Ibovespa marca alta de 0,61% aos 102.782 pontos

MERCADO


Bolsa

A quarta-feira foi de volatilidade na B3, com o Ibovespa em queda no começo do pregão e com recuperação firme na segunda-metade da sessão. Mais uma vez o cenário externo ditou o rumo do mercado. A notícia de que a China não iria mais pressionar sua moeda, com desvalorizações, ajudou as bolsas internacionais, que hoje operam com alta generalizada. O fechamento na Ásia foi positivo e na zona do euro e nos futuros de NY o comportamento é todo positivo. No fechamento, o Ibovespa marcou alta de 0,61% aos 102.782 pontos, com giro financeiro de R$ 19,1 bilhões. Hoje a agenda econômica mostra um bom desempenho da balança comercial chinesa em julho e do lado doméstico temos como destaque a inflação de julho (IGP-DI) com queda de -0,01% no M/M e alta de 0,19% no A/A. Nos EUA, dados do mercado de trabalho completam a agenda. Do lado doméstico, além do bom humor das bolsas lá de fora, os investidores podem dar peso ao bom andamento da reforma da Previdência, que agora segue para o Senado e que deverá ser avaliada já nos próximos dias.

Câmbio

Os acontecimentos no mercado internacional nesta semana provocaram uma puxada na cotação do dólar. Ontem a moeda fechou cotada a R$ 3,9702 contra R$ 3,9623 no dia anterior não dando sinais de arrefecimento no curto prazo.

Juros

Os futuros recuaram ontem com um ambiente menos pressionado do lado externo e com a votação da reforma da Previdência sem grandes dificuldades. A taxa do contrato de DI para jan/20 fechou a 5,51%, ante 5,521% e para jan/25 a taxa subiu de 6,941% para 6,88%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Braskem (BRKM5) 
Forte redução da rentabilidade no 2T19

No 2T19, o resultado da empresa mostrou queda da receita, com aumento dos custos, o que levou a uma expressiva contração da rentabilidade.

No 2T19, a Braskem obteve um lucro de R$ 129 milhões (R$ 0,16 por ação), 90,5% menor que no trimestre anterior e 76,4% abaixo do 2T18;

Os números da Braskem no 2T19, comparados ao 2T18, apresentaram uma grande redução na rentabilidade em todas as divisões da empresa (Brasil, Estados Unidos & Europa e México).  Esta queda foi decorrência da redução dos preços e dos spreads (diferença entre os preços da matéria-prima e das resinas) em todas as regiões.


Banco do Brasil (BBAS33)
Bom trimestral em linha com o esperado e melhor rentabilidade

O Banco do Brasil registrou no 2T19 um lucro líquido ajustado de R$ 4,4 bilhões (ROAE de 17,6%) com crescimento de 37% em relação aos R$ 3,2 bilhões do 2T18 (ROAE de 13,2%). Mais um bom resultado, acima de nossa estimativa, explicado principalmente por (i) aumento da Margem Financeira Bruta; (ii) crescimento das rendas de tarifas; (iii) aliado ao controle dos custos com variação abaixo da inflação. O BB segue focado no crescimento de suas operações e no incremento de rentabilidade.

Ressalte-se que a venda da participação indireta do banco no capital do IRB-Brasil RE, via BB Seguridade Participações S.A., impactará positivamente o resultado do 3T19 do Banco do Brasil, no valor líquido aproximado de R$ 1,6 bilhão.

O BB aprovou a distribuição de R$ 1,23 bilhão na forma de JCP relativo ao 2T19 equivalente a R$ 0,4414/ação, corrigidos pela Selic até a data do pagamento. Serão consideradas as posições em 21/08/2019, sendo as ações negociadas “ex” a partir de 22/08/2019. O yield líquido é de 0,8%.

Seguimos com recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 62,00/ação, que embute potencial de alta de 28,0% em relação à cotação de R$ 48,45/ação (valor de mercado de R$ 138,8 bilhões). Nesse preço a ação BBAS3 registra alta de 6,9% este ano, negociada com P/L de 7,7x para 2019 e a 1,4x o seu valor patrimonial.

Com base no resultado apresentado do 1S19 o banco revisou algumas linhas do seu guidance para o presente exercício.. A carteira de crédito doméstica orgânica cresceu 1,1% abaixo do intervalo previsto (entre 3,0% e 6,0%) refletindo basicamente o comportamento da carteira PJ que registrou queda de 6,3% em base de doze meses, sensibilizada por uma operação de um grande cliente específico.

Nesse contexto o novo intervalo previsto é de para a carteira de crédito varia entre queda de 2% e crescimento de 1%. A linha de PJ passa de crescimento entre zero e 3% para queda entre 13% e 10%. Do lado positivo o banco elevou sua expectativa de crescimento da carteira de crédito PF de um crescimento entre 7% e 10% para o intervalo entre 8% e 11%. Demais linhas foram mantidas.


Sul América S.A. (SULA11)
2T19 acima do esperado e melhor ROAE

A companhia registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 261 milhões, com crescimento de 93% em relação a igual trimestre do ano anterior e alta de 17% em base trimestral. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) elevou-se de 15,1% no 2T18 para 17,6% no 2T19 (acima de 16,0% do 1T19).

Mais um resultado sólido, acima do esperado, explicado pelo crescimento de 7% das receitas consolidadas, e foco na gestão de riscos e controle de despesas, que resultaram numa margem bruta de R$560 milhões no trimestre (+13%). O índice de despesas administrativas do 2T19 também mostrou desempenho positivo, com redução de 0,5pp em relação ao 2T18. O resultado financeiro do 2T19 caiu 5% em base de doze meses para R$ 159 milhões.

No semestre o lucro cresceu 75% para R$ 484 milhões, com Receitas Totais de R$ 10,7 bilhões (+8%) e margem bruta operacional de R$ 1,2 bilhão (+19%).

A companhia pretende continuar avançando “combinando uma subscrição com foco em rentabilidade a ganhos operacionais e ampliação da base de clientes, além de crescentes investimentos em tecnologia, inovação e na melhoria da experiência dos segurados”.

Cotadas a R$ 46,40/Unit equivalente a um valor de mercado de R$ 18,3 bilhões, suas Units registram alta de 65,8% este ano. Nesse patamar de preço o P/L para 2019 é de 16,9x e 2,7x o valor patrimonial.


Comgas (CGAS5)
Bom resultado no 2T19

A Comgas registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 362 milhões, representando um crescimento de 218% em relação ao 2T18 (R$ 114 milhões), acumulando no 1S19 um lucro líquido de R$ 562 milhões, com alta de 92% em relação ao 1S18.

Destaque no trimestre para o crescimento de 47% da receita líquida, reflexo do repasse do aumento do custo do gás nas tarifas do período, recuperação de conta corrente regulatória e o crescimento do volume distribuído. O EBITDA cresceu 103% entre os trimestres para R$ 672 milhões, acumulando no semestre R$ 1,1 bilhão (+59%).

Ressalte-se que, o lucro líquido normalizado pela conta corrente regulatória foi de R$ 307 milhões no 2T19 (+40%) e de R$ 548 milhões no 1S19 (+25%). Suas ações fecharam cotadas ontem (7/agosto) a R$79,51/ação com alta de 35,5% este ano.


Totvs (TOTS3)
Crescimento de 109% no lucro líquido do 2T19, somando R$ 57,5 milhões.

A companhia registrou forte crescimento no lucro líquido do 2T19 e no acumulado do semestre, somando R$ 101,3 milhões até junho.

Um bom desempenho operacional, com crescimento nas principiais linhas de negócios oferecidos e na receita, somado à captação de recursos, mantêm cenário positivo para a empresa. Ontem a ação TOTS3 encerrou cotada a R$ 49,59 acumulando alta de 83,2% no ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 9,45 bilhões.


NotreDame (GNDI3)
No 2T19, crescimento de 74,8% no lucro líquido, somando R$ 89,6 milhões.

A companhia registrou um bom resultado no 2T19 e no acumulado de 6 meses. O lucro líquido pelo (IFRS16) aumentou 74,8% passando de R$ 51,3 milhões no 2T18 para R$ 89,6 milhões em 2T19. O número (ex-IFRS16) ficou em R$ 89,4 milhões.

Destaque para o crescimento nas principais linhas de resultado e no forte ritmo de aquisições, que deverá permitir bom ritmo de crescimento nos resultados dos próximos anos.

Ontem a ação GNDI3 encerrou cotada a R$ 44,75 acumulando valorização de 54,6% no ano. A empresa abriu seu capital em abril de 2018, iniciando as negociações na B3 no dia 20/abril a R$ 16,50 (sem ajustes) ou R$ 16,42 ajustado.


Banrisul (BRSR6)
Ex JCP referente ao 3T19 em 13/agosto

O Conselho de Administração do banco aprovou ontem (7/agosto) o pagamento em 27/setembro de juros sobre o capital próprio (JCP) referente ao 3T19 no valor total de R$ 112,0 milhões, sendo de R$ 0,27381450 por ação ON e PNB, e de R$ 0,28460707 por ação PNA.

Serão beneficiados os acionistas com posição em 12 de agosto de 2019, passando as ações a serem negociadas “ex-direito” aos juros a partir de 13 de agosto de 2019. Com base na cotação de R$ 24,27/ação PNB o retorno líquido estimado é de 0,95%.


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