Influência negativa das bolsas internacionais

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa teve a influência negativa das bolsas internacionais, oscilando para os dois lados para fechar com queda de 0,27% aos 104.729 pontos. O giro financeiro do dia foi de R$ 16,1 bilhões. Após uma sequência de altas é natural uma realização de lucros, considerando ainda o vencimento de opções sobre ações para esta segunda-feira.
Hoje a agenda econômica traz poucos indicadores, ficando o destaque para o Boletim Focus. As bolsas internacionais iniciam a semana com alta no fechamento da Ásia e no andamento na zona do euro, refletindo expectativas em relação a resultados do 3T19 e acompanhando os passos da disputa comercial EUA x China. Segundo noticiário internacional houve avanços em algumas áreas de negociação, dando um certo alívio aos mercados. No sábado, o Parlamento britânico adiou mais uma vez a decisão para o Brexit, ficando para hoje a votação do acordo.

Câmbio

A moeda americana encerrou a sexta-feira com queda de 1,30% de R$ 4,1655 para R$ 4,1133, cotação mais baixa na semana. A expectativa em relação a um recuo do dólar mais à frente, fica por conta de um avanço no processo de privatizações e a cessão onerosa. Em contrapartida, os investidores convivem com a instabilidade nos principais mercados.

Juros

Os juros futuros chegaram a subir na parte intermediária da sessão, mas voltaram à normalidade no fechamento, com a taxa do contrato de DI para jan/21 marcando taxa de 4,45% ante 4,467% na véspera. Para jan/25, a taxa passou de 6101% para 6,12%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Grupo Pão de Açúcar (PCAR4)
Controlada Sendas fará OPA para aquisição da Êxito

A Companhia Brasileira de Distribuição, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral, que sua controlada, Sendas Distribuidora S.A., publicou na Colômbia o primeiro aviso da oferta pública de aquisição de até 100% das ações de emissão do Almacenes Éxito S.A., ao preço de 18.000 pesos colombianos por ação. Os acionistas do Éxito terão entre 28 de outubro e 19 de novembro para aceitar a OPA.

Após a liquidação da OPA, o GPA iniciará os procedimentos para sua migração para o Novo Mercado, considerando-se a conversão das ações preferenciais em ações ordinárias na proporção de 1:1. Na sexta-feira a ação PCAR4 encerrou cotada a R$ 82,55 acumulando valorização de apenas 2,9% no ano.


Randon (RAPT4)
Receita do 3T19 cresceu 23,6%

A empresa divulgou nesta manhã, que sua receita líquida em setembro atingiu R$ 441,4 milhões, valor 44,7% maior que no mesmo mês de 2018.  Comparado a agosto, houve uma redução de 2,2%.

  • No 3T19, a receita líquida da Randon somou R$ 1.371 milhões, 5,3% acima do trimestre anterior e 23,6% mais que no 3T18.  No acumulado de nove meses, a receita foi de R$ 3,8 bilhões, 24,8% maior que em igual período de 2018;
  • Estes números indicam que a Randon pode apresentar um bom resultado também no 3T19.

Neoenergia (NEOE3)
Bom resultado do 3T19 reflexo da melhora operacional

A companhia registrou no 3T19 um lucro líquido de R$ 599,4 milhões, com crescimento de 19,7% em relação a igual trimestre de ano anterior, acumulando no 9M19 um lucro de R$ 1,61 bilhão, 36,2% superior ao lucro de R$ 1,18 bilhão do 9M18.

Seguimos com recomendação de compra e preço justo de R$ 25,00/ação, que embute um potencial de alta de 23,2% em relação a cotação de fechamento de sexta-feira (18/out) de R$ 20,30/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 24,6 bilhões. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 13,3x e VE/EBITDA de 8,2x.

O mercado das distribuidoras no 3T19 atingiu o patamar de 14.010 GWh (+1,9% vs. 3T18). No 9M19 o volume foi de 43.417 GWh, +3,7% vs. 9M18.

A Receita Operacional Líquida de R$ 6,92 bilhão manteve-se estável no trimestre acumulando R$ 20,4 bilhões no 9M19 com crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Sua geração de caixa medida pelo EBITDA somou R$ 1,51 bilhão no 3T19 (+15,0% em 12 meses) e R$ 4,21 bilhões no 9M19 (+20,4% vs. 9M18).  Ressalte-se o impacto de R$ 48 milhões IFRS15 no 3T19 e de R$ 148 milhões em 9M19.

CAPEX total realizado no 9M19 alcançou R$ 2,96 bilhões, sendo de R$ 1,16 bilhão no 3T19. Ao final de set/19 a dívida líquida da companhia era de R$ 17,54 bilhões representativa de 3,3x o EBITDA e se compara a 3,5x em dez/18.


Copel Energia (CPLE6)
Copel vence leilão para construção do Complexo Eólico Jandaíra

A Copel Geração e Transmissão (Copel GeT), em consórcio com a subsidiária Cutia Empreendimentos Eólicos, participou do leilão de geração de energia nova A-6, realizado na sexta-feira (18/out) e vendeu 14,4 MW médios do Complexo Eólico Jandaíra, ao preço de R$ 98,00/MWh.

Esse contrato tem início de suprimento em 1º de janeiro de 2025, prazo de 20 anos e reajuste anual pelo IPCA. O montante de energia vendida representa 30% da garantia física, sendo que o restante da energia deverá ser comercializada através de contratos no ambiente livre.

Com um investimento estimado em R$ 400 milhões, o Complexo Eólico Jandaíra, que tem 90,1 MW de capacidade instalada e garantia física de 47,6 MWm, será construído no Rio Grande do Norte, região na qual a Copel já possui outros ativos de geração eólica, o que proporcionará sinergias operacionais com os empreendimentos que já estão em operação.

A companhia segue compromissada com a disciplina na alocação de capital em ativos estratégicos, com retornos sustentáveis e em alinhamento com o seu plano de crescimento.


B3 S.A. (B3SA3)
Autos de infração sobre amortização fiscal do ágio nos exercícios 2014, 2015 e 2016

A B3 recebeu, na sexta-feira (18/out), auto de infração da Receita Federal do Brasil (“RFB”) questionando a amortização, para fins fiscais, nos exercícios de 2014, 2015 e 2016, do ágio gerado quando da incorporação de ações da Bovespa Holding S.A. em maio de 2008 (“Ágio”).

Os valores somam R$ 4,21 bilhões, sendo R$ 3,09 bilhões a título Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e R$ 1,12 bilhão a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, incluindo, em ambos os casos, multas e juros. O auto de infração encontra-se fundamentado, em síntese, em uma suposta diminuição indevida das bases de cálculo dos referidos tributos por força do valor atribuído ao Ágio.

A B3 (i) apresentará impugnação ao referido auto de infração no prazo regulamentar; (ii) reafirma seu entendimento de que o Ágio foi constituído regularmente, em estrita conformidade com a legislação fiscal; e (iii) continuará a amortizar, para fins fiscais, ágio gerado em outras transações, na forma da legislação vigente.


 

São Martinho (SMTO3)
Companhia vende 177 GWh no leilão A-6 por R$ 206/MWh

A companhia participou na sexta-feira (18/out) do leilão A-6 da Aneel, no qual cadastrou aproximadamente 210 GWh e vendeu 177 GWh ao preço de ~R$ 206/MWh com reajuste anual pelo IPCA.

O contrato de venda de energia terá prazo de 25 anos, a partir de 1º de janeiro de 2025. O investimento será de R$ 320,5 milhões, destinado, principalmente, à aquisição de caldeira, novo gerador e ajustes nas instalações atuais, com o início da operação previsto para abril de 2023.

De acordo com a São Martinho, o volume de energia vendida no leilão representa um crescimento de aproximadamente 20% na cogeração de energia da companhia, permitindo uma maior estabilidade na geração operacional de caixa.


Boletim Focus
Nesta semana, destaque para a redução da Meta Selic para este ano e incremento marginal do PIB e redução das estimativas de inflação para 2019 e 2020.

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus desta segunda-feira (21), destaque para as novas alterações baixistas do IPCA neste e no próximo ano.

As estimativas para o IPCA de 2019 registraram nova redução, a 11ª consecutiva, de 3,28% na semana anterior para 3,26% e reflete o comportamento benigno da inflação corrente. As atualizações dos últimos 5 dias úteis registraram um ajuste para cima, de 3,21% para 3,26% alinhando-se os dois indicadores. Para 2020 a mediana aponta para uma redução do IPCA de 3,73% para 3,66% nesta semana, em linha com 3,65% dos últimos 5 dias úteis.

Para o PIB, a mediana das estimativas apontou um incremento marginal, de 0,87% para 0,88%, permanecendo em 2,00% para 2020 (pela 5ª vez consecutiva). Reiteramos a possibilidade de impacto positivo na atividade por conta da liberação do saque das contas do FGTS.

Para a taxa de câmbio, como temos reiterado, o mercado enxerga um real marginalmente mais desvalorizado, em função da adoção de uma política monetária mais frouxa por parte dos principais bancos centrais do mundo, devido a desaceleração da economia mundial. Nesse contexto, as estimativas apontam para um dólar de R$ 4,00 em 2019, em linha com a leitura anterior. Para 2020 as estimativas foram elevadas de R$ 3,95 para R$ 4,00.

Olhando a Meta Selic, a mediana das estimativas foi reduzida de 4,75% para 4,50% em 2019 e mantida em 4,75% para 2020. Lembrando que o Copom entende que “a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”.


Petrobras (PETR4)
Provisões vão impactar negativamente o resultado do 3T19

Na noite da última sexta-feira, a empresa informou que vai provisionar R$ 3,2 bilhões no balanço do 3T19, que será divulgado no dia 24/10 (próxima quinta-feira), após o pregão.
• Os provisionamentos serão decorrentes de litígios envolvendo a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e disputas sobre participação especial e royalties com a Agência Nacional do Petróleo (ANP);
• Esta é uma notícia negativa para a evolução das ações da Petrobras, por reduzir a expectativa de lucro para o 3T19. Esta provisão é equivalente a 10% do EBITDA ou 62% do lucro líquido (sem ganhos não recorrentes), alcançados pela empresa no 2T19.


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