Insegurança no mercado

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa teve mais um dia de baixa (0,65%) fechando aos 106.060 pontos, com giro financeiro de R$ 16,7 bilhões no mercado à vista. São vários os motivos para a insegurança do mercado nestes últimos dias. A disputa comercial entre EUA e China sem solução, a crise política nos países vizinhos e os problemas domésticos. A agenda econômica carregada nesta quinta-feira traz o PIB do 3T na zona do euro com alta de 0,2% no T/T e 1,2% no A/A e dados do mercado de trabalho com alta de 1,0% no A/A. No Brasil, destaque para o indicador de atividade econômica IBC-Br em setembro com alta de 0,44% no M/M e de 2,11% no A/A. A agenda completa com os dados dos EUA com índices de preços ao produtor, seguros desemprego e vendas de imóveis em outubro. As bolsas internacionais operam com movimento misto na zona do euro, com os mercados ainda digerindo os últimos acontecimentos, sobretudo a questão EUA x China e dados divulgados na China para o setor de varejo. O feriado de amanhã no Brasil, prolongando o final de semana, pode também influenciar os negócios hoje na B3.

Câmbio

Mais um dia de alta para o dólar, batendo R$ 4,1767 contra R$ 4,1640 (+0,31%). A moeda americana foi pressionada pelo ambiente externo menos favorável, ainda em meio às preocupações com o Chile, e no final da tarde, pela notícia de travamento das negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

Juros

O dia foi de volatilidade no mercado de juros futuros, acompanhando o noticiário externo negativo. No fechamento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou em 4,62%, de 4,569% na terça-feira e para jan/25 a taxa passou de 6,351% para 6,34%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Linx (LINX3)
Prejuízo líquido de R$ 171 mil no 3T19 e queda de 45,2% no acumulado de 9 meses, somando R$ 29,4 milhões

A companhia encerrou o 3T19 com prejuízo líquido de R$ 171 mil contra um lucro de R$ 9,0 milhões no 3T19. No acumulado de 9M19 o resultado ficou em R$ 29,4 milhões contra R$ 53,8 milhões nos 9M18 (-45,2%). O resultado trimestral ajustado mostra um lucro líquido de R$ 19,6 milhões e R$ 37,4 milhões nos 9M19. O ajuste no 3T19 mostra as despesas não recorrentes com o IPO na NYSE (R$ 5,0 milhões), baixa da Synthesis Brasil (R$ 2,1 milhões) e R$ 12,7 milhões pelo efeito da variação cambial sobre os recursos do IPO.
O resultado do 3T19 foi marcado por despesas não recorrentes, que pesaram sobre o desempenho acumulado e que deverão influenciar o resultado do ano. Contudo a empresa se encontra capitalizada, podendo desenhar uma nova curva de crescimento nos próximos períodos.
Ontem a ação LINX3 encerrou cotada a R$ 33,91 acumulando valorização de apenas 1,4% no ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 5,85 bilhões.


Ferbasa (FESA4)
Queda de vendas e margens, mas lucro elevado com não recorrentes

O resultado da empresa no 3T19 mostrou reduções na receita, vendas e margens, mas um lucro bastante elevado, beneficiado por fatores não recorrentes. Vale lembrar os números do 3T18 também haviam sido positivamente impactados por não recorrentes, no caso um ganho por compra vantajosa no valor de R$ 75,1 milhões.
• A Ferbasa lucrou R$ 145 milhões (R$ 1,64 por ação) no 3T19, valor 3,1% menor que no 3T18, mas 335,2% acima do trimestre anterior;
• No 3T19, comparado ao mesmo período de 2018, houve uma redução de 0,5% no volume total vendido, puxado pelo fraco desempenho no mercado interno., onde houve redução de 14,6%.


Randon (RAPT4)
Um bom resultado no 3T19

A empresa divulgou seus resultados do 3T19, após o pregão de ontem, mostrando um expressivo incremento da receita e das margens da operação, que permitiu o crescimento do lucro líquido na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
• No 3T19, a Randon lucrou R$ 79 milhões (R$ 0,23 por ação), 88,6% acima do mesmo trimestre do ano passado, mas 7,1% abaixo do 2T19;
Comparadas ao 3T18, as vendas da Randon no 3T19 mostraram um expressivo crescimento em boa parte das linhas de produtos. Isso ocorreu devido ao bom desempenho da indústria automobilística brasileira, principal cliente da empresa, ao lado das elevadas vendas de implementos.


Natura (NATU3)
Lucro líquido de R$ 63,8 milhões no 3T19, redução de 52,0% sobre o 3T18. Em 9 meses o resultado foi de R$ 133,2 milhões

A Natura encerrou o 3T19 com lucro líquido de R$ 63,8 milhões contra R$ 132,8 milhões no 3T18, acumulando R$ 133,2 milhões em 9 meses, valor inferior em 20,1% ao lucro dos 9M18. A redução no resultado reflete o aumento expressivo nas despesas com vendas, marketing e logística e gerais e administrativas. No acumulado do ano o efeito foi menor sobre o resultado final.
Ontem a ação NATU3 encerrou cotada a R$ 32,09 acumulando valorização de 44,4% no ano.


Taesa (TAEE11)
Resultado consistente no 3T19 e distribuição de proventos (ex em 21/nov)

A Taesa registrou no 3T19 um lucro líquido (IFRS) de R$ 358 milhões, com alta de 21% em relação aos R$ 295 milhões do 3T18, reflexo (i) do aumento na margem de construção, pela (ii) redução de 23% na despesa financeira líquida, devido ao maior volume médio de caixa aplicado. O lucro líquido acumulado do ano alcançou R$ 825 milhões, um crescimento de 3% na comparação com o mesmo período de 2018.
Com base neste resultado, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de (i) R$ 121,2 milhões (R$ 0,35168834559/Unit) a título de dividendos intercalares, e (ii) R$ 65,4 milhões (R$ 0,18980228640/Unit) a título de juros sobre o capital próprio (JCP), totalizando R$ 186,5 milhões. O pagamento ocorrerá no dia 29 de novembro de 2019 com base na posição acionária de 20 de novembro de 2019 (ex em 21/11/19). O retorno líquido estimado é de 1,8%.


Light (LIGT3)
Forte resultado no 3T19 por atualização do crédito de PIS/COFINS

A Light registrou no 3T19 um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão, ante R$ 6 milhões do 3T18, explicado basicamente por melhor resultado financeiro impactado pela atualização do crédito de PIS/COFINS de R$ 1,46 bilhão e impacto no resultado de R$ 1,64 bilhão (líquido de impostos). No acumulado do 9M19 o lucro alcançou R$ 1,7 bilhão e se compara ao lucro de R$ 73 milhões do 9M18.
O EBITDA ajustado consolidado somou R$ 1,1 bilhão no 3T19, com crescimento de 2235 refletindo a receita do reconhecimento do trânsito em julgado do processo judicial de exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS/COFINS, no valor de R$ 1,1 bilhão. Excluindo os efeitos não-recorrentes, o EBITDA seria de R$ 291 milhões, com queda de 13% em relação ao 3T18 explicado pelo aumento das contingências. Já no acumulado do ano, o EBITDA está em linha ao 9M18.
O indicador de Dívida Líquida/EBITDA encerrou o 3T19 em 3,0x, uma melhora em relação ao valor apurado no 2T19 (3,69x). Os recursos do follow-on, recebidos em julho/19, permitiram uma redução do saldo da dívida e levaram a uma posição de caixa mais robusta. A dívida líquida no final do 3T19 era de R$ 6,5 bilhões.


SLC Agrícola S.A. (SLCE3)
Prejuízo de R$ 97 milhões no 3T19 reflete dinâmica de apropriação dos ativos biológicos

A SLC Agrícola registrou no 3T19 um prejuízo líquido de R$ 95 milhões, ante o lucro de R$ 36 milhões do 3T18, basicamente explicado pela dinâmica de apropriação dos Ativos Biológicos (Variação do Valor Justo e Realização do Valor Justo), que refletiu a redução de produtividade no algodão, por queda dos preços da commodity.
No acumulado de 9M19 o lucro líquido registrou queda de 39% em relação a igual período do ano anterior totalizando R$ 226 milhões, impactado pelo resultado do 3T19.
Ao final de setembro de 2019 o valor líquido dos ativos (NAV) era de R$ 4,45 bilhões, equivalente a R$ 23,35/ação, que se compara a cotação de R$ 18,46/ação de ontem (13/novembro), portanto não precificado. Seguimos com recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 23,00/ação, com potencial de alta de 24,6%.
Em outubro foi concluída a avaliação anual das terras de propriedade da companhia, na qual foi apurado um valor total de R$ 3.86 bilhões, apreciação de 3% sobre 2018.


 

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