China decide impor um limite para a desvalorização do yuan

MERCADO


Bolsa

Após o tombo da segunda-feira as bolsas tiveram boa recuperação ontem com a decisão da China de impor um limite para a desvalorização do yuan. Com isso, o Ibovespa subiu 2,06%, aos 102.164 pontos, próximo da máxima do dia. O giro financeiro somou R$ 17,8 bilhões. Destaque positivo para a aprovação na Câmara dos Deputados da reforma da Previdência em 2º turno por 370 x 124. Hoje a agenda econômica traz os dados de vendas a varejo no Brasil em junho, com alta de 0,1% no M/M e caiu de 0,3% no A/A e no exterior, agenda fraca. As bolsas internacionais seguem em alta mesmo com opiniões de especialistas alertando para o risco de recessão global por conta da escalada da guerra comercial entre EUA e China. Do lado doméstico, o Ibovespa pode acompanhar este movimento, tendo ainda como justificativa o esperado avanço da reforma da Previdência e a sequência de resultados corporativos.

Câmbio

O dólar teve um pequeno recuo ontem de R$ 3,9762 para R$ 3,9623 (-0,35%), mas ainda segue acima da cotação de fechamento de maio (R$ 3,9229) quando iniciou um período de desvalorização, para uma mínima de R$ 3,7205 em 18/julho.

Juros

O mercado de juros futuros voltou a ceder ontem após o repique da segunda-feira, com o noticiário vindo do exterior dando um alívio aos mercados. No fechamento do pregão regular, DI para jan/20 marcava 5,525%, ante 5,56% no ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, DI para jan/25 desceu de 7,05% para 6,94%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

RD Raia Drogasil (RADL3) 
Lucro líquido de R$ 140,7 milhões no 2T19, aumento de 2,2% sobre o 2T18. No 1S19 o resultado somou R$ 231,2 milhões.

Principais destaques do 2T19:
• Total de 1.917 lojas em operação (abertura de 47 lojas e 3 encerramentos).
• Ao final do período, um total de 34,7% das lojas ainda estavam em processo de maturação, ou seja, ainda não haviam atingido todo o seu potencial de receita e de rentabilidade.
• Mantido o guidance de 240 aberturas brutas para 2019. No 1S19 foram abertas 109 lojas e fechadas 17.
• A participação nacional de mercado atingiu 13,0% no trimestre.
• Crescimento nas vendas mesmas lojas.
Ontem a ação (RADL3) encerrou cotada a R$ 86,50 acumulando alta de 52,1% no ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 28,5 bilhões. Temos recomendação de VENDA para a ação com preço justo de R$ 68,50. Consideramos seus múltiplos elevados.


Arezzo (ARZZ3)   
Crescimento de 22,5% no lucro líquido do 2T19, somando R$ 40,6 milhões.

A Arezzo registrou bom desempenho operacional e financeiro no 2T19 e no acumulado do semestre, conforme a tabela abaixo. Destaque para o crescimento de receita em todas as marcas: Arezzo, Schutz, Anacapri e outras.

O segundo trimestre do ano é caracterizado pela predominância das coleções de Inverno das seis marcas da Arezzo&Co. Esse período é marcado por duas importantes datas comemorativas – Dia das Mães (maio) e Dia dos Namorados (junho), que contam com campanhas e ativações exclusivas

Ontem a ação encerrou cotada a R$ 52,03 com desvalorização de 3,2% no ano. O valor de mercado da companhia é de 4,7 bilhões.


Gerdau (GGBR4)
Um resultado fraco e abaixo da nossa expectativa no 2T19

O resultado da empresa no 2T19, divulgado nesta manhã, mostrou grandes quedas nas vendas, na receita, margens e lucro. Apenas a expressiva diminuição nos custos financeiros, evitou que os números fossem ainda piores.
• O lucro líquido da Gerdau no 2T19 foi de R$ 373 milhões (R$ 0,22 por ação), 46,6% menor que 2T18 e 17,6% abaixo do trimestre anterior;
• A Gerdau vai pagar dividendos referentes ao resultado do 2T19 no valor total de R$ 119 milhões (R$ 0,07 por ação). O pagamento será realizado no dia 28 de agosto, com base nas posições acionárias em 16/8. A partir de 19/8 as ações serão negociadas “ex-dividendos”.


BB Seguridade (BBSE3)
Sólido resultado do 2T19 acima do esperado

A BB Seguridade registrou no 2T19 um lucro líquido ajustado de R$ 1.078 milhões (ROAE de 61,4%), com crescimento de 18,5% em relação aos R$ 910 milhões do 2T18 (ROAE de 39,7%) reflexo direto  da evolução de 21,9% do resultado operacional não decorrente de juros combinado das coligadas e controladas,  com destaque para o aumento de 41,0% do resultado operacional da BB Corretora (seguro prestamista e vida do produtor rural), e crescimento de 19,9% do resultado operacional não decorrente de juros da Brasilseg (com destaque para o crescimento dos prêmios ganhos e da melhora de sinistralidade).

Já o resultado financeiro combinado das empresas do grupo do 2T19 cresceu 3,1% em relação ao 2T18, sensibilizado pelo aumento na margem financeira de juros da Brasilcap, e do bom desempenho do resultado financeiro do IRB-Brasil RE.

Com consequência o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio da BB Seguridade (ROAE) no 2T19 atingiu 61,4%, com crescimento de 21,7pp em relação ao mesmo período de 2018 (ROAE de 39,7%). Um sólido resultado, acima do esperado, que fez com que a companhia alterasse para cima, todas as três linhas do guidance para 2019. Seguimos com recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 37,00/ação.

Com base no resultado apresentado a companhia revisou para cima todas as três linhas do Guidance para 2019, que agora aponta para um crescimento do lucro liquido ajustado entre 8% a 13% , norteado por maior produção de prêmios da Brasilseg (entre 10% e 15%) e dos Planos de Previdência PGBL e VGBL da Brasilprev, com crescimento entre 9% e 12%. Segue na figura abaixo o desempenho realizado no 1S19 que norteou a revisão para cima destas linhas do guidance.


ENGIE Brasil Energia S.A. (EGIE3)
2T19 abaixo do esperado, por volatilidade da hidrologia e sazonalização de energia

A Engie Brasil Energia reportou um lucro líquido de R$ 385,4 milhões no 2T19, valor 35% abaixo do alcançado no 2T18, reflexo da estabilidade da receita (+1,9%) e da redução de 18,4% no resultado do serviço (EBIT) entre os trimestres comparáveis.

Do ponto de vista operacional, destaque (i) para o impacto do GSF no 2T19; (ii) para a redução da posição vendedora CCEE, pela estratégia de alocação dos recursos hídricos; aliada a (iii) uma redução de 56,6% no PLD médio dos submercados Sul e Sudeste/Centro-Oeste no trimestre.

Do ponto de vista financeiro, ressalte-se (i) o maior endividamento da companhia para fazer frente a aceleração do crescimento da EBE, o que elevou o patamar das despesas financeiras; (ii) aliado ao efeito não recorrente relacionado ao recebimento de seguros, que incorporou R$ 70 milhões ao resultado do 2T18.

No 1S19 o lucro líquido caiu 11,8% em relação ao 1S18 para R$ 950,9 milhões. Nesta base de comparação o EBITDA permaneceu estável e somou R$ 2,3 bilhões no 1S19. A receita operacional líquida cresceu 12,8% para R$ 4,5 bilhões.

As EGIE3 registram alta de 47,2% este ano para R$ 48,50/ação (valor de mercado de R$ 39,6 bilhões). Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 16,0x e VE/EBITDA de 10,3x. O preço justo de R$ 50,00/ação e uma potencial valorização de 3,1%.

Ao final de junho de 2019, a dívida líquida da companhia era de R$ 11,37 bilhões, aumento de 36,6% em relação ao registrado no 1T19 (R$ 8,32 bilhões), equivalente a 2,3x o EBITDA.


Banco PAN (BPAN4)
Lucro Líquido de R$ 117,7 milhões no 2T19

O Banco Pan registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 117,7 milhões, que se compara ao lucro líquido de R$ 42,2 milhões do 2T18, e com crescimento de 22,5% em relação ao lucro de R$ 96,1 milhões do 1T19. O ROAE contábil foi de 11,2% no 2T19. Em base ajustada alcançou 23,9% ante 12,2% do 2T18 e 21,0% do 1T19.

Suas ações (BPAN4) registram alta de 526,8% este ano, equivalentes a um valor de mercado de R$ 13,7 bilhões. O lucro líquido acumulado no 1S19 somou R$ 213,8 milhões, com crescimento de 116% frente ao lucro líquido do 1S18 de R$98,8 milhões.

A Carteira de Crédito encerrou o 2T19 com saldo de R$ 22,5 bilhões, com crescimento de 4% frente aos R$ 21,7 bilhões do 1T19 e de 16% frente aos R$ 19,4 bilhões do 2T18. A inadimplência segue controlada, em 5,3% no trimestre. Ao final de junho de 2019 o Patrimônio Líquido do banco era de R$ 4,2 bilhões e Índice de Basileia em 13,0%.

O banco tem avaliado alternativas no mercado de capitais para a recomposição do percentual mínimo de suas ações em circulação (Free Float), incluindo eventual oferta pública de ações ou outras transações que visem o mesmo propósito. Até o momento, não há qualquer aprovação societária ou mesmo a definição sobre os termos e condições de eventual transação.


Cesp (CESP6)
Prejuízo no 2T19

A Cesp registrou no 2T19 um prejuízo líquido de R$ 4,0 milhões que se compara ao lucro líquido de R$ 341,0 milhões de igual trimestre do ano anterior, reflexo da piora do resultado operacional entre os trimestres. No acumulado do 1S19 o prejuízo somou R$ 162,2 milhões ante o lucro de R$ 337,3 milhões do 1S18. No trimestre o EBITDA caiu 61% para R$ 192,7 milhões, com queda de 76% no semestre totalizando R$ 168,1 milhões.

A companhia destacou que nos próximos trimestres, “estará focada na continuidade da gestão criteriosa do contencioso jurídico, na maturidade da inteligência e operação de comercialização de energia, na otimização da gestão do passivo financeiro e consolidação da cultura de alto desempenho, motivação e resultados”.

A CESP6 registra alta de 37,9% este ano para R$ 29,08/ação equivalente a um valor de mercado de R$ 9,5 bilhões.

Em base ajustada o EBITDA cresceu 114% no 2T19 somando R$ 218,6 milhões, com margem de 59% (+33pp). Destaque para o decréscimo de R$109 milhões na energia comprada em relação ao 2T18, conforme a nova estratégia de sazonalização e comercialização de energia, aliada a redução das despesas de Pessoal, Materiais, Serviços de Terceiros e Aluguéis. No semestre o EBITDA ajustado somou 260,2 milhões, com queda de 37% em relação ao 1S18.

Ao final do 2T19 a Dívida Líquida da companhia era de R$ 1,4 bilhão (4,0x o EBITDA) e se compara a uma posição de caixa líquido de R$ 173 milhões no 2T18, impactada pela emissão realizada no 1T19 da 11ª escritura de debêntures simples, não conversíveis em ações, mantidas em caixa com o objetivo de pagar a outorga de renovação da usina de Porto Primavera (R$ 1,4 bilhão) e dividendos (R$ 297 milhões).


Cosan S.A. (CSAN3)
Contrato de Compra e Venda de Ações e Investimento com a Femsa Comércio

A Raízen Combustíveis S.A. co-controlada da Cosan S.A. e sua subsidiária Raízen Conveniências S.A. sociedades do Grupo Raízen, celebraram ontem (6/agosto), Contrato de Compra e Venda de Ações e Investimento com a Femsa Comércio S.A. o qual estabelece os termos e as condições para a venda de participação na Raízen Conveniências para a Femsa Comércio, bem como a constituição de uma joint venture no Brasil.

Com o fechamento da transação, a Femsa Comércio se tornará titular de 50% do capital social da Raízen Conveniências, através da subscrição de novas ações e também da compra de ações existentes e atualmente detidas pela Raízen Combustíveis no capital social da companhia.

Desta maneira, a Raízen Combustíveis e a Femsa Comércio serão, respectivamente, acionistas da Raízen Conveniências na proporção 50% cada do seu capital social, sendo que a Joint venture contará com estrutura profissional e de governança corporativa própria.

Para a transação foi considerado um Enterprise Value de R$ 1,12 bilhão de reais, tendo como premissa a aquisição de participação em uma empresa livre de quaisquer dívidas ou caixa. O objetivo desta transação será expandir o negócio de franquia de lojas de conveniência em postos de combustíveis sob a marca “Shell Select” e desenvolver o negócio de lojas de proximidade fora de postos de combustíveis sob a marca “OXXO”.


Sanepar (SAPR11)
Postergou a divulgação do 2T19 de 06/agosto para 12/agosto

A Sanepar comunicou que não arquivará, em 06 de agosto, na B3 e na CVM, as Informações Trimestrais do 2º trimestre de 2019 (ITR 2T2019). Consequentemente, ficarão alteradas também as datas de disponibilização de tais informações em seu Site e da Teleconferência para apresentação dos resultados do 2T19.

As novas datas são: (i) Arquivamento das Informações Trimestrais do 2º trimestre de 2019 (ITR 2T2019) na B3 e na CVM, no dia 12/08/2019; (ii) Disponibilização dessas informações no seu Site, dia 12/08/2019; (iii) Realização da Teleconferência para apresentação dos resultados do 2T19, no dia 13/08/2019.


Indústria automobilística
Aumento da produção e das vendas em julho

Segundo os dados publicados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o volume de veículos produzidos no Brasil em julho/2019 atingiu 266,4 mil unidades, 8,4% maior que no mesmo mês de 2018.

  • Entre janeiro e julho/2019, a produção somou 1,7 milhão de unidades, 3,6% acima do mesmo período do ano passado;
  • As vendas (licenciamentos) de veículos nacionais mantiveram sua tendência de alta em julho.  O volume vendido no mês foi de 218,5 mil unidades, 14,9% mais que no mesmo mês do ano passado.  Em julho, as vendas de todas as classes de veículos cresceram forte, com exceção de ônibus, com queda de 1,8%, o que é negativo para a Marcopolo.

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