Expectativa em relação à disparada dos preços do petróleo

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda de 0,83% aos 103.501 pontos, mas na semana o desempenho foi positivo, alta de 0,55% (2,34% em setembro). O giro financeiro na sexta-feira foi de R$ 11,1 bilhões. Nesta segunda-feira de agenda econômica vazia, com destaque apenas para o IPC-S e IGP-10 divulgados nesta manhã, as atenções se concentram na expectativa em relação à disparada dos preços do petróleo após os ataques às instalações da empresa Aramco na Arábia Saudita no sábado. As informações são que 5% da oferta global de petróleo foi suspensa e que, mesmo com a retomada, ficou exposta a fragilidade do sistema. Nesta manhã os preços operam em alta, com o petróleo WTI na Nymex e o tipo Brent na ICE operando com alta forte, novamente. As bolsas mundiais operam em queda na zona do euro, no fechamento da Ásia e na indicação dos futuros de NY. A tensão deve aumentar diante das suspeitas do governo americano sobre o Irã, a respeito do ataque.

Câmbio

Na sexta-feira a moeda americana encerrou cotada a R$ 4,0868 com alta de 0,06% ante R$ 4,0635 na quinta-feira. O acontecimento na Arábia Saudita pode determinar o rumo do dólar nesta semana.

Juros

Os juros futuros encerraram a última sessão da semana em alta com a volta de preocupações a respeito as contas do governo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou em 5,38%, de 5,338% na quinta-feira e para jan/25 a taxa subiu de 6,951% para 7,07%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Petrobras (PETR4)
Dois comunicados importantes sobre desinvestimentos

A empresa divulgou na sexta-feira, comunicados relacionados à desinvestimentos, o primeiro sobre quatro ativos de refino e o segundo acerca de campos terrestres no Amazonas.
• Na manhã da sexta-feira, a Petrobras informou que estava iniciando o processo de venda, com a divulgação dos teasers (informações resumidas sobre os ativos que serão negociados). Foram divulgadas informações da Refinaria Gabriel Passos (REGAP), Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX);
• O segundo comunicado da Petrobras, divulgado após o pregão, informou sobre o início do processo de venda em duas concessões terrestres, denominadas Polo Cupiúba e Carapanaúba;
• A evolução do processo de desinvestimentos da Petrobras é positiva para a empresa, levando à redução do endividamento e dos investimentos. Isso permite a diminuição da dívida e o aumento dos recursos disponíveis para a remuneração dos acionistas.


Banrisul (BRSR6)
AGE a ser convocada, deverá deliberar sobre a criação de Units

O Banco foi informado pelo seu acionista controlador, Estado do Rio Grande do Sul sobre a aprovação pelo Conselho Diretor do Programa de Reforma do Estado (“CODPRE”), referendada em ato do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, ambos em 15/set/19, condicionado:
(i) A conclusão do Procedimento de Bookbuilding da oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias de emissão do Banrisul e de titularidade do Acionista Controlador;
(ii) Efetiva liquidação da Oferta;
(iii) Apresentação da comunicação de encerramento da Oferta à CVM.
A partir desses procedimentos, solicita ao Conselho de Administração do Banrisul que convoque Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com o objetivo de deliberar sobre a criação do programa de emissão de certificados de depósito de ações do Banrisul (“Units” e “Programa de Units”, respectivamente), para facultar aos acionistas do Banrisul a formação voluntária de Units representativas de ações preferenciais classe B e ações ordinárias do Banrisul.
No comunicado o banco ressalta que “a implementação da criação do Programa de Units do Banrisul, mesmo se concluída a Oferta e atendidas, assim, todas as condições indicadas acima, ainda dependerá de autorização dos respectivos órgãos competentes, não havendo, neste momento, como assegurar que o Programa de Units será implementado”.


Cosan S.A. (CSAN3)
Distrato ao Acordo de Acionistas firmado em 18 de junho de 2009

A companhia informou que foi celebrado em 13/set/19 entre a Cosan Limited, sua controladora, e a Rezende Barbosa S.A. Administração e Participações, Roberto de Rezende Barbosa, Renato Eugênio de Rezende Barbosa e José Eugênio de Rezende Barbosa Sobrinho, com interveniência da Cosan, o Distrato ao Acordo de Acionistas da Companhia, originalmente celebrado em 18 de junho de 2009, deixando, portanto, de produzir efeitos a partir desta data.

Quando da realização do Acordo a Cosan Limited era titular de 60,85% do capital votante e total da Cosan S.A. e a Rezende Barbosa detinha 11,89%.


Bradesco S.A. (BBDC4)
Banco integra o DJSI pelo 14º ano consecutivo

O Banco Bradesco foi selecionado para integrar o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI) da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nas carteiras Mundo e Mercados Emergentes.

Referência em avaliar as melhores práticas em sustentabilidade corporativa, o DJSI atribui valor diferenciado às empresas que demonstram desempenho superior em aspectos ambientais, sociais e de governança.

Ao compor o Índice pelo 14º ano consecutivo, o Bradesco reforça seu compromisso com a geração de valor no longo prazo.


Boletim Focus
Mercado ajusta para baixo as estimativas de inflação e para cima o câmbio

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus desta segunda-feira, dia 16 de setembro, destaque para as novas indicações baixistas para a inflação medida pelo IPCA neste e no próximo ano. As estimativas para o PIB foram mantidas em 2019 e reduzidas para 2020. O câmbio foi elevado mais uma vez à luz da alta do dólar no curto prazo.

As estimativas para o IPCA de 2019, registraram nova redução (6ª consecutiva), convergindo com as atualizações dos últimos 5 dias, que também registraram recuo, demonstrando assim o comportamento benigno da inflação corrente, a qual segue comportada e ancorada, possibilitando ao BC a utilização de uma política monetária mais acomodatícia, assim como já tem sinalizado. As expectativas para o IPCA de 2020 também foram reduzidas.

Quanto ao PIB, a mediana das estimativas registrou manutenção para 2019 em 0,87% e redução (pela segunda vez consecutiva)para 2020, de 2,07% na leitura anterior para 2,00% nesta semana.

Nesse ambiente de atividade econômica reduzida para este ano, esperamos mais uma redução de 0,50% da Selic (de 6,00% para 5,50%) nesta próxima reunião do Copom, que acontece nesta semana, nos dias 17 e 18 de setembro.

Para a taxa de câmbio, o mercado enxerga um real desvalorizado, em função da adoção de uma política monetária mais frouxa por parte dos principais bancos centrais do mundo, por conta de uma possível desaceleração da economia mundial. Nesse contexto, as expectativas para este ano foram elevadas de R$ 3,87 para R$ 3,90. Esta é a quinta alta consecutiva. Para 2020, destaque para a alta de R$ 3,85 para 3,90.


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