Banco ABC Brasil – Relatório de Análise

Lucro recorrente no 1T19 em linha

O Banco ABC Brasil registrou no 1T19 um lucro líquido recorrente de R$ 121,2 milhões (ROAE de 13,0%), em linha com o esperado, e crescimento de 12% em relação ao lucro de R$ 108,5 milhões do 1T18 (ROAE de 13,0%). Nesta base de comparação, destaque para (i) o crescimento da Margem Financeira, principalmente da margem com clientes, (ii) a estabilidade das Receitas de Serviços, (iii) a reversão de provisões de R$ 7,1 milhões, e (iv) a contribuição positiva na linha de IR/CS pelo volume de Ativo Fiscal Diferido. Por outro lado, ressalte-se a evolução das Despesas com Pessoal e Outras Administrativas, acima do esperado; aliado ao crescimento de inadimplência no segmento Large Corporate.

 

Margem Financeira do 1T19 registrou alta de 3% em base de doze meses. Reflexo do menor crescimento dos empréstimos, do aumento de 17% do Patrimônio Líquido remunerado a CDI, de alta de 2% da margem financeira com clientes, compensadas por queda de 5% da margem financeira com o mercado. A NIM (taxa anualizada da margem financeira gerencial) permaneceu pressionada, terminando o 1T19 em 3,4%.  O Índice de Eficiência recorrente era de 36,6% no 1T19, acima de 35,1% do 4T18.

 

Despesas com PDD somaram R$ 29,9 milhões no 1T19, em linha com o trimestre anterior, representando 0,9% da carteira de empréstimos (em base anualizada). A inadimplência medida pelas operações em atraso acima de 90 dias, elevou-se de 0,4% em dez/18 para 1,3% em mar/19, puxadas pelo incremento dos atrasos nas operações no segmento Large Corporate, que passaram de 0,5% para 1,9%, nesta base de comparação. No segmento Corporate permaneceram em 0,3%.

 

Ao final de março de 2019 a Carteira de Crédito Expandida – que inclui as carteiras de empréstimos, garantias prestadas e títulos privados, era de R$ 26,5 bilhões, com crescimento de 1,0% no trimestre e de 6,6% em doze meses. A partir de maio de 2019, passou a vigorar uma nova segmentação de clientes do banco. Permanecem os segmentos Large Corporate, agora composto por empresas com faturamento anual acima de R$ 2 milhões; seguido do segmento Corporate: empresas com faturamento anual entre R$ 250 milhões e R$ 2 milhões; e a criação do segmento Middle, formado por empresas com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões. Expectativas (guidance) para 2019 foram mantidas.

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