Taxação sobre produtos chineses pelos Estados Unidos terá um alívio no número de produtos listados

MERCADO


Bolsa

O mau humor do mercado externo somente contaminou a B3 na primeira hora de pregão. As bolsas internacionais que operavam em baixa receberam a notícia de que a taxação sobre produtos chineses pelos Estados Unidos terá um alívio no número de produtos listados. O comunicado foi o suficiente para uma virada no Ibovespa, que ao final da sessão de negócios, o marcou alta de 1,36% aos 103.299 pontos. O giro financeiro fiou de R$ 18,1 bilhões. Hoje a agenda econômica traz o indicador de produção industrial na zona do euro para junho, com queda de 1,6% ante  alta de 0,9% na leitura anterior. O PIB da região (2T19) mostra alta de 0,2% no M/M e de 1,1% no A/A.  Do lado dos EUA e no Brasil, nenhum dado importante para hoje. As bolsas na zona do euro operam em baixa nesta manhã e os futuros de NY também sinalizam queda. Os mercados seguem sensíveis às especulações sobre a guerra comercial entre China e EUA, podendo mudar de rumo a cada comentário emitido pelos dois países, a exemplo do pregão de ontem.

Câmbio

Em dia de apreensão nos mercados, o dólar chegou a superar R$ 4,00 no começo da sessão, mas recuou durante o dia, com as notícias do lado dos Estados Unidos.  A moeda caiu de R$ 3,9851 na segunda-feira para R$ 3,9676 no fechamento de ontem (-0,44%).

Juros

O mercado de juros também foi impactado pela notícia de que os EUA possam flexibilizar e também adiar a aplicação de taxação sobre importações de produtos chineses. No final do dia, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou estável em 5,39% e para jan/25 terminou em 6,87%, de 6,881% na segunda-feira.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Randon (RAPT4) 
Excelente resultado no 2T19

Após o pregão de ontem, a empresa divulgou seus resultados do 2T19 apresentando um forte crescimento da receita e das margens da operação, que somado a uma redução dos custos financeiros, levou a um salto no lucro líquido.

A Randon lucrou R$ 84,5 milhões (R$ 0,24 por ação) no 2T19, valor 167,0% maior que no trimestre anterior e 168,9% acima do resultado verificado no 2T18;

No 2T19, a Randon conseguiu realizar um expressivo crescimento nas vendas da maioria das linhas de produtos.  O bom desempenho da indústria automobilística, principal cliente da empresa, ao lado das elevadas vendas de implementos, permitiu este momento tão positivo.


Hapvida (HAPV3)
Lucro líquido de R$ 227,1 milhões no 2T19, aumento de 51,4% sobre o 2T18. No 1S19, o resultado somou R$ 436,1 milhões

A Hapvida registrou forte crescimento nos resultados do 2T19 e no acumulado do 1º semestre.

O bom desempenho operacional no período com índice de sinistralidade de 59,9%, combinado com a adequada gestão das despesas administrativas com índice de 10,3% fez com que o lucro líquido crescesse 51,4% no trimestre, atingindo R$ 227,1 milhões no trimestre com retorno sobre o patrimônio médio (ROE) de 71,6% nos últimos doze meses.

A ação HAPV3 encerrou ontem cotada da R$ 44,10 acumulando valorização de 42,5% no ano.


Sanepar (SAPR11)
Lucro do 2T19 impactado por provisão para contingências e indenização ao município de Maringá

A Sanepar registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 232,6 milhões, com queda de 8,3% em relação ao lucro de R$ 253,6 milhões do 2T18. Um resultado construído a partir do crescimento de 8% da Receita Líquida, da estabilidade do resultado operacional pelo importante incremento de custos e despesas e piora no resultado financeiro líquido. Some-se a isso a constituição de provisão para contingências e indenização ao município de Maringá.

Cotadas a R$ 83,45 (valor de mercado de R$ 8,4 bilhões) suas Units registram alta de 44,4% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 8,8x e VE/EBITDA de 6,1x. Temos recomendação de COMPRA com preço justo de R$ 97,00/Unit e potencial de alta de 16,2%.

A dívida bruta passou de R$ 2,89 bilhões em mar/19 para R$ 3,22 bilhões em jun/19, representando um crescimento de 11%. A dívida líquida passou de R$ 2,54 bilhões para R$ 2,87 bilhões, na mesma base de comparação. O índice de alavancagem, medido pela relação “Dívida Líquida/EBITDA” se elevou de 1,5x no 1T19 para 1,7x no 2T19.


CPFL Energia (CPFL3)
Lucro no 2T19 cresce 27% para R$ 574 milhões

A CPFL Energia registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 574 milhões, com crescimento de 27% em relação a igual trimestre do ano anterior (R$ 450 milhões), acumulando no 1º semestre de 2019 em lucro de R$ 1,14 bilhão, 32% superior a R$ 870 milhões do 1S18.

Mais um bom resultado trimestral explicado principalmente por melhora do resultado operacional e financeiro. Ontem (13/agosto) a CPFE3 fechou cotada a R$ 33,62/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 38,7 bilhões, e com valorização de 18,4% neste ano. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 17,1x e VE/EBITDA de 10,1x, de acordo com premissas de mercado. O preço justo de R$ 35,00/ação traz um potencial de alta de 4,1%.

Sua geração de caixa operacional medida pelo EBITDA somou R$ 1,5 bilhão no 2T19 com crescimento de 10% em doze meses, com destaque para o segmento de distribuição, cujo EBITDA atingiu R$ 873 milhões no 2T19 (+14%), refletindo principalmente os resultados da conclusão dos processos de revisão tarifária da RGE em junho de 2018 (com aumento de 7,14% da parcela B da RGE e aumento de 9,10% da parcela B da RGE Sul) e dos reajustes tarifários das demais distribuidoras: CPFL Piratininga (outubro 2018) e CPFL Paulista (abril 2019). No acumulado do 1S19 o EBITDA cresceu 11% totalizando R$ 3,0 bilhões.


Alupar (ALUP11)
Lucro cai 13% no trimestre,  mas cresce 174% no semestre

A companhia registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 110,9 milhões, com queda de 13% em relação aos R$ 127,4 milhões do 2T18, acumulando no 1S19 um lucro de R$ 511,4 milhões, que se compara a R$ 186,4 milhões registrados no 1S18.

Ao preço de R$ 27,17/Unit (valor de mercado de R$ 8,0 bilhões) ALUP11 registra alta de 51,0% este ano. O preço justo de mercado (Bloomberg) aponta para R$ 26,00/ação.

Ainda em base societária (IFRS) a Receita Líquida atingiu R$ 817,9 milhões no 2T10 e se compara a R$ 513,5 milhões do 2T18. No 1S19 a Receita Líquida atingiu R$ 1,96 bilhão ante os R$ 879,0 milhões apurados no 1º semestre de 2018.

No 2T19, o EBITDA atingiu R$ 437,4 milhões, 10% superior aos R$ 396,5 milhões registrados no 2T18. No 1º semestre de 2019 o EBITDA somou R$ 1,27 bilhão ante os R$ 654,8 milhões contabilizados no 1S18.

Ao final de junho de 2019 a dívida líquida da companhia (IFRS) era de R$ 2,83 bilhões (1,6x o EBITDA) e se compara a R$ 2,87 bilhões no 1T19 (0,9x o EBITDA). Em base regulatória a alavancagem da companhia passa de 2,5x ao final do 1T19 para 2,3x no 2T19.


Banco PAN S.A. (BPAN4)
Confirmada a escolha de bancos para assessorar Oferta de Ações

O Banco PAN, em linha com sua intenção de realizar uma eventual Oferta Pública de Ações para a recomposição do percentual mínimo de suas ações em circulação (Free Float), estuda engajar determinadas instituições financeiras locais e internacionais – Banco BTG Pactual S.A., Caixa Econômica Federal, Banco Santander (Brasil) S.A. e Banco Morgan Stanley S.A. – para atuarem como coordenadores da Potencial Oferta.

A efetiva realização da Potencial Oferta ainda está sob a análise do banco e permanece sujeita às condições dos mercados de capitais brasileiro e internacional, bem como às aprovações regulatórias e societárias aplicáveis, sendo que até o momento, não há qualquer aprovação societária ou mesmo definição sobre os termos e condições da oferta.

Informações veiculadas na mídia dão conta de que a operação pode movimentar R$ 1,5 bilhão (entre oferta primária e secundária) que daria saída total e/ou parcial da Caixa, além de recompor o free float atual de 16,6%.

Ao preço de R$ 11,56 (valor de mercado de R$ 13,2 bilhões), suas ações (BPAN4) registram alta de 501,4% este ano, sendo negociadas a 3,1x o seu valor patrimonial.


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