Banco do Brasil – Relatório de Análise

Bom trimestral com melhor rentabilidade

O Banco do Brasil registrou no 2T19 um lucro líquido ajustado de R$ 4,4 bilhões (ROAE de 17,6%) com crescimento de 37% em relação aos R$ 3,2 bilhões do 2T18 (ROAE de 13,2%). Mais um bom resultado, acima de nossa estimativa, explicado principalmente por (i) aumento da Margem Financeira Bruta; (ii) crescimento das rendas de tarifas; aliado (iii) ao controle dos custos com variação abaixo da inflação. O BB segue focado no crescimento de suas operações e no incremento de rentabilidade.

O BB aprovou a distribuição de R$ 1,23 bilhão na forma de JCP relativos ao 2T19 equivalente a R$ 0,4414/ação, corrigidos pela Selic até a data do pagamento. Serão consideradas as posições em 21/08/2019, sendo as ações negociadas “ex” a partir de 22/08/2019. O retorno líquido é de 0,8%. Lembrando que a venda da participação indireta do banco no capital do IRB-Brasil RE, via BB Seguridade Participações S.A., impactará positivamente o resultado do 3T19 do Banco do Brasil, no valor líquido aproximado de R$ 1,6 bilhão, e que, eventualmente poderá ser distribuído para os acionistas.

Com base no resultado apresentado do 1S19 o banco revisou algumas linhas do seu guidance para o presente exercício. A carteira de crédito doméstica orgânica cresceu 1,1% no 1S19, abaixo do intervalo previsto (entre 3,0% e 6,0%) refletindo basicamente o comportamento da carteira PJ que registrou queda de 6,3% em base de doze meses, sensibilizada por operação de um cliente específico. Nesse contexto o novo intervalo previsto para a carteira de crédito varia entre queda de 2% e crescimento de 1%. A linha de PJ passa de crescimento entre zero e 3% para queda entre 10% e 13%. Do lado positivo o banco elevou sua expectativa de crescimento da carteira de crédito PF de um crescimento entre 7% e 10% para o intervalo entre 8% e 11%.

Demais linhas foram mantidas, com destaque para (i) o lucro líquido ajustado de R$ 8,7 bilhões no 1S19 e que deve situar-se no topo do guidance (entre R$ 14,5 bi e R$ 17,5 bilhões); e para (ii) as despesas administrativas, com crescimento de apenas 0,3% no semestre, abaixo do intervalo previsto, entre 2% e 5%. Já as rendas de tarifas evoluíram 6,7% no semestre, dentro do intervalo esperado, recuperando-se de um baixo crescimento no 1º trimestre.

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