CSN – Relatório de Análise

Um resultado muito ruim no 3T19

A CSN apresentou um prejuízo elevado no 3T19. Ocorreu no trimestre uma conjunção de fatores negativos, que incluiu a redução nos volumes vendidos de aço e minério de ferro, aumentos de custos, uma forte elevação das despesas financeiras e a queda nas cotações da Usiminas. Porém, o discurso da empresa na teleconferência de resultados continuou otimista, estimando aumento das vendas de aço e minério, redução dos custos e desalavancagem já para o 4T19. Naturalmente os investidores e analistas estão receosos que estas promessas não sejam cumpridas. No nosso caso, manteremos nossas projeções atuais, que acreditamos possíveis de serem alcançadas. Nossa recomendação para CSNA3 é de Compra com Preço Justo de R$ 18,00/ação, indicando um potencial de alta 43,9%.
• Projeções feitas pela empresa: A estimativa de EBITDA para 2019 foi reduzida de R$ 8,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões. Nossa projeção é de R$ 7,7 bilhões. Foi mantida a expectativa de venda de minério (total de 40 milhões de toneladas);
• Desalavancagem: São várias as possibilidades para reduzir o endividamento: venda antecipada de minério, negociações de uma participação de 8% na CSN Mineração (atualmente a CSN tem 88% do negócio) e negociação da unidade na Alemanha. A empresa está estudando também uma emissão de debêntures no Brasil, para alongar o prazo e reduzir o custo da dívida. A meta de desalavancagem (Dívida Líquida/EBITDA de 3,0x) foi mantida para o final deste ano. No 3T19, este número foi de 3,8x, vindo de 3,6x no trimestre anterior;
• Reforma do alto forno: Houve um grande atraso na reforma do forno nº 3, o que elevou custos e reduziu a produção. O forno deve voltar a operar plenamente entre os dias 10 e 15 de novembro. Após a reforma, o forno produzirá entre 20% a 30% mais;
• Custo de placa: A empresa espera que o custo da produção de placas tenha uma redução de R$ 300 por tonelada (-13,8%) já no 4T19.

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