Ibovespa acumula baixa de 4,5% na semana

MERCADO


Bolsa

A semana passada foi bastante negativa para a bolsa, com tensão no campo da política, acumulando baixa de 4,5% no Ibovespa. Na sexta-feira o mercado ensaiou uma alta, mas fechou em baixa de 0,04% aos 89.993 pontos. O volume do dia ficou em R$ 16,5 bilhões. Foram apenas três altas nos doze pregões do mês de maio. A semana abre com agenda econômica fraca, com destaque apenas para a 2ª prévia do IGP-M com alta de xx% e o índice de confiança industrial (CNI) que sai ainda nesta manhã. No exterior, nenhum dado importante para hoje. Alguns pontos de atenção para esta semana são: a) ameaça de greve de ônibus em SP para o dia 23; b) risco de caducidade de medidas provisórias, especialmente a da reforma de ministérios. As bolsas internacionais mostram queda no fechamento da Ásia, caem na zona do euro e indicam baixa também os futuros de NY. A guerra comercial ganha mais um componente, com ameaças dos EUA sobre a gigante chinesa de tecnologia, Huawei. Do lado doméstico, seguimos sem uma justificativa para a retomada de alta do mercado.

 

Câmbio
A moeda a americana saltou de R$ 3,9555 na sexta-feira (10/5) para R$ 4,0987 no fechamento da semana passada (17), com alta de 3,62. No dia a alta foi de 1,31% sobre R$ 4,0455 na quinta-feira. Foi o terceiro pregão seguido de alta. Os motivos são os mesmos recorrentes das últimas semanas.

 Juros
O ambiente negativo no mercado financeiro promoveu uma puxada nas taxas de juros futuros na sexta-feira, com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/25 terminando em 8,91%, de 8,722% no ajuste da quinta-feira. Na ponta mais curta, a taxa do DI para jan/21 fechou em 7,05%, ante 6,921% na véspera.


 

 ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

CESP (CESP6)
Alienação de total return equity swaps

A Cesp recebeu na sexta-feira (17/maio) correspondência enviada pela TCI Fund Management Limited (“TCI”), uma sociedade constituída de acordo com as Leis do Reino Unido, na qualidade de administradora de carteiras, informando que carteiras de clientes sob a sua administração alienaram, em operações realizadas em mercado de balcão, derivativos de liquidação financeira (total return equity swaps) referenciados em ações preferenciais classe B de emissão da companhia.

  • Conforme informado na correspondência, como resultado da operação de alienação, a exposição total de sua carteira de clientes passou a ser de 31.599.244 ações preferenciais classe B, representativas de 14,98% da totalidade das ações preferenciais classe B emitidas pela companhia.
  • A TCI informa também que nenhum de seus clientes detém ações ou outros instrumentos derivativos referenciados em ações de emissão da companhia. Adicionalmente, a TCI informou que os derivativos de liquidação financeira (total return equity swaps) não conferem direito de voto, tratando-se de um investimento com finalidade meramente econômica na Companhia, que não altera a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia.
  • Ao preço de R$ 26,24/ação seus papéis registram alta de 24,5% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 37,4x e VE/EBITDA de 11,4X. Lembrando que hoje, em leilão na B3 às 15h00, o controlador da companhia, a VTRM, faz oferta pública para aquisição
    das ações da Cesp em circulação.

Mineração /Siderurgia
Forte aumento da produção chinesa de aço em abril

A produção de aço na China em abril foi de 85,0 milhões de toneladas, volume 12,7% maior que no mesmo mês de 2018, segundo os dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS na sigla em inglês).
• Nos primeiros quatro meses de 2019, a produção acumulada de aço somou 315,0 milhões de toneladas, 10,1% maior que em igual período do ano passado;
• O ritmo da produção de aço na China é fundamental para a demanda e os preços do minério de ferro, gerando impactos diretos nos resultados das mineradoras brasileiras, principalmente Vale e CSN.


Siderurgia: 
Possíveis novos aumentos de preços no mercado interno

O jornal Valor noticiou que a CSN vai elevar seus preços entre 10,00% e 12,25%, para os setores industrial e de distribuição, a partir do dia 1 de junho.
• Na teleconferência para discutir os resultados do 1T19 (9 de maio), a diretoria da CSN informou que estava sendo implantando um aumento de 10%. Além disso, a empresa sofreu com aumento de custos no 1T19, assim como as outras siderúrgicas;


Boletim Focus
Mercado segue reduzindo suas estimativas para o PIB deste ano e apostando numa taxa de câmbio mais depreciada

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus no último Boletim Focus desta segunda-feira, destaque para a elevação marginal das estimativas para o IPCA de 2019, a despeito das atualizações dos últimos 5 dias que não apresentaram variação. Para o PIB, a mediana das estimativas mostrou sua 12ª retração, reforçando as apostas negativas sobre o desempenho da economia neste ano. Por fim, o mercado corrigiu suas estimativas para a Taxa de Câmbio, apontando uma desvalorização do real frente ao dólar, enquanto para a Taxa Selic, manteve suas estimativas inalteradas, todas para este ano.

A mediana do agregado para a produção industrial mostrou desaceleração para 2019, sugerindo crescimento de 1,47% ante 1,70%. Para os demais indicadores de relevância, não houve alteração em relação às estimativas anteriores.

Com isso, para 2019, as expectativas para o IPCA ficaram em 4,07%, o PIB em 1,24%, Taxa de Câmbio R$/US$ 3,80 e a Meta da Taxa Selic em 6,50% aa.

Destaques do Boletim Focus publicado na segunda-feira, para 2019:

  • IPCA: 4,07%;
  • IPCA (atualização dos últimos 5 dias): 4,11%;
  • PIB: 1,24%
  • Taxa de Câmbio: R$/US$ 3,80;
  • Meta Taxa Selic: 6,50% a.a.

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