Bradesco – Relatório de Análise

Resultado sólido no 2T19, em linha com o esperado 

O Bradesco registrou no 2T19 um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões (ROAE de 20,6%) com alta de 25% em relação ao 2T18 (ROAE de 18,4%). Um resultado em linha com o esperado, explicado por maior margem financeira (notadamente com o mercado), estabilidade das despesas com PDD, maior resultado das operações de seguros, previdência e capitalização, somados ao bom desempenho das receitas de serviços. No semestre o lucro recorrente cresceu 24% para R$ 12,7 bilhões. O cenário atual é de melhor dinâmica do crédito, inadimplência contida e queda da PDD. O foco na redução de custos permanece. Seguimos com recomendação de COMPRA com preço justo de R$ 45,00/ação.

Lucro Líquido do 1º semestre. No 1S19 o lucro líquido recorrente cresceu 23,7% para R$ 12,7 bilhões, em relação a igual período de 2018, com +2,1pp no ROAE para 20,6%, demonstrando a capacidade do banco entregar retornos e resultados crescentes. A sinalização é a de que o atual patamar de ROAE é sustentável havendo a possibilidade de algum incremento, inclusive. A alíquota efetiva de IR/CS caiu de 34,1% no 1S18 para 28,7% no 1S19, patamar sustentável pra o segundo semestre do ano (28%). Sobre a possível elevação da CSLL, prevista na reforma da Previdência, o banco registraria um impacto positivo de curto prazo de R$ 6,4 bilhões, em função da majoração da alíquota sobre o estoque de créditos tributários, reavaliado com base na alíquota maior. Nossos números não contemplam tal ganho.

Guidance para 2019 foi mantido e o banco segue confiante na realização de suas estimativas. A Carteira de Crédito expandida cresceu 8,7% no semestre, no piso do intervalo previsto, entre 9% a 13%. Como tendência o banco espera uma maior aceleração no segundo semestre, terminando o ano próximo do ponto médio do intervalo previsto. A Margem financeira cresceu 5,6% (+8,3% em não juros e +5,2% na margem de juros), no ponto médio do intervalo de 4% a 8%. Esse deve ser um patamar sustentável para o presente exercício. As Receitas de Serviços cresceram 1,8% no semestre (em base de doze meses) abaixo do piso do intervalo (entre 3% a 7%) com tendência de maior crescimento no segundo semestre, terminando o ano pouco acima do ponto médio. As despesas operacionais (outras administrativas e de pessoal) cresceram 6,2% – acima do teto esperado (entre 0% e 4%). Embora o banco tenha mantido sua expectativa, esta linha deve permanecer pouco acima do teto. O Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização cresceu 16,9%, acima do intervalo esperado, entre 5% a 9%, e deve manter o desempenho, melhor que o esperado. A PDD expandida foi de R$ 7,1 bilhões no 1S19, de forma anualizada, perto do teto do intervalo entre R$ 11,5 e R$ 14,5 bilhões para 2019.

 

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