Vale – Relatório de Análise

 

O acidente em Brumadinho impactou severamente o balanço e as ações da Vale.  Porém, a empresa vem se recuperando, com boas perspectivas de resultados nos próximos trimestres.  As vendas de minério de ferro e pelotas projetadas pela Vale para este ano têm um ponto médio em 319,5 milhões de toneladas (estimamos 315,2 milhões de t.), 12,6% menores que em 2018.  Porém, devem crescer 8,0% em 2020.  Acreditamos que um sinal importante para os investidores será o nível das vendas de minério e pelotas no 3T19.  Este dado permitirá verificar se é possível o cumprimento da meta para o ano, que é ousada.  Uma notícia positiva é a elevação dos preços do minério, em consequência da redução na oferta da Vale.  O aumento no ano já chega a 35,7%, o que ajudou a mitigar a perda de volume no primeiro semestre.  Com tudo isso, esperamos que as ações da Vale retomem sua recuperação.  Atualizamos nossas projeções e elevamos o Preço Justo de VALE3 de R$ 56,00 para R$ 62,50/ação, mantendo a recomendação de Compra.

O acidente em Brumadinho e suas consequências: O rompimento da Barragem I da Mina do Córrego do Feijão (Complexo Paraopebas – Sistema Sul), localizada em Brumadinho-MG, ocorrido em janeiro/2019, além das terríveis perdas humanas e ambientais, trouxe um forte impacto financeiro para a Vale.  Com o acidente, a empresa gastará um montante muito elevado nos próximos anos, além de ter várias de suas minas fechadas, o que compromete as vendas e o fluxo de caixa.  As provisões já somaram US$ 6,0 bilhões no primeiro semestre, sendo US$ 4,5 bilhões provisionados no balanço do 1T19 e mais US$ 1,5 bilhão no 2T19;

Preços voláteis: A natural volatilidade dos preços do minério de ferro foi agravada neste ano com o acidente em Brumadinho.  Com a paralisação de várias minas, a Vale deixará de exportar 80 milhões de toneladas este ano, aproximadamente.  Com isso, estima-se que ocorra um déficit no mercado transoceânico de minério de 40 milhões de t. em 2019 (projeção da CRU citada pelo Hellenic Shipping News).  A parada das minas da Vale, impactou diretamente os preços do minério neste ano.  Desde o acidente, os preços do minério já subiram 33,8% (US$ 95,81/t em 17/setembro), com um pico de US$ 118,96/t atingido em julho (Bloomberg – ticker ISIX62IU);

Pequena alta na dívida: Apesar de todos os problemas decorrentes do acidente em Brumadinho (redução das vendas, despesas extraordinárias e bloqueios de caixa), o endividamento da Vale segue muito controlado.  Ao final do 2T19, a dívida líquida total (incluindo Arrendamentos e Outros Passivos Financeiros) somava US$ 15,9 bilhões, 12,8% menor no que trimestre anterior e apenas 3,8% maior que no 2T18;

Resultados: Os números da Vale foram muito afetados pelo acidente de Brumadinho no primeiro semestre/2019, com redução de vendas e pesadas provisões, levando ao prejuízo.  Por outro lado, os aumentos dos preços do minério de ferro e das pelotas permitiram ganhos de margem operacional.  No 1S19, a Vale teve um prejuízo de US$ 1.817 milhões, contra um lucro de US$ 1.784 milhões no mesmo período do ano passado.

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