Petrobras – Relatório de Análise

Salto no lucro do 2T19 com a venda da TAG

A Petrobras teve um período difícil no 2T19, com diminuição na produção e nas vendas, em relação ao mesmo período do ano passado. Porém, reduções de custos e despesas, além de um elevadíssimo ganho com a venda da TAG, aumentaram em muito o lucro. Sem este ganho não recorrente, o resultado seria consideravelmente menor que no 2T18. Porém, as perspectivas são positivas para os próximos trimestres, dadas pelo aumento da produção de petróleo proveniente das novas plataformas, com custos menores por virem em sua maior parte do pré-sal. Além disso, as vendas de ativos, a expressiva redução dos investimentos e a maior geração de caixa permitirão uma considerável queda no endividamento. No entanto, a diretoria tem deixado claro que não distribuirá dividendos maiores dos exigidos por lei, antes de a empresa apresentar o mesmo nível de endividamento de suas concorrentes internacionais. Nossa recomendação para PETR4 é de Compra com Preço Justo de R$ 34,50/ação, indicando um potencial de alta em 30,1%.
• Novas plataformas: Este ano a Petrobras já iniciou a produção em três plataformas e ainda vai instalar mais uma (P-68 – capacidade de processar 150 mil barris/dia de petróleo e 6 milhões m³ de gás), no campo de Berbigão no pré-sal da Bacia de Santos;
• Meta de desalavancagem: A empresa espera que sua relação Dívida Líquida/EBITDA caia do nível de 2,7x, alcançado no 2T19, para 1,5x ao final de 2020. Isso deve acontecer com a contração dos investimentos, venda de ativos e melhor geração de caixa;
• Produção em julho: A produção média no 2T19 foi fraca (2,63 milhões de barris ao dia), com queda de 1,0% em relação ao 2T18, devido a problemas operacionais nas novas plataformas. Porém, em julho a produção média já foi de 2,76 milhões de barris/dia e um pico de 3,0 milhões de barris/dia, com um melhor desempenho das plataformas instaladas recentemente;
• Vendas de ativos: A venda da TAG no 2T19 permitiu uma entrada de caixa de US$ 8,7 bilhões, com ganho no balanço de R$ 21,4 bilhões. Para o 3T19, a empresa deve contabilizar ganhos de R$ 14,2 bilhões com desinvestimentos e remensuração do valor de ativos.

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