente a 27 mil hectares e (5) a Monetização do portfólio de terras. Ao final de setembro de 2019 o valor líquido dos ativos (NAV) da companhia era de R$ 4,45 bilhões, equivalente a R$ 23,35/ação, que se compara a cotação de R$ 19,38/ação, portanto não precificado. Seguimos com recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 23,00/ação.

Alta Eficiência. Realizada através de ajustes no seu portfólio de terras nos últimos anos e que passa pelo arrendo para terceiros de áreas “não escaláveis”; aumento do arrendamento em áreas com alta produtividade; e a integração “Lavoura-Pecuária” nas fazendas: Planorte, Paiaguás, Perdizes e Pioneira. Nesse contexto a SLC vem aumentando a exposição em áreas maduras do Centro-Oeste, região que oferece uma estabilidade na produção de grãos, e que na Safra 2019/20 já representa 53% de toda área plantada. A companhia também está plantando no intervalo ideal, considerando o tempo médio de plantio atual, de 27 dias para a Soja e 20 dias para a cultura de Algodão. Da mesma maneira, a colheita tem sido realizada de forma mais rápida para evitar perdas, sendo de 58 dias na Soja e 46 dias no Algodão. Ressalte-se que atualmente 99% das terras da companhia são consideradas maduras (com mais de 3 anos de cultivo).

Migração para um Modelo de Negócio “Asset Light”. Desde 2008 a companhia vem realizando desinvestimentos de parte das terras próprias, hoje uma meta de gestão. Nas duas vendas mais recentes, destaque para (1) Parte das Fazendas Paiaguás e Parceiro no Mato Grosso e Piauí, realizada em 2017, equivalente a 11,6 mil hectares e que trouxe uma Receita de R$ 177 milhões; e em 2019, a venda de Parte da Fazenda Parnaíba no Maranhão, sendo 5,2 mil hectares e Receita de R$ 83 milhões. Essas vendas confirmam a correta precificação do portfólio de terras da SLC Agrícola. Destaque também para o crescimento de área plantada notadamente em áreas arrendadas e Joint Ventures (JV), que na safra atual representam 52% e que trazem maior retorno. Outro ponto importante é a colheita terceirizada de Soja (atualmente de 31% vis a vis 69% de colheita própria) com redução importante de Capex. Em adição, o crescimento em culturas de maior valor agregado (leia-se Algodão) com aumento potencial de EBITDA.

 

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