Vazamento das conversas do ministro Sérgio Moro poderá travar processo favorável ao governo

MERCADO


Bolsa

O noticiário político mais uma vez ditou o rumo do mercado. Desta vez, foi o vazamento das conversas do ministro Sérgio Moro (Justiça) com procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato. Com uma a pauta política importante marcada para esta terça-feira, esta notícia poderá travar um processo que caminhava favorável ao governo. A oposição já se manifestou e o governo deverá ter problemas. A agenda econômica traz o IPC-Fipe semanal com alta de 0,01% e a segunda prévia do IGP-M com alta de 0,73% (expectativa: 0,37%).  Os dados dos EUA são pouco relevantes para nosso mercado, que deverá se concentrar nos problemas domésticos. As bolsas internacionais sobem na zona do euro, com fechamento positivo também na Ásia.

Câmbio

O dólar abriu a semana com pequena alta em relação ao fechamento da sexta-feira (0,21%) cotado a R4 3,990 ante R$ 3,8810. Os investidores chegaram a ensaiar um movimento de compras da moeda americana em razão das notícias envolvendo o Ministro da Justiça Sergio Moro, mas o mercado acomodou durante o dia.

Juros

Os juros futuros seguiram em queda mesmo num dia de noticiário político negativo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou a sessão em 6,22%, de 6,270% no ajuste de sexta-feira e a do DI para jan/25 passou de 7,761% para 7,74%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Eletrobras (ELET3 e ELET6)  
Recebimento da 1ª parcela de R$ 274,5 milhões da Enel

A empresa comunicou ontem ao mercado que houve o trânsito em julgado da decisão judicial que homologou o acordo entre Eletrobras e Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A. ou Enel Distribuição São Paulo, no montante total de R$ 1,4 bilhão

Ontem a ação ELET3 encerrou cotada a R$ 35,42 acumulando alta de 49,9% e a ELET6 fechou a R$ 36,42 com valorização de 34,6% no ano.


Petrobras (PETR4)
Recebimento de valores do acordo de leniência da Braskem

A Petrobras comunicou que recebeu R$ 265 milhões, em decorrência do acordo de leniência da Braskem celebrado com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU).

A Braskem já tinha devolvido R$ 564 milhões para a Petrobras, devido ao acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF).  Com isso, os valores devolvidos somam agora R$ 828 milhões;

A solução destas questões levantadas pela Operação Lava Jato é positiva tanto para a Petrobras, quanto para Braskem.


Cemig (CMIG4)
A companhia discute plano de venda de três usinas do grupo

Segundo o jornal Valor Econômico, a direção da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) discute plano de venda do controle de três usinas para grupos privados como alternativa para estender o prazo das concessões e evitar uma disputa dos ativos em leilão.

Os ativos em questão são as usinas Nova Ponte e Sá Carvalho, ambas em Minas Gerais, e Embarcação, na divisa com Goiás, que têm em conjunto capacidade de geração de 1,7 gigawatt (GW). Os contratos de concessão com a União das três vencem entre 2024 e 2025.

A empresa busca alternativas para não correr o risco de perder estas concessões para estrangeiros. Ainda, segundo o VEC, a direção da Cemig busca entre empresários mineiros interessados numa eventual aquisição dessa fatia majoritária dessas usinas.

Ontem a ação CMIG4 encerrou cotada a R$ 14,70 acumulando alta de 9,5% no ano. O valor de mercado da empresa atualmente é de 23,3 bilhões.


Klabin (KLBN3) 
Emissão de R$ 1,0 bilhões em debêntures simples, não conversíveis em ações

A Klabin fará sua 13ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 1 bilhão e de certificados de recebíveis do agronegócio da 30ª emissão, da Vert Companhia Securitizadora, que serão emitidos com lastro nos créditos do agronegócio decorrentes das debêntures. A data de vencimento das debêntures é de 15 de junho de 2029.

Os recursos serão destinados à gestão ordinária dos negócios da empresa, exclusivamente vinculada às suas atividades no agronegócio.

Ontem a ação KLBN11 encerrou cotada a R$ 15,50 com queda de 0,6% no ano.


Cesp (CESP6)  
Alienação de ações preferenciais Classe B pela Squadra

A Cesp recebeu correspondência enviada pela Squadra Investimentos – Gestão de Recursos Ltda. e Squadra Investments – Gestão de Recursos Ltda. (“Squadra”), na qualidade de gestoras de fundos de investimentos e de investidores não residentes, ambas com sede na cidade e estado do Rio de Janeiro.

A Squadra informou que, em negociações realizadas no pregão da B3, alienou ações preferenciais classe B de emissão da Cesp, sendo que passaram a deter 20.875.080 ações PNB, representativas de 9,90% da totalidade desta classe de ações, equivalentes a 6,37% do capital total da companhia.

Ao preço de R$ 27,08/ação a ação CESP6 registra alta de 28,4% este ano, equivalente a um valor de mercado de R$ 8,9 bilhões. Nesse preço os múltiplos de mercado para 2019 são: P/L de 45,5x e VE/EBITDA de 11,8x.


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