O anúncio da soltura do ex-presidente Lula, terminou com a desvalorização de 1,78% do Ibovespa

MERCADO


Bolsa

A sexta-feira já iniciou pesada pelas notícias do mercado externo com as bolsas pressionadas. O Ibovespa, influenciado por este movimento acelerou a queda no final do pregão com o anúncio da soltura do ex-presidente Lula, terminando com desvalorização de 1,78%, aos 107.629 pontos. O giro financeiro total foi de R$ 20,2 bilhões. Esta semana deverá ficar mais concentrada na agitação do noticiário doméstico com repercussão no mercado internacional, mas também precificando as incertezas lá de fora e a reta final dos resultados corporativos do 3T19. Os investidores estrangeiros que já não apostavam no nosso mercado podem acelerar a retirada de recursos da B3, pela falta de confiança. Hoje, além do Boletim Focus, a agenda econômica traz o IPC-Fipe semanal com alta de 0,27% (expectativa: 0,18%) e a 1ª prévia do IGP-M com alta de 0,8 %. Do lado externo, a pesquisa econômica Bloomberg para a zona do euro e dados da China. As bolsas internacionais mostram queda no fechamento da Ásia e caem também na zona do euro, com noticiário negativo lá fora, com novos atritos em Hong Kong, etc. A semana pode abrir negativa por aqui também.

Câmbio

Como era de se esperar, a moeda americana disparou na última hora da sessão, com o cenário político agitado, passando de R$ 4,1014 na quinta-feira para R$ 4,1676 no fechamento da semana (+1,61%).

Juros

Na sexta-feira a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou a sessão regular em 4,55% de 4,539% na quinta-feira e para jan/25 encerrou em 6,25% de 6,21% na véspera. Os juros voltaram a subir com o mercado mostrando apreensão em relação ao noticiário no fim da tarde.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Hapvida (HAPV3)
Aquisição do Hospital das Clínicas de Paraupebas (HCP), no Pará, pelo valor de R$ 16 milhões

A Hapvida, por meio de sua controlada Ultra Som Serviços Médicos, fechou a aquisição do Hospital das Clínicas de Paraupebas (HCP), no Pará, pelo valor de R$ 16 milhões.
O HCP fica no município de Paraupebas, na serra dos Carajás, sudoeste do Pará, e conta com 30 leitos hospitalares. A carteira existente é de 18 mil beneficiários na região.
A Hapvida vem numa sequência de aquisições após a sua abertura de capital no ano passado.
A ação iniciou as cotações no dia 24/04/2018 cotada a R$ 23,16 e acumula valorização de 140,5% desde então. A ação HAPV3 encerrou a sexta-feira cotada a R$ 55,69 acumulando valorização de 80,0% em 2019, com valor de mercado de R$ 40,5 bilhões.


Alpargatas (ALPA4)
Lucro líquido de R$ 58,5 milhões no 3T19 acumulando R$ 133,9 milhões em 9 meses

No 3T19 o resultado líquido foi de R$ 58,5 milhões com queda de 51,2% em relação ao ano anterior. Esta queda reflete o fato de que, no 3T18, a Alpargatas registrou evento não recorrente referente ao êxito em ação judicial de exclusão do ICMS da base de cálculo da COFINS de R$ 189,2 milhões. Desconsiderando este efeito, a companhia conseguiu reverter o resultado negativo recorrente de R$ 4,7 milhões registrado no 3T18 para um lucro líquido recorrente de R$ 59,7 milhões.
Na sexta-feira a ação ALPA4 encerrou cotada a R$ 23,50 com valorização de 79,6%.


Banrisul (BRSR6)
Lucro ajustado do 3T19 soma R$ 292 milhões

O Banrisul registrou no 3T19 um lucro líquido ajustado de R$ 292 milhões, com queda de 5% em relação ao trimestre anterior e em linha com o 3T18. O ROAE recorrente no 3T19 foi de 16,2% abaixo de 17,5% do 2T19. O lucro ajustado do 9M19 cresceu 15% para R$ 918 milhões, com melhora de 1,5pp no ROAE para 16,6%.
Em base trimestral destaque para (i) o crescimento de 6% da margem financeira; a alta de 18% das despesas de PDD; crescimento de 4% das receitas de serviços; aumento de 1,3% das despesas administrativas recorrentes (abaixo da inflação no período); e o maior crescimento das outras despesas operacionais ajustadas.
A margem financeira sobre ativos rentáveis creseu de 7,9% no 3T19 para 8,4% no 3T19. Já a inadimplência subiu de 2,2% no 2T19 para 2,8% no 3T19. O índice de cobertura reduziu-se de 345% no trimestre anterior para 276% neste trimestre. O índice de eficiência manteve-se em linha, sendo de 51,4% no 2T19 e de 51,1% no 3T19.
Ao final do 3T19 a carteira de crédito total do banco era de R$ 34,7 bilhões, com crescimento de 9,2% em doze meses e estabilidade em base trimestral (+1,2%). Ao final de set/19 a Basileia do banco era de 16,2% para um patrimônio líquido de R$ 7,7 bilhões. Os Ativos Totais somavam R$ 80,6 bilhões após crescimento de 6,3% em 12 meses.


M Dias Branco (MDIA3)
Lucro do 3T19 mostra recuperação em base trimestral 

A M Dias Branco registrou no 3T19 um lucro líquido de R$ 134,5 milhões, com queda de 43% em relação aos R$ 234,3 milhões de igual trimestre de 2018, redução explicada pela piora do resultado operacional que refletiu o aumento dos custos e redução dos volumes vendidos.
Em base trimestral, contudo, a companhia apresentou melhora nas principais linhas de resultado, com crescimento de 1% na Receita Líquida, +3% no EBITDA e incremento de 34% no Lucro Líquido. Nesta base de comparação a margem EBITDA elevou-se de 11,8% no 2T19 para 12,1% no 3T19, mas ainda aquém do potencial da companhia.
Destaque para a gestão dos preços por meio da redução de descontos/bonificações comerciais e de alguns ajustes na tabela de preços contribuiu para o nivelamento dos volumes e para a redução dos estoques nos canais de distribuição.
Tomando por base o resultado acumulado do 9M19 em relação a igual período de 2018 a Receita Líquida caiu 1% para R$ 4,4 bilhões, o EBITDA caiu 35% somando R$ 483 milhões com margem de 11,0% (-5,7pp) e o Lucro Líquido caiu 50% para R$ 292 milhões.


Indústria automobilística
Aumento expressivo da produção, mas pequeno nas vendas em outubro

A produção de veículos no Brasil em outubro atingiu 288,5 mil unidades, 9,6% maior que no mesmo mês do ano passado, segundo os dados publicados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Nos primeiros dez meses do ano, a produção somou 2,5 milhões de unidades, quantidade 3,6% acima daquela verificada no mesmo período de 2018.
• A produção de veículos em outubro foi forte, mesmo com o pequeno crescimento das vendas no mercado interno e a persistência na queda das exportações;
• Em outubro, as vendas (licenciamentos) de veículos novos nacionais cresceram 1,1%, com aumento de 10,5% no acumulado do ano.


Boletim Focus
Nesta semana destaque para o aumento das expectativas de inflação para 2019 e do PIB para 2020

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus desta segunda-feira (11), destaque para as novas alterações altistas do IPCA e do IGP-M.
As estimativas para o IPCA de 2019 foram elevadas de 3,29% na leitura anterior para 3,31%. As atualizações dos últimos 5 dias úteis a alta foi de 3,28% para 3,35%. Mesmo com este ajuste para cima, o comportamento do indicador permanece benigno e a inflação corrente, segue ancorada, possibilitando a utilização de uma política monetária acomodatícia pela autoridade monetária. Já as extimativas para o IGP-M foram reduzidas de 5,53% para 5,50%.
Para 2020 a mediana aponta para manutenção do IPCA em 3,60% nesta semana. E elevação de 3,52% para 3.60¨o indicador para os últimos 5 dias úteis. O IGP-M foi mantido em 4,07%.
Para o PIB, a mediana das estimativas foi mantida em 0,92% em 2019 e elevada de 2,00% para 2,08% em 2020. Reiteramos o impacto positivo na atividade por conta da liberação do saque das contas do FGTS e que deve refletir no incremento de atividade econômica neste final de ano, resultando num efeito positivo de “carregamento” para o ano que vem.
A taxa de câmbio foi mantida em R$ 4,00 para 2019 e 2020. A entrada dos recursos da cessão onerosa, que em tese, poderia forçar o dólar abaixo, foi mitigada pela pouca presença das companhias estrangeiras.


 

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