Dia de pouca oscilação

MERCADO


Bolsa

Sem notícias importantes para os mercados, a bolsa teve um dia de pouca oscilação (alta de 0,6%) fechado aos 103.483 pontos e volume financeiro de R$ 12,9 bilhões. O mercado segue na expectativa das reuniões para decisão de juros no Brasil e Estados Unidos, nesta terça e quarta-feira e precificando as empresas na divulgação de seus resultados do 2T19. Hoje a agenda econômica vem bastante carregada com indicadores de confiança da zona do euro em julho (economia, indústria, serviços e consumidor). No Brasil, a inflação de julho medida pelo IGP-M mostra alta de 0,40% no M/M e de 6,39% % no A/A. Nos EUA, a relação de dados é mais extensa, mas as atenções ficarão mais concentradas na reunião do Federal Reserve. As bolsas internacionais mostram alta no fechamento da Ásia e queda na zona do euro e os futuros de NY também mostram baixa, com dando peso para os resultados corporativos e dados econômicos, além do retorno das negociações comerciais entre EUA e China.

Câmbio

O dólar encontra espaço para uma recuperação nestes dias de incertezas no mercado de bolsa e sem noticiário político importante. Ontem a moeda subiu para R$ 3,7814 no fechamento de R$ 3,7778 na sexta-feira (+0,095%)..

Juros

Da mesma forma que a bolsa e o câmbio, o dia para o mercado de juros foi devagar com liquidez reduzida e com as taxas operando sem grande variação. A taxa para dez/20 fechou em 5,70% e para o final de 2025 a taxa ficou em 7,01%


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Itaú Unibanco (ITUB4)  
Sólido 2T19 como esperado

O Itaú Unibanco registrou no 2T19 um lucro líquido recorrente de R$ 7,0 bilhões (ROAE de 23,5%) com crescimento de 10,2% em relação aos R$ 6,4 bilhões do 2T18 (ROAE de 21,6%). Mais um bom resultado, em linha com os R$ 6,93 bilhões que estimávamos, explicado pelo aumento do crédito para as pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas, incremento de margem financeira com clientes e inadimplência contida, com leve baixa em relação ao trimestre anterior.
Do lado negativo destaque para o aumento do custo do crédito (em patamar acima do incremento de margem) e das despesas não decorrentes de juros (em base trimestral), mas com crescimento em linha com a inflação.
Com base no resultado do 1S19, um lucro líquido recorrente de R$ 13,9 bilhões (ROAE de 23,6%) e crescimento de 8,7% em relação ao 1S18, o banco manteve o guidance para 2019. Nesta base de comparação ressalte-se o crescimento de 6,7% da margem financeira com clientes; o incremento de 2,5% das receitas de serviços; parcialmente compensados pelo aumento de 6,2% do custo do crédito e alta de 3,7% das despesas não decorrentes de juros – ao impacto do dissídio coletivo de trabalho e ao aumento das despesas com desligamentos e processos trabalhistas nas despesas de pessoal.
O programa de demissões voluntárias anunciado pelo banco também deve ser bem recebido pelo mercado, na medida em que sinaliza redução de custos à frente.
Seguimos com recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 43,00/ação.
Com base no resultado do 1S19 o Conselho de Administração do banco, reunido em 29.7.2019, aprovou o pagamento, em 23.8.2019, de dividendos aos acionistas, no valor de R$ 0,7869 por ação, complementares aos dividendos pagos mensalmente, durante o primeiro semestre, tendo como base de cálculo a posição acionária final registrada no dia 15.8.2019. O retorno complementar estimado é de 2,1%.


Banco do Brasil S.A. (BBAS3)  
Reorganização Interna

O Conselho de Administração do Banco do Brasil aprovou um conjunto de ações para a reorganização institucional, dentre elas, a revisão e o redimensionamento da estrutura organizacional do banco nos níveis estratégico (direção geral), tático (superintendências), de apoio (órgãos regionais) e de negócios (agências), cuja realização acontecerá no 2º semestre de 2019. Destaque para:
(i) A criação da Unidade Inteligência Analítica no sentido de acelerar a transformação digital do banco, e que acompanhará o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e inovações que utilizam soluções com Inteligência Analítica e Inteligência Artificial;
(ii) A criação até outubro de 42 novas Agências Empresas, transformadas 333 agências em Postos de Atendimento Avançado (PAA) e outros 49 PAAs em agências, em linha com os objetivos de propiciar melhor experiência aos clientes e incrementar a eficiência operacional;
(iii) A criação do Programa Adequação de Quadros (PAQ) que visa otimizar a distribuição da força de trabalho, equacionando as situações de vagas e de excessos nas unidades do banco., cujos funcionários, que reúnam as condições estabelecidas no regulamento, poderão aderir a um plano de desligamento incentivado (PDI).
De acordo com o BB, “a impacto financeiro do PDI será divulgado até o final de agosto e não altera as projeções (guidance) para 2019”. A redução de pessoal deve gerar aumento de despesas no segundo semestre, mas permitirá redução de gastos já em 2020, como visto anteriormente em programa análogo do banco.
Ao preço de R$ 50,45/ação (valor de mercado de R$ 144,6 bilhões) suas ações registram alta de 11,4% este ano. Nesse preço o banco está sendo negociado com P/L de 8,1x para 2019 e a 1,4x o valor patrimonial. Seguimos com recomendação de COMPRA para BBAS3 e preço justo de R$ 62,00/ação, equivalente a um potencial de alta de 22,9%.


Multiplan (MULT3)
Lucro líquido do 2T19 mostra queda de 20,9% em relação ao 2T18, somando R$ 115,2 milhões e no 1S19 o resultado foi de R$ 207,2 milhões, 15% inferior ao 1S18

O lucro líquido apresentou uma redução de 20,9% no 2T19 quando comparado ao 2T18 e somou R$ 115,2 milhões, principalmente devido ao aumento da depreciação decorrente da aquisição de participação no BH Shopping, e do impacto nas despesas de remuneração baseada em ações.
Excluindo a conta de remuneração baseada em ações em ambos os períodos, o lucro líquido teria aumentado 16,8% e atingido R$ 136,9 milhões, impulsionado pelo crescimento de 6,0% da receita líquida. No 1S19, o lucro líquido ajustado cresceu 12,2% em relação ao 1S18, atingindo R$ 239,8 milhões, também impulsionado pelo crescimento da receita líquida.
Bom desempenho operacional e em investindo na expansão e em projetos de novos shoppings.
Ontem a ação MULT3 encerrou cotada a R$ 28,17 acumulando valorização de 17,2% no ano, com valor de mercado de 16,8 bilhões.


Petrobras (PETR4)   
Conclusão da oferta de BRDT3

Ontem, a empresa informou que encerrou a venda de 393.187.500 mil ações de emissão da Petrobras Distribuidora (BRDT3) ao preço de R$ 24,50/ação, totalizando R$ 9,6 bilhões (US$ 2,5 bilhões).
• Além da oferta inicial (291.250.000 ações), foram colocados integralmente o Lote Suplementar (43.687.500 ações) e o Adicional (58.250.000 ações);
• Um total de 8,3 mil investidores foram os compradores da oferta. A maior parcela das ações vendidas ficou com os investidores estrangeiros (44,6%), seguidos por fundos de investimentos (39,4%), pessoas físicas (9,3%), entidades de previdência fechada (5,2%) e os outros com 1,5% da oferta;
• As ações vendidas representam 33,75% do capital da Petrobras Distribuidora. Com isso, a participação da Petrobras foi reduzida de 71,25% para 37,50%.


Banco Inter (BIDI4)
Preço da Unit na Oferta é de R$ 39,99 equivalente a R$ 13,33/ação

O Banco Inter informou ontem (29/jukho) que foi fixado o preço por Unit de R$ 39,99 e na oferta subsequente (follow on) primária, com esforços restritos de colocação. A oferta é de certificados de depósitos de ações, representativos cada um de uma ação ordinária e duas preferenciais.
O preço por ação ao término do período de bookbuilding foi de R$ 13,33, de modo que a operação atinge o total de R$ 1, 248 bilhão, com a distribuição de 31,2 milhões de ações ordinárias e 62,4 milhões de ações preferenciais.
A quantidade de units e ações foi elevada em 20%, equivalente a 5,2 milhões de ON e 10,4 milhões de PN, através do exercício do lote adicional. O início de negociação das ações e units objeto da oferta na B3 será amanhã, 31 de julho, com liquidação no dia 1º de agosto.
Ontem as BIDI4 fecharam cotadas a R$ 13,54/ação com alta de 112,0% este ano e de 379,0% nos últimos doze meses. O preço fixado de R$ 13,33 por ação corresponde a um desconto de 1,5% sobre a cotação de fechamento de ontem.


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