Trump poderá aumentar para 25% a taxa ​de importações para bens da China

MERCADO


Bolsa
Na última sexta-feira a bolsa subiu 0,50% aos 96.008 pontos com noticiário fraco e giro financeiro de R$ 12,7 bilhões. Na semana, a alta foi de 0,24%. Hoje a agenda econômica traz dados da indústria na zona do euro em abril e do lado doméstico destaque apenas para o Boletim Focus. As bolsas internacionais sofrem o impacto da notícia que o Presidente Donald Trump poderá aumentar de 10% para 25% a taxa de importações para bens da China sobre um total de US$ 200 bilhões, ainda nesta semana. O comentário já derruba as bolsas no exterior, com baixa no fechamento da Ásia e baixa nos principais mercados da zona do euro. Os futuros de NY também mostram queda também para hoje. Este fato deverá pesar sobre o Ibovespa também.

Câmbio
O dólar recuou de R$ 3,9659 para R$ 3,9385, encerrando a sexta-feira com baixa de 0,69%. Com agenda doméstica fraca o dólar refletiu o comportamento das moedas no exterior.

Juros
Os juros futuros tiveram dia de queda na sexta-feira acompanhando a curva do dólar. Os juros foram influenciados pelos dados ruins da produção industrial e as expectativas de piora no desempenho do PIB para este ano. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 encerrou em 6,470%, de 6,511% na véspera. O DI para jan/25 fechou com taxa de 8,68%, de 8,762% na véspera.


 

 ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Banco ABC Brasil (ABCB4)
Lucro recorrente no 1T19, em linha com o esperado

O Banco ABC Brasil registrou um lucro líquido recorrente de R$ 121,2 milhões no 1T19 (ROAE de 13,0%), com crescimento de 11,7% em relação ao 1T18 (lucro de R$ 108,5 milhões e ROAE de 13,0%). Um resultado em linha com o esperado.

  • Em base de doze meses, destaque para o crescimento da Margem Financeira, principalmente da Margem com clientes e o comportamento das Receitas de Serviços, mostrando estabilidade em doze meses. Por outro lado, ressalte-se a evolução das Despesas com Pessoal (abaixo da inflação) e das Outras Administrativas, bem acima do esperado, aliado ao crescimento de inadimplência no segmento Large Corporate.
  • Ao preço de R$ 19,26/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 4,1 bilhões, suas ações registram alta de 18,6% este ano. Temos recomendação de COMPRA para as ABCB4 com preço justo de R$ 24,00/ação, equivalente a um potencial de alta de 24,6%. O banco está sendo negociado a 1,06x o seu valor patrimonial e com P/L de 8,3x para 2019.
  • Projeções. O banco registrou um crescimento da Carteira Expandida no 1T19 de 6,6%, abaixo do intervalo previsto (entre 11% e 15%). As Despesas de Pessoal e Outras Administrativas cresceram 10,0% também acima das projeções (entre 4% e 6%).
  • A partir de maio de 2019, passou a vigorar uma nova segmentação de clientes do banco. Permanecem os segmentos Large Corporate, composto agora por empresas com faturamento anual acima de R$ 2 milhões; o segmento Corporate: empresas com faturamento anual entre R$ 250 milhões e R$ 2 milhões; e a criação do segmento Middle, composto por empresas com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões.

Braskem (BRKM5)
Atraso no arquivamento do relatório 20 F

A empresa comunicou na noite da última sexta-feira, que não será possível realizar o arquivamento do relatório 20 F de 2017 dentro do prazo.  A Bolsa de Nova York (NYSE) havia estendido o prazo de 15 de março de 2019 para 16/maio.

  • A Braskem explicou que continua “realizando procedimentos e análises adicionais sobre os seus processos internos” que impedem o arquivamento;
  • Ao não realizar o arquivamento na data, a NYSE poderá deslistar os ADS da Braskem e suspender seus negócios naquela bolsa;
  • Esta notícia é ruim e terá impacto negativo nas ações da Braskem.

Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Recebimento da Eletrobras

A empresa comunicou ontem, após o pregão, que recebeu R$ 127,8 milhões naquela data, referente à décima segunda parcela dos Instrumentos de Confissão de Dívida (ICDs), assinados no ano passado com a Eletrobras.

  • A BR Distribuidora já recebeu R$ 2,2 bilhões referentes a estas dívidas;
  • Estes recebimentos são muito positivos, pois além de elevar o caixa da empresa, têm impacto direto no resultado, por se tratar de dívidas já provisionadas.

Boletim Focus
Mercado reduz pela décima vez suas estimativas para o PIB deste ano

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus no último Boletim Focus desta segunda-feira, destaque para a elevação das estimativas para o IPCA de 2019, a despeito das atualizações dos últimos 5 dias não apresentarem variação. Para o PIB, a mediana das estimativas mostrou nova retração, a décima consecutiva. Por fim, o mercado manteve suas estimativas para a Taxa de Câmbio e para a Taxa Selic inalteradas, todas para este ano.

A mediana do agregado para a produção industrial mostrou desaceleração para 2019, sugerindo crescimento de 1,76% ante 2,00%. Para os demais indicadores de relevância, não houve alteração em relação às estimativas anteriores.

Com isso, para 2019, as expectativas para o IPCA ficaram em 4,04%, o PIB em 1,49%, Taxa de Câmbio R$/US$ 3,75 e a Meta da Taxa Selic em 6,50% aa.

Destaques do Boletim Focus publicado na segunda-feira, para 2019:

  • IPCA: 4,04%;
  • IPCA (atualização dos últimos 5 dias): 4,04%;
  • PIB: 1,49%
  • Taxa de Câmbio: R$/US$ 3,75;
  • Meta Taxa Selic: 6,50% a.a.

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