Ações do setor financeiro pesaram sobre o índice

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 0,53% aos 102.933 pontos, com giro financeiro de R$ 14,7 bilhões. Novamente as ações do setor financeiro pesaram sobre o índice. Ajudaram também para a queda o desempenho negativo das bolsas internacionais. Hoje, último pregão de julho, tem ainda o radar a decisão no final do dia para os juros americanos e para a taxa Selic, além do fechamento da taxa Ptax para os contratos do mês. Hoje a agenda econômica traz o PIB do 2T da zona do euro, com alta de 0,2% no T/T e de 1,1% no A/A e a taxa de desemprego em junho (7,5%). Nos EUA, às 15:00 horas, sai a decisão do Fomc para os juros com expectativa de um corte de 0,25 p.p., e no Brasil, a taxa de desemprego nacional para junho com 12%. No final do dia será divulgada a taxa Selic. Lá fora, as bolsas asiáticas mostram queda no fechamento e e na zona do euro, predomínio de alta nos mercados, nesta manhã. Os futuros de NY sinalizam alta nesta virada de mês mesmo sem avanço nas negociações comerciais entre China e EUA. O Ibovespa vai abrir com todos estes assuntos no radar, além de resultados corporativos divulgados e a preparação das estratégias de carteiras para o mês de agosto.

Câmbio

A moeda americana subiu mais um pouco ontem, cotada a R$ 3,7909 no fechamento, alta de 0,23%. O dólar subiu no mercado internacional com a divulgação de indicadores mistos no exterior e também pelas declarações do presidente Donald Trump, sobre as relações comerciais com a China.

Juros

O dia foi de poucas oscilações no mercado de juros futuros com a taxa do contrato de DI para jan/20 fechando em 5,56 de 5,57% na segunda-feira e para jan/23 a taxa ficou em 6,83% abaixo dos 6,85% da véspera. As justificativas para o comportamento devagar deste mercado são as mesmas que dominam o cenário nos últimos dias. Não há expectativa de alteração significativa no mercado de juros, considerando que a decisão para a Selic já está precificada.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Tim Participações (TIMP3)  
Lucro líquido de R$ 2,02 bilhões no 2T19

A Tim encerrou o 2T19 com forte crescimento no resultado líquido, influenciado por fatos não recorrentes. A empresa aprovou um dividendo de R$ 0,1524 por ação ON com direito até o dia 09/08 e retorno de 1,27% para os acionistas.
Ontem a ação TIMP3 encerrou cotada a R$ 12,01 acumulando alta de apenas 2,7% no ano


CSN (CSNA3)  
Grande crescimento do lucro no 2T19 com melhor rentabilidade da mineração

No 2T19, o resultado da CSN mostrou um forte crescimento, principalmente em função dos melhores resultados do segmento de mineração, já que na siderurgia houve redução de vendas e rentabilidade. Também foi importante para o resultado do trimestre, a forte diminuição dos custos financeiros.
• O lucro líquido consolidado da CSN no 2T19 foi de R$ 1.894 milhões (R$ 1,37 por ação), 59,2% maior que no mesmo trimestre do ano passado e mais de 20 vezes superior ao 1T19;
• As vendas de minério no 2T19, comparadas ao 2T18, cresceram 24,8%, com elevação de 33,3% no volume comercializado no mercado externo, mas redução de 17,2% nas vendas no Brasil (incluem o volume destinado à usina própria). O forte aumento dos volumes e dos preços (86,1% em reais), determinou os elevados ganhos operacionais, expressos por aumento de 279,2% no EBITDA da mineração;
• A CSN divulgou também ontem, novas projeções para produção e vendas de minério de ferro, além de números para o EBITDA de 2019. A empresa espera produzir 33 milhões de toneladas de minério neste ano, com vendas de 40 milhões de t. Este volume estimado de vendas é 15,0% maior que o verificado em 2018. Para o EBITDA, a estimativa da empresa para 2019 é de R$ 8,5 bilhões, valor 45,3% maior que no ano passado.


Smiles (SMLS3)
Lucro líquido do 2T19 soma R$ 155,7 milhões, crescimento de 36,4% sobre o 2T18

A Smiles divulgou mais um bom resultado com destaque para:

  • Aumento de 23,9% no faturamento bruto total, somando R$ 684,3 milhões, sobre o 2T18;
  • A receita de resgate de milhas cresceu 33,7% versus 2T18;
  • A margem direta de resgate foi de 41,6%, uma expansão de 0,5 p.p. em comparação ao mesmo período de 2018;
  • O EBITDA atingiu R$ 180,4 milhões, evolução de 33,7%;

Ontem a ação SMLS3 encerrou cotada a R$ 37,80 acumulando queda de 7,3% no ano.


Cteep – Transmissão Paulista (TRPL4)
Resultado do 2T19 e pagamento de JCP

A Cteep registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 240 milhões com queda de 30% em relação aos R$ 342 milhões auferidos no 2T18, basicamente explicado por menor resultado operacional (sensibilizado por menor receita do RBSE), piora no resultado financeiro (por maior serviço da dívida), e menor resultado de equivalência patrimonial. No 1S19 o lucro líquido caiu 27% em relação a igual período do ano anterior somando R$ 474 milhões.

O EBITDA ajustado, que exclui a equivalência patrimonial e outros efeitos não recorrentes e inclui o EBITDA proporcional à participação nas coligadas, somou R$ 599 milhões no 2T19, queda de 12% em relação a igual trimestre do ano anterior, basicamente explicado pelo aumento dos custos e gastos não recorrentes (serviços advocatícios), contingências e dos gstos com pessoal decorrente do acordo coletivo a partir de junho de 2018.

Com base no resultado a Cteep pagará em 19 de agosto de 2019, juros sobre o capital próprio, no valor bruto de R$ 370,4 milhões, correspondentes a R$ 0,562186/ação com base nas posições de ações do dia 02 de agosto. A partir de 05 de agosto, as ações serão negociadas ex-juros. Com base na cotação de R$ 24,50/ação o retorno líquido é de 1,95%.


Enel Distribuição São Paulo (ELPL3)
Lucro Líquido de R$ 131 milhões no 2T19

A Enel SP registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 131 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 156 milhões do 2T18, acumulando no 1S19 um lucro líquido de R$ 200 milhões. Destaque para o forte incremento do resultado operacional entre os trimestres. O resultado financeiro, na margem, também veio melhor, por maior receita financeira e queda das despesas financeiras entre os trimestres comparáveis.
O EBITDA somou R$ 514 milhões no 2T19, com crescimento de 187% em relação aos R$ 179 milhões registrados no 2T18, basicamente explicado pela redução de 15% dos custos do serviço e das despesas operacionais, que mais que compensaram a redução de 8% da Receita Operacional Líquida.
Dentre os destaques operacionais: (i) a redução de 7,9% do DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) no 2T19 para 7,53 horas em comparação às 8,17 horas no 2T18; e (ii) a queda de 9,0% no FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) no 2T19, totalizando 4,42x, em comparação a 4,86x registrado no 2T18 (dentro do limite regulatório global de 5,14x).
No regulatório, em 02 de julho de 2019, a ANEEL deliberou sobre os resultados da revisão tarifária periódica de 2019, com aplicação a partir de 04 de julho de 2019. O valor médio a ser percebido pelos consumidores foi de +7,03%.
Ao final de junho de 2019 a dívida líquida da companhia era de R$ 5,1 bilhões, 27% acima dos R$ 4,0 bilhões do 1T19. Este acréscimo se explicado por maiores investimentos e incremento da dívida, notadamente através da emissão de debêntures. O custo médio da dívida era de 7,84% ou CDI + 1,18% e prazo médio de 4,1 anos.


Bradesco (BBDC4)
Incorporação, pelo Bradesco, do Banco Bradesco Cartões S.A.

O Conselho de Administração do banco irá submeter à Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 30.8.2019, proposta de incorporação, pelo Bradesco, de sua subsidiária integral, Banco Bradesco Cartões S.A.

O Bradesco Cartões tem por objeto social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às respectivas carteiras autorizadas (comercial, de investimento, de crédito, financiamento e investimento), inclusive câmbio, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor.

A incorporação objetiva (i) maior sinergia e eficiência operacional; (ii) consolidar a estratégia de negócio de operar o portfólio dos cartões/correntistas em uma única entidade legal, o Bradesco; e  (iii) busca simplificar a comunicação com os correntistas e com o mercado.

Seguimos com recomendação de COMPRA para BBDC4 e preço justo de R$ 45,00/ação.


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