Ibovespa tem pequena recuperação

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa encerrou ontem com uma pequena recuperação – alta de 0,40% – aos 92.092 pontos e giro financeiro de R$ 12,5 bilhões, acompanhando o movimento das bolsas internacionais. Do lado doméstico o assunto “Previdência” cedeu espaço para notícias recorrentes envolvendo investigações sobre políticos. Hoje a agenda econômica vem carregada de dados com destaque para o PIB da zona do euro no 1T19, com alta de 1,2% em 12 meses e 0,4% no T/T. Nos EUA, saem os dados de vendas no varejo em abril e no Brasil o desempenho da atividade econômica (IBC-Br) de março mostra queda de 0,28% no M/M e de 2,52% no A/A. . As bolsas internacionais mostram alta no fechamento da Ásia e queda no andamento na zona do euro, enquanto os futuros de NY indicam queda na abertura. O único indicador doméstico para o dia somado a resultados corporativos do 1T19, podem ditar o rumo do mercado, sem animosidade.

 

Câmbio
O momento de insegurança vem sustentando a moeda americana em patamar elevado, sem sinais de recuo significativo no curto prazo. Ontem a cotação de fechamento ficou em R$ 3,9753 ante R$ 3,9938 no dia anterior.

Juros
A terça-feira foi de queda nos juros futuros, com investidores aguardando a divulgação hoje pelo Banco Central, do desempenho da indústria em março (IBC-Br). A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 fechou com taxa de 6,395%, de 6,410% na segunda-feira e para jan/25 a taxa caiu de 8,602% para 8,56%.


 

 ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Tupy (TUPY3)
Redução das vendas, mas crescimento do lucro no 1T19

Na noite de ontem, a empresa divulgou seus resultados do 1T19, que na comparação com o mesmo período de 2018, mostraram redução das vendas e perdas de margens operacionais. Porém, ganhos não recorrentes permitiram o aumento do lucro líquido.
• O lucro líquido no 1T19 somou R$ 80 milhões (R$ 0,56 por ação), 3,2% maior que no trimestre anterior e 41,4% superior ao número do 1T18;
• A Tupy pagará no dia 18/junho dividendos no valor de R$ 25 milhões (R$ 0,1733973 por ação), com base nas posições acionárias de 21 de maio. Vale lembrar que em 28 de março a empresa pagou R$ 100 milhões (R$ 0,69/ação).


Copel Energia (CPLE6)
Forte resultado no 1T19 melhor que o esperado

A Copel Energia registrou um lucro líquido de R$ 506,0 milhões no 1T19, acima do esperado, com crescimento de 42,2% em relação ao lucro de R$ 355,9 milhões do 1T18, explicado pela forte melhora do resultado operacional da companhia. Este ano as CPLE6 registram alta de 42,9% para uma cotação de R$ 43,25/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 11,8 bilhões. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 7,8x e VE/EBITDA de 6,2x.
• A Receita operacional Líquida da Copel registrou crescimento de 16,3% em doze meses totalizando R$ 3,9 bilhões e refletiu o aumento de 6,8% no volume de energia vendida, o reajuste tarifário da Copel Distribuição em 15,61% válido a partir de 24 de junho de 2018, entre outros.
• Os custos e as despesas operacionais cresceram 9,2%, em percentual abaixo das receitas, e somaram R$ 3,0 bilhões, basicamente em função do aumento de 18,4% do custo com “energia elétrica comprada para revenda” e pela liquidação na CCEE de exposições financeiras pela diferença de preços entre submercados, também na Copel Dis. Destaque para a redução de 11,6% com PMSO principalmente na linha dos custos com pessoal, referente ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) com maior provisão no 1T18.
• Nesse contexto a geração operacional de caixa da Copel foi de R$ 1,4 bilhão no trimestre. O EBITDA do 1T19 somou R$ 1,1 bilhão, 39,3% acima dos R$ 784,1 milhões do 1T18. Nesta base de comparação a margem EBITDA cresceu 4,6pp para 28,0%.
• No 1T19, o resultado financeiro foi negativo em R$ 98,2 milhões, ante R$ 69,7 milhões negativos no 1T18, principalmente explicado pelo aumento aproximado de R$ 1,0 bilhão no saldo da dívida. Ao final de março de 2019 a dívida líquida da companhia era de R$ 8,9 bilhões (2,6x o EBITDA), abaixo dos R$ 9,2 bilhões de dez/18 (3,1x o EBITDA).


Taesa (TAEE11)
Resultado consistente no 1T19

A Taesa registrou no 1T19 um lucro líquido (IFRS) de R$ 159,6 milhões, com queda de 31,0% em relação aos R$ 231,2 milhões do 1T18. Quando considerado o resultado e conjunto com as participações, o lucro eleva-se a R$ 347,6 milhões (+18,3% em 12m). Suas units fecharam cotadas a R$ 25,70 (valor de mercado de R$ 8,9 bilhões) com alta de 9,6% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 11,1x e VE/EBITDA de 10,5x. O preço justo de R$ 28,00/unit traz um potencial de alta de 8,9%.
• A Receita Líquida Regulatória totalizou R$ 362,7 milhões, com queda de 13,4% em relação ao 1T18, explicado principalmente pelo corte de 50% na RAP em algumas concessões nos ciclos 2017/18 e 2018/19. Já a Receita Líquida (IFRS) do 1T19 foi de R$ 342,2 milhões, 2,5% maior que o 1T18, devido principalmente ao aumento nos investimentos nos projetos em construção, compensado em parte pela queda dos índices de inflação.
• A Taesa apresenta um desempenho operacional consistente ao longo dos anos. A taxa de disponibilidade das suas linhas de transmissão para o 1T19 foi de 99,96% e se compara a 99,94% de 2018, o que reforça o compromisso da companhia em manter a qualidade na operação e manutenção dos ativos que opera.
• Ao final do 1T19 sua dívida líquida era de R$ 2,4 bilhões, em linha com o trimestre anterior, equivalente a 1,7x o EBITDA, com uma posição de caixa de R$ 1,2 bilhão, demonstrando um sólido perfil financeiro e indicando que a companhia continua preparada para as oportunidades de crescimento.
• O Conselho de Administração da companhia aprovou ontem (14/maio) a distribuição de (i) R$ 18,9 milhões (R$ 0,05478246327 por Unit) a título de dividendos intercalares, e (ii) R$ 77,9 milhões (R$ 0,22605402702 por Unit) a título de juros sobre capital próprio (JCP), ambos com base no 1T19. O pagamento ocorrerá no dia 28 de maio de 2019, a partir da data-base de 17 de maio de 2019. O retorno líquido é de 1,0%.


Minerva (BEEF3)
Prejuízo no 1T19 e melhora do resultado operacional

A Minerva reportou seus resultados referentes ao 1T19 com destaque para o crescimento de volumes, que mais que compensaram a queda de preços entre os trimestres comparáveis, e que resultaram na melhora do resultado operacional e das margens (em base de doze meses). O resultado financeiro veio melhor, mas continuou pesando no resultado final, um prejuízo líquido de R$ 31,4 milhões no trimestre, que se compara ao prejuízo líquido de R$ 114,7 milhões no 1T18. A Receita Líquida somou R$ 3,7 bilhões no 1T19 e o EBITDA ajustado, R$ 328,8 milhões.
• Em 13 de maio a Minerva informou que foi postergada a Oferta Pública Inicial de ações (IPO) de sua subsidiária Athena Foods na Bolsa de Comercio de Santiago (Bolsa de Valores de Santiago), como efeito das recentes condições adversas no mercado global. Cotadas a R$ 8,10/ação (valor de mercado de R$ 3,1 bilhões) as BEEF3 registram alta de 62,3% este ano.
• A Receita Bruta da Minerva alcançou R$ 4,0 bilhões no 1T19, com crescimento de 5,9% em relação ao 1T18, com destaque para as vendas no mercado doméstico que reponderam por 39% das vendas totais e alta de 11,2% em doze meses. As exportações representaram 61% das vendas totais (+2,8% em 12m), e consolida a companhia como a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, com 20% de market share na região.
• Ao final de março de 2019 a dívida líquida da companhia era de R$ 6,2 bilhões (incluso R$ 3,9 bilhões em caixa), em linha com o trimestre anterior, e alavancagem de 3,8x o EBITDA, também em linha com o 4T18. Em abril de 2019, a Minerva concluiu a recompra do saldo remanescente de US$ 75 milhões dos bonds perpétuos. O duration da dívida se manteve alongada em 5,0 anos. Ao final do trimestre, aproximadamente 76% da dívida total (R$ 10,0 bilhões) estava exposta à variação cambial.


EZtec (EZTEC3)
Lucro líquido de R$ 17,3 milhões no 1T19

A companhia divulgou um lucro líquido de R$ 17,3 milhões no 1T19, contra R$ 5,4 milhões no 1T18. O resultado mostra boa recuperação, mas ainda permanece muito abaixo de números históricos.
No 1T19, houve uma melhora no número de lançamentos e com o VGV passando de R$ 105,5 milhões no 1T18 para R$ 311,7 milhões no 1T19 (+195%). A Eztec tem como meta atingir R$ 1,0 bilhão em lançamentos neste ano. As vendas também mostraram boa recuperação no período comparativo.
Ontem a ação EZTC3 encerrou cotada a R$ 21,36 acumulando alta de 4,0% no ano. O valor de m mercado da companhia é de R$ 4,27 bilhões.


Guararapes (GUAR3)
Lucro líquido de R$ 29,3 milhões no 1T19, mostra queda de 42,7% sobre o 1T18

A companhia registrou crescimento de 8,4% na receita liquida do 1T19, manutenção na margem bruta e redução nas despesas operacionais. O EBITDA cresceu 6,5% no período comparativo, mas o resultado final caiu 42,7% (ver tabela).

A ação GUAR3 encerrou ontem cotada a R$ 17,59 com valorização de 13,0% no ano e valor de mercado de R$ 8,78 bilhões.


Braskem (BRKM5)
Suspensão dos ADS na NYSE

Após o pregão de ontem, a empresa informou que foi notificada pela Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) da suspensão na negociação de seus American Depositary Shares (ADS) e do início da deslistagem destes.

  • A NYSE também informou que a Braskem tem dez dias úteis para apresentar recurso ou fazer uma apresentação oral contestando a decisão;
  • A Braskem comunicou ainda que pretende apresentar os recursos cabíveis e também fará todos os esforços para arquivar, o mais rápido possível, os formulários 20 F referentes aos exercícios de 2017 e 2018;
  • Esta suspensão é negativa para a empresa e já teve um forte impacto na cotação de BRKM5.

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