China decide desvalorizar o yuan

MERCADO


Bolsa

O ambiente negativo no mercado internacional pesou sobre as bolsas nos principais mercados, levando o Ibovespa a uma queda de 2,51% aos 100.098 pontos. O acirramento da disputa comercial entre China e EUA derrubou os preços das commodities. A decisão da China de desvalorizar o yuan foi também determinante para o mau humor dos mercados. Após o efeito negativo de ontem, a China estabeleceu limites para a desvalorização do yuan, dando estabilidade ao mercado financeiro e prometendo que não irá depreciar a moeda para ser competitiva. Isto deu novo ânimo às bolsas da zona do euro que operam em alta nesta manhã. Os futuros de NY também sinalizam alta para hoje. O Ibovespa poderá pegar uma carona nesta recuperação, considerando que as perdas ontem foram expressivas. Contudo, a disputa comercial que se arrasta por quase dois anos não dá sinais de um acordo firme no curto prazo. Ontem o volume financeiro da B3 ficou em R$ 17,8 bilhões.

Câmbio

O dia tenso no mercado financeiro no exterior promoveu uma puxada forte na moeda americana de R$ 3,8886 no fechamento da sexta-feira para R$ 3,9762 ontem. A desvalorização do yuan levou investidores a um movimento de proteção em ativos mais seguros.

Juros

Os juros futuros também tiveram um dia de escalada nas taxas com o mau humor instalado no exterior. O mercado teve um aumento de liquidez com o contrato de DI para jan/21 subindo de 5,41% para 5,57%. Na ponta mais longa, jan/25, a taxa passou de 6,91% para 7,05%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

IRB Brasil RE S.A. (IRBR3) 
Resultado do 2T19 melhor que o esperado

O IRB Brasil registrou um lucro líquido de R$ 388,4 milhões no 2T19 (ROAE de 39%), com crescimento de 35% em relação aos R$ 287,3 milhões (ROAE de 33%) de igual trimestre do ano anterior, com a manutenção de sua estratégia de crescimento com foco na eficiência e rentabilidade.

O resultado trimestral veio acima do esperado pelo mercado e refletiu o crescimento dos prêmios e do resultado de underwriting, a despeito do incremento da despesa administrativa (em percentual menor do que o incremento dos prêmios) e do menor resultado financeiro e patrimonial, em base de doze meses. Nesta base de comparação o índice de sinistralidade total melhorou 4pp e a rentabilidade da carteira caiu de 139% do CDI no 2T18 para 121% do CDI no 2T19.

No semestre o lucro cresceu 37% para R$ 738,9 milhões, com evolução do ROAE de 30% no 1S18 para 38% no 1S19. Suas ações registram alta de 12,7% este ano e de 69,1% em doze meses, para R$ 91,63/ação (valor de mercado de R$ 28,6 bilhões) e P/L para 2019 de 17,6x.

O IRB celebrou em 5 de agosto com o Banco C6 S.A. (“C6”) e a C6 Corretora de Seguros Ltda., dentre outros, um Acordo Operacional/Contrato de Resseguros, que prevê que o IRB será o ressegurador líder dos negócios de seguro prestamista gerados nos canais de distribuição do C6, pelo prazo de 10 anos, em bases proporcionais, ficando o ressegurador, IRB Brasil RE, com 85% dos negócios gerados e a Seguradora retendo 15%.

Ontem também o IRB assinou um Subscription Form por meio do qual a companhia subscreve 8,93% do capital da empresa B3i Services AG (“B3i”), pelo montante de €3.500.000. A B3i é uma das principais iniciativas globais de desenvolvimento de novas tecnologias para o setor de seguros e resseguros, incluindo o registro dessas operações por meio de uma plataforma BlockChain.

Retomada da Divulgação do Guidance, Em 05 de agosto a Diretoria Executiva deliberou pela retomada da divulgação das projeções financeiras (guidance) para o ano de 2019, que havia sido descontinuado por conta do follow-on realizado em julho. No 2T19 a companhia, mais uma vez, reportou resultados consistentes. Nesse contexto manteve as projeções para o índice combinado ampliado (entre 69% e 73%) e se compara com 81% no 1S19; e para o índice de Despesa Administrativa (entre 4,6% e 5,2%) ante 5% no 1S19. Para o crescimento do Prêmio Emitido elevou suas estimativas para o intervalo entre 20% e 27% depois do crescimento de 24% no 1S19.


Marcopolo (POMO4)   
Um bom resultado no 2T19

A empresa divulgou na noite de ontem seus resultados do 2T19, que apresentaram crescimento nas vendas e receita, sendo muito beneficiados pelos efeitos da taxa de câmbio no resultado financeiro, levando a um salto no lucro.

O lucro líquido da Marcopolo no 2T19 foi de R$ 91 milhões (R$ 0,09 por ação), 237,2% maior que no trimestre anterior e quase quatro vezes (292,9%) acima do número verificado no 2T18;

No 2T19, as vendas totais da Marcopolo somaram 4.047 unidades, número praticamente semelhante ao 2T18 (4.046), mas 17,9% acima do trimestre anterior.  No mercado interno, as vendas cresceram 11,9% em relação ao 2T18, mas as exportações tiveram um recuo de 40,1%.  No exterior, o volume vendido subiu 24,9%, com destaque para os crescimentos de 60,0% das unidades comercializadas na África do Sul e 82,6% no México.


Taesa (TAEE11)
Resultado consistente no 2T19 e distribuição de proventos (ex em 9/ago)

A Taesa registrou no 2T19 um lucro líquido (IFRS) de R$ 307 milhões, com alta de 11% em relação aos R$ 276 milhões do 2T18, reflexo (i) dos maiores índices de inflação impactando diretamento a linha de receita; (ii) aumento da receita de O&M pelo reajuste do ciclo 2018-2019, (iii) redução dos custos e despesas operacionais (ex-construção), (v) compra vantajosa dos ativos da Eletrobrás, e (vi) maior despesa financeira líquida. No 1S19 o lucro (IFRS) registrou queda de 8% para 467 milhões.

Com base neste resultado, o Conselho de Administração da companhia, aprovou a distribuição de (i) R$ 180,0 milhões (R$ 0,52256337852/Unit) a título de dividendos intercalares, e (ii) R$ 68,7 milhões (R$ 0,19944373491/Unit) a título de juros sobre o capital próprio (JCP), totalizando R$ 248,7 milhões. O pagamento referente a esta distribuição ocorrerá no dia 19 de agosto de 2019 com base na posição acionária de 8 de agosto de 2019. O retorno líquido estimado é de 2,5%.

Suas units fecharam cotadas a R$ 28,01 (valor de mercado de R$ 9,6 bilhões) com alta de 20,8% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 11,6x e VE/EBITDA de 11,5x.


AES Tiete (TIET11)
Resultado do 2T19 abaixo do esperado

A companhia registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 35,4 milhões, resultado 62% inferior aos R$ 93,0 milhões do 2T18. Um resultado abaixo do esperado pelo mercado e que refletiu a (i) a redução de margem no trimestre em função do efeito da estratégia de sazonalização de energia da companhia; (ii) da redução do resultado financeiro por incremento do saldo de dívida; (iii) aumento dos gastos com depreciação e amortização pela adição de novos ativos ao portfólio. Esses efeitos foram parcialmente compensados que redução na linha de tributos.

Ontem (5/agosto) suas units estavam cotadas a R$ 12,53 (valor de mercado de R$ 4,9 bilhões), com alta de 29,3% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 14,3x e VE/EBITDA de 6,8x. O preço justo de mercado de R$ 13,00/unit traz um potencial de alta de 3,8%.

Para 2019 a companhia permanece focada na busca de oportunidades de crescimento para diversificação de portfólio com disciplina e retornos atrativos, em linha com o compromisso de geração de valor aos acionistas.

Com base no resultado do 2T19 a companhia pagará em 23/outubro, dividendos intermediários no montante total de R$ 35,2 milhões, sendo R$ 0,01789513391 por ação ordinária e preferencial, equivalente a R$ 0,08947566955 por Unit. Serão tomadas como base as posições em 08 de agosto e as ações passarão a ser negociadas ex-dividendos a partir de 09 de agosto. Com base na cotação de R$ 12,53/Unit o retorno é de 0,7%.


Vulcabras (VULC3)
Lucro líquido do 2T19 soma R$ 30,3 milhões, queda de 8,4% em relação ao 2T18

A despeito da redução no resultado líquido, vemos o resultado da companhia como positivo, se considerarmos o momento ruim do setor de calçados.

Principais destaques:

No 2T19, o volume bruto faturado totalizou 6,6 milhões de pares/peças, com aumento de 20,4%, comparado ao total do 2T18, de 5,5 milhões de pares/peças. Melhor desempenho em calçados femininos (+26,4%) e nos esportivos (9,3%) no comparativo trimestral. No 1S19 foram vendidos 12,6 milhões de pares, aumento de 13,0% sobre os 11,1 milhões do 1S18.

Os calçados esportivos responderam por 73,2% da receita líquida de R$ 327,0 milhões no 2T19.

As exportações representaram 8,1% da receita no 2T19 e 8,2% no acumulado de 6 meses.

A empresa conseguiu manter a margem bruta praticamente estável, mas houve aumento nas despesas operacionais (vendas e administrativas). Houve um maior investimento em marketing no período e aumento com aluguéis no período.

Ontem a ação VULC3 encerrou cotada a R$ 6,91 acumulando queda de 2,7% no ano. Temos recomendação de COMPRA para a ação com preço justo de R$ 8.00 com potencial de alta de 15,8%. O valor de mercado da empresa é de R$ 1,7 bilhão.


Klabin (KLBN11)
Lucro líquido de R$ 72 milhões no 2T19, mas ainda com prejuízo de R$ 124 milhões no 1S19

A companhia divulgou seus resultados ontem, mostrando aumento de 15% no volume de vendas no 2T19 (818 mil ton) e no acumulado do 1S19 o volume foi de 1.600 mil toneladas. No 1S19, as vendas internas responderam por 53% do total.

Ontem a ação KLBN11 encerrou cotada a R$ 15,55 com queda de 0,8% no ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 17,4 bilhões.

A administração da Klabin aprovou o pagamento de dividendos intermediários de R$ 0,036 por ação (ON/PN) e de R$ 0,182 por Unit, com os papéis ficando “ex” direitos no dia 09/08. O retorno para as Units será de 1,17%, tomando como base a cotação de ontem. O pagamento dos dividendos está previsto para o dia 19 de agosto.


BTG Pactual (BPAC11)
Ex-JCP de R$ 0,715 por Unit em 08/08

O conselho de administração do BTG Pactual aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no valor bruto de R$ 0,715 por Unit. O valor será pago com base na posição acionária de amanhã, 07 de agosto, e a partir de quinta-feira (08/agosto) os papéis serão negociados ex-juros. O crédito será realizado aos acionistas no dia 15 de agosto de 2019. Com base na cotação de R$ 59,59/Unit o retorno líquido é de 1,0%.


Totvs (TOTS3)
Aprovação de JCP no valor bruto de R$ 0,19 por ação. Ações “ex” direito em 13/08

Terão direito ao provento os acionistas com posição até 12/08. As ações ficam ex-direito no dia seguinte (13).

Ontem a ação TOTS3 encerrou cotada a R$ 48,59 acumulando valoriza de 79,5% no ano. Com base nesta cotação, o retorno bruto para os acionistas é de 0,39%.


Petrobras (PETR4)
Revisão da política de preços para o GLP de uso residencial

A empresa divulgou após o pregão de ontem, que alterou sua política para determinação dos preços do GLP (gás de cozinha) para uso residencial, que será semelhante à usada para o GLP residencial e comercial.

Os preços do GLP residencial agora terão como referência a cotação praticada no mercado internacional, acrescido dos custos do frete marítimo, despesas internas de transporte e uma margem de lucro;

Ontem, os preços do GLP de uso industrial e do botijão de 13 kg (residencial) tiveram reduções médias de 13,4% e 8,2%, respectivamente.


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