Momento político ruim nos países vizinhos

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 1,49% aos 106.751 pontos, com giro financeiro total de R$ 19,1 bilhões, influenciado pelo momento político em países vizinhos e uma pauta importante do lado doméstico. Pesou também sobre as decisões dos investidores estrangeiros, os conflitos em Hong Kong e a expectativa em torno do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump que acabou não anunciando o esperado acordo comercial com a China, mais uma vez jogando para frente a decisão. A reação foi negativa e hoje as bolsas lá fora operam no vermelho na zona do euro, negativas também no fechamento da Ásia. Hoje a agenda econômica vem carregada de dados, com destaque para a vendas no varejo brasileiro em setembro com alta de 0,7% no M/M e de 2,1% no A/A. Na zona do euro a produção industrial de setembro, mostra alta de 0,1% (prev: – 0,2%) e nos EUA, um maior número de indicadores para hoje, que podem ter alguma influência sobre um mercado já nervoso. Queda também no petróleo para hoje na ICE (tipo Brent) e Nymex (WTI). Com este pano de fundo a B3 pode ter mais um dia de volatilidade e pressão sobre os preços das ações.

Câmbio

A moeda americana encerrou a R$ 4,1640 com nova alta (0,38%) sobre o fechamento anterior de R$ 4,1481, influenciada pela aversão ao risco de investidores atentos ao momento político no Chile e incertezas nos grandes mercados.

Juros

A tensão política em países vizinhos pesou também sobre o mercado de juros futuros. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou com taxa de 4,57% de 4,519% no ajuste anterior e para jan/25 a taxa passou de 6,201% para 6,35%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

MRV Engenharia (MRVE3)
No 3T19, resultado líquido de R$ 179 milhões, queda de 6,7% sobre o 3T18. Nos 9M19 o resultado somou R$ 579 milhões

A companhia registrou queda de 6,3% no lucro trimestral e de 5,5% no acumulado de 9 meses, com destaque para o aumento de custos dos imóveis vendidos em 22.2% no comparativo trimestral e de 23,7% no acumulado de 9 meses, ambos bem acima da evolução na receita liquida. Em contrapartida houve um maior controle nas despesas operacionais, compensando parte da perda de margem bruta.
Do lado positivo, a deliberação de um bom dividendo para seus acionistas com posição aéo dia 14/11. Ontem a ação MRVE3 encerrou cotada a R$ 17,69 acumulando valorização de 46,2% no ano.


Petrobras (PETR4)
Venda de ativos no Uruguai

A empresa informou ontem, após o pregão, que iniciou a primeira fase (divulgação da oportunidade) da venda de 100% das ações detida pela Petrobras Uruguay Sociedad Anónima de Inversiones (PUSAI) na Petrobras Uruguay Distribuición S.A. (PUDSA).
• A PUDSA atua na distribuição de combustíveis e lubrificantes no Uruguai, com uma rede de 90 estações de serviços, 16 lojas de conveniência, um terminal logístico de lubrificantes, além de uma planta de querosene de aviação. A empresa também opera na distribuição de fertilizantes líquidos, contando com dois terminais logísticos de armazenamento;
• O prosseguimento do Plano de Desinvestimentos da Petrobras é sempre uma boa notícia, porque permite a redução da dívida, com maiores recursos para a remuneração dos acionistas.


Santos Brasil (STBP3)
Lucro líquido do 3T19 soma R$ 7,7 milhões, queda de 15,4% sobre o 3T18. Nos 9 meses os números mostram recuperação

A Santos Brasil registrou lucro líquido de R$ 7,7 milhões no 3T19, representando uma queda de 15,4% em relação ao 3T18. Segundo a empresa, devido ao IFRS16, houve incremento nas despesas de amortização do ativo intangível, impactando diretamente o resultado do exercício.

Ontem a ação STBR11 encerrou cotada a R$ 7,31 acumulando valorização de 73,0% no ano. O valor de mercado da companhia é de R$ 4,97 bilhões.


Minerva (BEEF3)
Prejuízo de R$ 83 milhões no 3T19

A Minerva reportou seus resultados referentes ao 3T19 com destaque para o crescimento de volumes (+8,0% sobre o 3T18), que compensaram a queda de 3,4% dos preços médios, entre os trimestres comparáveis. O resultado financeiro veio melhor, mas continuou pesando no resultado final, um prejuízo líquido de R$ 83 milhões no 3T19, que se compara ao prejuízo líquido de R$ 132 milhões no 3T18. A Receita Líquida somou R$ 4,5 bilhões no 3T19 (+4,0%) e o EBITDA alcançou R$ 455 milhões. Cotadas a R$ 11,67/ação (valor de mercado de R$ 4,4 bilhões), BEEF3 registra alta de 133,9% este ano.
A companhia permanece confiante com base nas boas perspectivas para 2019 e o próximo ano. De acordo com a Minerva, “os reflexos do surto de Febre Suína Africana, devem continuar beneficiando diretamente os produtores de carne bovina da América do Sul; e a companhia se destaca como um dos principais players globais, consolidando sua posição como a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, atingindo 21% de market share no 3T19. As exportações devem continuar muito fortes nos próximos trimestres, o que deverá contribuir para o crescimento das receitas e maior rentabilidade das operações”.


Copel Energia (CPLE6)
Bom resultado operacional no 3T19

A Copel Energia registrou um lucro líquido de R$ 614 milhões no 3T19, com alta de 42% em relação ao lucro de R$ 431 milhões de igual trimestre de 2018, explicado pelo bom resultado operacional da companhia, com incremento de 50% em base de 12 meses para R$ 811 milhões, e que compensou a redução de 78% do resultado de equivalência patrimonial para R$ 33 milhões, e a leva piora do resultado financeiro, para uma despesas financeira líquida de R$ 134 milhões (+7%).
No acumulado de 9M19 o lucro líquido cresceu 28% para R$ 1,5 bilhão. Este ano as CPLE6 registram alta de 85,9% para uma cotação de R$ 56,25/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 15,4 bilhões. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 9,4x e VE/EBITDA de 6,9x.


CPFL Energia (CPFE3)
Lucro no 3T19 cresce 19% para R$ 748 milhões

A CPFL Energia registrou no 3T19 um lucro líquido de R$ 748 milhões, com crescimento de 19% em relação a igual trimestre do ano anterior (R$ 626 milhões), acumulando no 9M19 um lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, 26% superior aos R$ 1,5 bilhão do 9M18. Mais um bom resultado trimestral, em linha com o esperado, explicado por melhora do resultado operacional (notadamente no segmento de distribuição) e do resultado financeiro.
Ontem (12/novembro) a CPFE3 fechou cotada a R$ 31,90/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 36,8 bilhões, com valorização de 12,4% neste ano. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 16,2x e VE/EBITDA de 9,0x, de acordo com premissas de mercado. O preço justo de R$ 35,00/ação traz um potencial de alta de 9,7%.


Cogna (ex-Kroton) (COGNA3)
Lucro líquido do 3T19 fica em R$ 20,7 milhões, queda de 94,0% em relação ao 3T18

A companhia registrou uma queda expressiva no lucro líquido do 3T19, passando de R$ 347,8 milhões no 3T18 para apenas R$ 20,7 milhões no período. No acumulado de 9 meses o resultado líquido reduziu de R$ 1,29 bilhão para R$ 410,7 milhões, (-68,2%). Mesmo com crescimento na receita liquida nos dois períodos comparativos e manutenção da margem bruta praticamente estável, a empresa sofreu um forte impacto vindo da despesa financeira liquida, principal fator para a derrubada do lucro.
Do lado da operação, destaque para o peso do FIES sobre os negócios da empresa.
A ação encerrou ontem cotada a R$ 9,50 com alta de 8,3% no ano.


 

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