Prezado Sr.(a),

 

A economia esperada em dez anos de R$ 1,2 tri na reforma da Previdência proposta pelo Ministro Paulo Guedes parece um número fabulosamente grande, mas não é. Como o próprio Ministro Guedes se refere, gastamos anualmente USD 100 bi, equivalente a um Plano Marshall – que foi “suficiente” para reconstruir a Europa depois da 2ª Grande Guerra. Esse sim é um número estrondoso, e que precisamos revertê-lo em melhores gastos e investimentos. Além do mais, a trajetória de nossas contas públicas não deixa dúvidas que o desastre total é iminente e mesmo uma reversão dessa natureza ainda restará enormes desafios à frente.

Não menos importante neste processo são as demais ações propostas no conjunto de um novo “modelo” econômico proposto pelo Ministro Guedes. O cunho mais liberal dessa nova equipe econômica, com todas as alterações propostas, seja na agenda macro ou microeconômica, serão medidas consolidadoras dessa primeira e mais importante reforma: a Previdenciária. Contudo, a ordem precisa ser necessariamente esta, estancando e fechando gargalos de despesas (eliminando injustiças e desequilíbrios), e sequencialmente utilizando ativos para “diminuir” estoque de dívidas e reverter expectativas – este efeito será máximo se ordenamento dessa forma – caso contrário, corremos o risco de vender ativos sem eliminar o problema original. Os desafios, notadamente os políticos, são enormes, e tudo parece se alinhar para não dar certo na medida do necessário e proposto – aqui entendidos o timing da aprovação da reforma e o volume da economia pretendida. Contudo, a determinação e a responsabilidade de todos, a exemplo da recente aproximação dos Presidentes Bolsonaro e Rodrigo Maia, mostram que existe a forte possibilidade do Executivo e o Legislativo estarem unidos para superarem as dificuldades, e assim fazerem o quase impossível ser feito!

 

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