Ibovespa fecha com alta de 0,45% aos 104.302 pontos

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa fechou a segunda-feira com alta de 0,45% aos 104.302 pontos e giro financeiro de R$ 10,7 bilhões, volume reduzido em razão do feriado do Dia de Columbus, nos EUA. A agenda econômica de hoje traz dados da economia chinesa sem peso para nosso mercado, ficando as atenções voltadas para a decisão na partilha dos recursos do megaleilão do pré-sal e indicadores importantes do lado dos EUA a serem divulgados nos próximos dois dias. As bolsas internacionais mostram queda no fechamento da Ásia e alta no andamento na Europa. Nos EUA, a divulgação de resultados do 3T19 de algumas empresas de peso, pode ter alguma influência no mercado. O petróleo opera em baixa na WTI (Nymex) e Brent (ICE), nesta manhã. Sem notícias relevantes do lado doméstico, o Ibovespa deverá acompanhar o rumo dos mercados lá de fora

Câmbio

O dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,1271 com alta de 0,42% em relação aos R$ 4,1097 no fechamento da sexta-feira. O comportamento do câmbio segue bastante sensível aos acontecimentos de curto prazo no exterior, sobretudo a disputa comercial entre EUA x China e ao fluxo de capitais para o mercado doméstico.

Juros

O mercado de juros vinha de uma sequência de quatro quedas. Ontem, com a alta do dólar e já tendo digerido as revisões de estimativas para a Selic, a taxa mais curta (jan/20) fechou em 4,912%, estável em relação à sexta-feira. Para jan;25 a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) fechou em 6,24%, de 6,251% no ajuste de sexta-feira.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Eletrobras (ELET3, ELET6)
Conselho aprovou aumento de capital de até R$ 9,99 bilhões através de subscrição privada

O Conselho de Administração da Eletrobras, em reunião realizada ontem (14/out) aprovou a convocação da 175ª AGE para deliberar aumento de capital social da companhia, no montante de até R$ 9.987.786.560,33, mediante a emissão de novas ações ordinárias, pelo preço de R$ 35,72/ação; e de novas ações preferenciais classe “B”, pelo preço de R$ 37,50/ação, para subscrição privada pelos acionistas da companhia.

Ontem (14/out) as ELET3 fecharam cotadas a R$ 34,34/ação (com alta de 45,4% este ano), 4,0% abaixo do preço fixado para a subscrição das ON de R$ 35,72/ação. Da mesma maneira, a cotação das ELET6, de R$ 36,10/ação, encontra-se 3,9% abaixo do preço fixado de R$ 37,50/ação.

O preço de emissão tomou como base a média ponderada das cotações das ações de emissão da companhia verificadas no fechamento dos últimos 30 pregões da B3 anteriores a 7 de outubro de 2019 (inclusive), em relação ao preço médio ponderado pelo volume de ações negociadas no período e considerando-se um deságio de 15%.

O montante mínimo de R$ 4.054.016.419,37 deverá ser subscrito e integralizado pelo acionista controlador, União Federal, mediante a capitalização dos recursos recebidos da União Federal, decorrentes de aportes recebidos a título de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (“AFACs”).


ENGIE Brasil Energia (EGIE3)
AGE aprovou a ratificação da aquisição do controle compartilhado da TAG

Como esperado, na AGE realizada ontem (14/out) foi aprovado a ratificação da aquisição pela companhia, em conjunto com a GDF International e com o co-investidor Caisse de Dépôt et Placement du Québec, do controle acionário compartilhado da Transportadora Associada de Gás S.A. – TAG, de titularidade da Petrobras.

Na mesma assembleia foi ratificada a nomeação e contratação da KPMG, como empresa especializada para a elaboração do laudo de avaliação, relativo à operação de aquisição do controle acionário compartilhado da TAG.

A companhia destaca que a ratificação da operação ora aprovada não confere aos acionistas dissidentes da companhia o direito de recesso.


BR Properties (BRPR3)
Aquisição de duas torres do Condomínio Parque da Cidade, em São Paulo por R$ 766,1 milhões

A BR Properties fechou a compra de duas torres que estão em construção e farão parte do Condomínio Parque da Cidade, em São Paulo. O contrato foi fechado com a HSI Real Estate, e o valor total a ser pago pelos imóveis é de R$ 766,113 milhões.

No dia 08/10 a companhia realizou uma reunião pública (Apimec) passando uma visão otimista para o segmento de imóveis corporativos para renda e para seus negócios.

Ontem a ação BRPR3 encerrou cotada a R$ 13,00 com valorização de 68,5% no ano e valor de mercado de R$ 5,2 bilhões.


Triunfo (TPIS3)
Dados operacionais do 3T19 mostraram crescimento do tráfego nas rodovias mas redução da carga movimentada em Viracopos

A Triunfo Participações divulgou ontem seus dados operacionais até setembro de 2019. Os números mostraram crescimento do tráfego nas rodovias, mas redução da carga movimentada em Viracopos.
• No segmento de rodovias, a Triunfo tem quatro empresas concessionárias, nas quais o tráfego até setembro/2019 foi de 105,0 milhões de veículos, volume 0,8% maior que no mesmo período do ano passado. Considerando apenas os dados do 3T19, o crescimento na movimentação de veículos foi de 2,0%;
• No aeroporto de Viracopos, os dados operacionais em nove meses mostraram um aumento de 7,6% no número de aeronaves que usaram o terminal, com incremento de 16,3% no número de passageiros. Porém, o volume de carga, principal foco das atividades neste aeroporto, caiu 7,2%. No 3T19, o volume de carga diminuiu fortemente, com redução de 17,4%, porém o número de aeronaves aumentou 4,2%.


Siderurgia
Previsões da WSA para a demanda mundial de aço

A World Steel Association (WSA) divulga nos meses de abril e outubro um relatório com as previsões para a demanda de aço nas principais economias do mundo.  O relatório de outubro/2019, que foi publicado ontem, estima que a demanda mundial vai continuar em crescimento, com a forte expansão na China.  Os riscos continuam sendo a guerra comercial e as tensões geopolíticas.

  • Para a WSA, a demanda mundial de aço fechará este ano com um forte crescimento de 3,9%, que deve ser mais modesto em 2020 (1,7%).  Excluindo a China, o crescimento mundial cai para 0,2% em 2019, subindo para 2,5% no ano que vem;
  • A expansão na demanda por aço é uma boa notícia para os produtores de minério de ferro, principalmente Vale e CSN.  Também para as siderúrgicas nacionais, este crescimento significa bons mercados no exterior, assim como a ausência de pressões de produtos importados no Brasil.

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