Mais um dia de queda para a bolsa

MERCADO


Bolsa
Mais um dia de queda para a bolsa com o Ibovespa recuando 0,51% aos 91.623 no fechamento. O volume financeiro foi de R$ 15,5 bilhões. O dia foi marcado pelas dificuldades do governo em avançar com suas propostas no Congresso e manifestações políticas no País contra a decisão de cortar recursos para a educação. Soma-se a isso, a reunião do ministro da Educação, Abraham Weintraub na Câmara dos Deputados e a derrota do governo (307 a 82 votos) na votação da MP que reorganiza dois ministérios. Um dia ruim e tenso no cenário político que ainda deverá respingar para esta quinta-feira, que vem com agenda econômica carregada com dados da zona do euro (balança comercial de março), Estados Unidos (dados da construção civil e emprego). No Brasil, somente a inflação medida pelo IGP-10 e IPC-S. As bolsas internacionais mostram alta firme nesta quinta-feira na zona do euro, no fechamento da Ásia e também nos futuros de NY.

 

Câmbio
A moeda americana voltou a subir ontem, fechando aos R$ 4,0018 ante R$ 3,9753 na véspera (+0,67%), com o real pressionado pelo conturbado ambiente doméstico, sem sinalização favorável ao processo da reforma da Previdência e por manifestações populares no País em favor do setor de educação.

 

Juros
O dado mais fraco de atividade econômica (IBC-Br de março) divulgado ontem e os acontecimentos do dia, levaram os juros para cima na ponta mais longa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou em 6,84%, de 6,851% ontem no ajuste para jan/25 a taxa subiu de 8,562% para 8,61%.

 


 

 ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Ultrapar (UGPA3)
Receita estável, mas lucro maior no 1T19

A Ultrapar divulgou seus números do 1T19 na noite de ontem, apresentando receita semelhante ao 1T18, com custos maiores, mas resultado financeiro consideravelmente, menor, o que beneficiou o lucro.  Vale lembrar que os números do 1T18 foram impactados pelo pagamento da multa para a Petrobras, no valor de R$ 286 milhões.

  • No 1T19, o lucro líquido consolidado da Ultrapar atingiu R$ 242 milhões (R$ 0,44 por ação), que foi 52,3% menor que no trimestre anterior, porém 227,7% superior ao 1T18;
  • A introdução das normas contábeis do IFRS 16 neste trimestre, impactaram negativamente os números da maioria das empresas do grupo.

Light (LIGT3)
Lucro líquido de R$ 164 milhões no 1T19

A Light registrou no 1T19 um lucro líquido de R$ 164 milhões, 77% superior a igual trimestre do ano anterior (R$ 93 milhões), explicado pelo melhor desempenho da Geradora e da Comercializadora. A Receita líquida (desconsiderando as receitas de construção) cresceu 12% no trimestre somando R$ 3,2 bilhões. O EBITDA ajustado consolidado subiu 22% para R$ 575 milhões, impactado principalmente por melhor GSF e consequente aumento do EBITDA da Geradora; e pela indenização de contratos da Comercializadora.

  • Ontem (15/maio) as LIGT3 fecharam cotadas a R$ 20,98/ação (valor de mercado de R$ 4,3 bilhões), com alta de 28,3% este ano. O preço justo de mercado aponta para R$ 22,00/ação com potencial de alta de 4,9%.
  • O Mercado Total Faturado do 1T19 registrou aumento de 2,5% em relação ao 1T18, em função de temperaturas mais elevadas nos meses de janeiro e fevereiro de 2019, com destaque para o crescimento na comparação trimestral nas classes residencial (+3,5%) e comercial (+5,0%).
  • A dívida líquida da companhia ao final do 1T19 era de R$ 8,2 bilhões (+3% em base trimestral). A companhia vem mantendo o foco na melhora do perfil da dívida, reforçando seu compromisso com a liquidez. O indicador de covenants Dívida Líquida/EBITDA encerrou o 1T19 em 3,70x, abaixo do limite máximo de 3,75x estabelecido na maioria dos contratos de dívida.

Marfrig (MRFG3)
Lucro líquido de R$ 4 milhões no 1T19

A companhia registrou no 1T19 um lucro líquido de R$ 4,3 milhões, ante o prejuízo líquido de R$ 203 milhões do 1T18, explicado por melhor resultado operacional, incremento de margem, e o efeito positivo do câmbio. A companhia manteve o guidance de crescimento para 2019, antevendo um ano melhor para as operações na América do Norte e na América do Sul.

  • Nesse contexto espera uma Receita Líquida consolidada entre R$ 47 e R$ 49 bilhões; uma Margem EBITDA entre 8,7% e 9,5%; e um Fluxo de Caixa Livre entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Suas ações registram alta de 16,3% este ano para R$ 6,35/ação equivalente a um valor de mercado de R$ 3,9 bilhões. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 7,7x e VE/EBITDA de 3,5x. O preço justo de mercado aponta para R$ 8,00/ação e embute um potencial de alta de 26,0%.
  • Receita Líquida Consolidada. No 1T19, a receita líquida da Marfrig no 1T19 somou R$ 10,1 bilhões, 7,6% superior ao 1T18, cujo crescimento pode ser explicado, principalmente, pelo aumento de receitas da operação América do Norte e a valorização do dólar em relação ao Real, que compensou a menor receita líquida na Operação América do Sul.
  • A Marfrig registrou EBITDA ajustado de R$ 571 milhões no 1T19, com crescimento de 15,9% na comparação com o 1T18, explicado (i) pelo bom desempenho da Operação América do Norte; (ii) pelo efeito câmbio e (iii) pela recuperação da rentabilidade na Argentina. No conjunto, esses efeitos compensaram a redução de receita e, consequentemente, margens das operações no Brasil e Uruguai. A margem EBITDA ajustada subiu de 5,3% no 1T18 para 5,7% no 1T19.

Ferbasa (FESA4)
Redução de vendas e margens no 1T19

A empresa apresentou na noite de ontem seus resultados do 1T19, que comparados aos números do mesmo trimestre de 2018, mostraram reduções nas vendas, receitas e margens.

  • No 1T18, a Ferbasa lucrou R$ 46 milhões (R$ 0,52 por ação), que foi 27,5% menor que no 1T18, mas 130,2% acima do trimestre anterior;
  • No 1T19, comparado ao mesmo período de 2018, a Ferbasa apresentou uma redução de 13,2% no volume de vendas das ligas.  No mercado interno houve redução de 9,2% e as exportações caíram 20,4%.

Cesp (CESP6)
Teleconferência de resultados do 1T19

A Cesp realizou ontem (15/maio) sua teleconferência de resultados do 1T19, anteriormente divulgados, com destaque para o prejuízo líquido de R$ 158 milhões no trimestre, que se compara ao prejuízo de 4 milhões do 1T18. As CESP6 registram alta de 23,3% este ano para uma cotação de R$ 25,99/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 8,5 bilhões. O preço justo (mercado) aponta para R$ 26,00/ação. Seguem os principais destaques:

  • Gestão de Contingências. Ao final de março existiam 543 ações judiciais passivas e que representavam R$ 11,7 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões classificados como provável. Outro dado, 45 dos casos representam 86% do contencioso passivo. Quanto às ações judiciais Ativas são três, relativas a Três Irmãos, Ilha Solteira e Jupiá; e que somam R$ 6,3 bilhões.
  • Mercado de Energia. O nível de Armazenamento nas áreas de concessão da companhia terminou 2018 em 32%, evoluindo para 34% em fev/19 e final de março em 43% próximo do pico em abril de 2018 de 46%. Nesse contexto de início de hidrologia mais difícil, o PLD que ao final de 2018 estava em R$ 79 por MWH elevou-se a R$ 192 em janeiro e para R$ 444 por MWH em fevereiro de 2019, sendo reduzido para R$ 234 por MWH em março.
  • Nesse contexto, de preços mais elevados no 1T19 impactaram no aumento dos custos com compra de energia da companhia. Para os próximos trimestres de 2019, a exposição do balanço energético foi endereçada através das compras realizadas neste trimestre.
  • A Produção de Energia Elétrica da companhia atingiu 2.328 GWH no 1T19 com redução de 7% em relação ao 1T18. O preço médio de venda de energia no 1T19 para os clientes livres (industrial e comercializadoras) da companhia foi de R$ 189/MWH (+6% em 12m), devido a reajuste de preços dos contratos indexados à inflação e dólar. O preço médio dos contratos com as distribuidoras no 1T19 ficou em R$ 234 MWH (+4%) em função, principalmente, dos reajustes de preços em linha com a inflação (IPCA) do período.

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