O ambiente é favorável para o Ibovespa nesta sexta-feira

MERCADO


Bolsa

A trégua na longa disputa comercial entre Estados Unidos e China e os incentivos anunciados pelo Banco Central Europeu (BCE) à economia, deram força aos mercados de ações ontem e continuam refletindo nesta sexta-feira. As medidas tomadas lá fora amenizam as preocupações com o comportamento das principais economias do mundo. O Ibovespa também capturou este bom humor e encerrou o dia em alta de 0,89% aos 104.371 pontos. O giro financeiro foi de R$ 16,7 bilhões. Hoje, as bolsas internacionais seguem em alta na zona do euro e no fechamento da Ásia e os futuros de NY também indicam alta. O minério de ferro opera em alta no exterior e o petróleo em leve baixa, nesta manhã. A agenda econômica vem carregada de dados. Na zona do euro a balança comercial de julho veio acima da leitura anterior e nos Estados Unidos saem ainda as vendas no varejo e índices de preços em agosto. No Brasil, somente o IBC-br–índice de atividade econômica em julho, com queda de 0,16 e alta de 1,31%. O ambiente é favorável para o Ibovespa nesta sexta-feira, com noticiário positivo nos principais mercados.

Câmbio

A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 4,0635 praticamente estável em relação ao fechamento da quarta-feira (R$ 4,0682), mas segue ainda em patamar elevado.

Juros

O mercado de juros futuros foi influenciado pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) e pelo alívio nas discussões EUA x China. Com isso as taxas recuaram de 5,292% para 5,265% na ponta mais curta (jan/21) e para jan/25 a taxa do DI caiu de 7,001% para 6,95%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Cielo S.A. (CIEL3)
Ações ex JCP e dividendos a partir de hoje, 13 de setembro

O Conselho de Administração da companhia aprovou ad referendum AGO a ser realizada para a aprovação do resultado do exercício social de 2019, a distribuição de Dividendos e Juros sobre Capital Próprio (“JCP”) no montante de R$ 9,2 milhões, sendo R$ 2,0 milhões (R$ 0,00073727099 /ação) a título de JCP e R$ 7,2 milhões na forma de dividendos (R$ 0,00265181612/ação).
Tais proventos são complementares à distribuição de JCP comunicada em 27 de junho de 2019, relativos ao 2T19, e serão pagos no dia 27 de setembro de 2019, com base na posição acionária de ontem (12/set), sendo as ações da companhia negociadas ex direito a partir de hoje, 13 de setembro de 2019, inclusive. O retorno líquido complementar com base na cotação de R$ 7,71/ação é de 0,04%.


ENGIE Brasil Energia S.A. (EGIE3)
Definido a data de pagamento dos dividendos relativos a 2018 para 27/set/19

A Diretoria Executiva da ENGIE Brasil Energia definiu a data de 27 de setembro de 2019 para o pagamento dos dividendos complementares e dos dividendos intermediários referentes ao exercício de 2018. As ações já estão sendo negociadas na condição “ex” proventos.
Dividendos complementares referentes ao exercício de 2018, no valor de R$ 76,7 milhões correspondentes a R$ 0,0940069200/ação, com base nas posições de ações em 6 de maio de 2019, ex a partir de 7 de maio de 2019.
Dividendos intermediários no valor de R$ 652,7 milhões correspondentes a R$ 1,00/ação, com base nas posições de ações da data de 12 de novembro de 2018 e, portanto, ex a partir de 7 de novembro de 2018.
A ENGIE destaca que o total de proventos do exercício de 2018 atingiu R$ 2,27 bilhões (R$ 2,7851510063/ação), equivalente a 100% do lucro líquido ajustado.


Eletrobras (ELET3, ELET6)
Aneel elevou para R$ 191,6 milhões o crédito da Eletroacre junto à Conta de Consumo de Combustíveis.

A Eletrobras atualizou ontem (12/setembro) perante o mercado, o andamento dos créditos cedidos pela Eletroacre Distribuidora de Energia S.A. (“Eletroacre”), no âmbito do processo de privatização, resultando na revisão do direito de reembolso de R$ 163,3 milhões para R$ 191,6 milhões.

Histórico

A Eletroacre cedeu para Eletrobras, no processo de sua privatização, créditos junto à Conta de Consumo de Combustíveis (“CCC”), no montante líquido de cerca de R$ 296,2 milhões, na data base de junho de 2017. Entretanto, a realização desses créditos depende de fiscalização pela Aneel e, portanto, existem provisões realizadas nas Demonstrações Financeiras da Eletrobras, de acordo com a melhor avaliação da companhia.

Nas Informações Financeiras Trimestrais do período encerrado em 30 de junho de 2019, a Eletrobras registrou saldo referente ao crédito cedido pela Eletroacre, após deduzidas provisões, no montante de R$ 316,7 milhões. A Aneel reconheceu o direito ao crédito, pela Eletroacre, de R$ 163,3 milhões, em dezembro/2017, referente ao período de 30 de julho/2009 a 30 de junho/2016 (“1º período de fiscalização”).

Através de a Nota Técnica publicada no site da Aneel, foi revisado, para julho de 2019, o resultado do 1º período de fiscalização, passando o direito de reembolso junto à CCC, a ser de R$ 191,6 milhões, em substituição ao então crédito de R$ 163,3 milhões.


Trisul (TRIS3)
Emissão de Notas Promissórias

A emissão totaliza 40.500.00 novas ações. Em razão do aumento do capital social, no contexto da Oferta, mediante a emissão de 40.500.000 o capital social passou de R$ 461.080.000,00 dividido em 146.117.538 para R$ 866.080.000,00 dividido em 186.617.538. As novas ações começam a ser negociadas na B3 em 16 de setembro.
A ação TRIS3 encerrou ontem cotada a R$ 10,26 acumulando valorização e 157,2% no ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 1,5 bilhão.


Localiza (RENT3)
Emissão de Notas Promissórias

O Conselho de administração da empresa aprovou ontem, a sétima emissão notas promissórias, no valor de R$ 500 milhões. O prazo de vencimento será em 731 dias contados da data de emissão e a remuneração de 108,00% do CDI.
• Os recursos serão para a recomposição do caixa da Localiza, que vem num ritmo acelerado de crescimento;
• Ao final do 2T19, a dívida líquida era de R$ 4,5 bilhões, mostrando queda de 13,5% no ano. Com isso, a relação Dívida Líquida/EBITDA caiu de 3,3x no final de 2018 para 2,2x em junho/2019.


Vale (VALE3)
Dois comunicados importantes

A Vale informou ontem acerca do retorno das operações de Onça Puma e da suspensão da lavra na mina de Brucutu.
• O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o retorno das operações da mina e usina da operação de níquel denominada Onça Puma, em Ourilândia do Norte (PA). A mina estava paralisada desde setembro/2017 e a usina de processamento de níquel desde junho/2019. O STF liberou ainda os depósitos judiciais aos indígenas que estavam bloqueados;
• Na mina de Brucutu (São Gonçalo do Rio Abaixo – MG), a Agência Nacional de Mineração (ANM) entendeu que a lavra excedeu a área aprovada por ela e suspendeu as operações. A Vale entende que as determinações da ANM estão sendo seguidas, conforme o plano de aproveitamento econômico apresentado à agência em 2017;
• A suspensão da lavra em Brucutu é uma notícia negativa, mas mesmo com este problema a Vale reafirmou sua expectativa de vender este ano entre 307 e 332 milhões de toneladas de minério de ferro.


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