Ultrapar – Relatório de Análise

Momento difícil no 2T19

A Ultrapar apresentou um resultado fraco no 2T19, com redução nas vendas e margens das principais controladas, fazendo com que o lucro consolidado ficasse expressivamente menor que no 2T18.  Havia uma perspectiva de retomada dos resultados no 2T19, principalmente na Ipiranga, que não se confirmou.  Agora esta expectativa positiva fica adiada para o segundo semestre, na revenda de combustíveis e nas outras controladas, que também não vem apresentando bons números.  Neste contexto mais desafiador, vamos rever nossas projeções da Ultrapar.

  • Ipiranga: No 2T19, a empresa perdeu vendas (principalmente para o atacado) e rentabilidade.  No segundo semestre, as expectativas são de recuperação do volume com melhores margens.  O ambiente altamente competitivo no mercado nacional, impede uma recuperação mais rápida;
  • Ultragaz: No 1S19, houve redução das vendas, em função de problemas no suprimento e perdas de clientes.  Para o 2S19, com a queda nos preços do GLP, os volumes devem voltar a crescer;
  • Oxiteno:  A forte queda nos preços dos produtos petroquímicos, afetou muito os resultados do semestre.  As expectativas para o 2S19 são de melhoria das vendas e das margens.  A empresa continua buscando uma reestruturação dos custos, adequada à realidade de preços mais baixos;
  • Ultracargo: Uma provisão extraordinária e a redução na armazenagem de combustíveis, levaram a empresa ao prejuízo operacional no 2T19.  Para o segundo semestre, as perspectivas são de aumento no volume de armazenagem, com a entrada em operação de maiores capacidades nos portos de Santos e Itaqui, o que deve ter impactos positivos na rentabilidade;
  • Extrafarma: A persistência da ocorrência de EBITDA negativo continua preocupando.  No 3T19, deve ser encerrado o processo de depuração e concentração das lojas.  Continuará no 2S19 o foco na logística e a inauguração de um centro de Distribuição em São Paulo, vai contribuir para reduzir estes custos.

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