Bradesco – Relatório de Análise

Lucro do 1T19 acima do esperado 

O Bradesco registrou no 1T19 um lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões (ROAE de 20,5%) com alta de 22% em relação a R$ 5,1 bilhões do 1T18 (ROAE de 18,6%). Um resultado melhor que o esperado, explicado principalmente por maior margem financeira com clientes, queda das despesas com PDD expandida, maior resultado das operações de seguros, previdência e capitalização, somados ao bom desempenho das receitas de serviços. O guidance de crescimento para 2019 foi mantido e o banco segue confiante na consecução dos seus objetivos. O cenário atual é de melhor dinâmica do crédito, inadimplência contida e queda da PDD. O foco na redução de custos permanece.

A Margem Financeira cresceu 4,2% em base de doze meses para R$ 14,1 bilhões, com destaque para o incremento de 6,2% da Margem com Clientes, em função da melhora do volume médio operado, notadamente das operações destinadas às pessoas físicas e ao melhor resultado do mix de produtos, parcialmente compensados pela redução do spread médio.

Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização no 1T19 registrou forte crescimento de 8,0% no trimestre, reflexo da melhora dos índices de sinistralidade e comercialização, com destaque nos segmentos de “Saúde”, “Vida e Previdência” e “Auto RE”. Em relação ao 1T18 o crescimento foi de 22,4% explicado pelos aspectos anteriormente citados e pelo efeito da revisão anual das premissas que atualizam as provisões técnicas de longo prazo.

As Receitas de Prestação de Serviços cresceram 2,4% em doze meses para R$ 8,1 bilhões, abaixo do guidance (3,0% a 7,0%) impulsionada pelo aumento do volume de operações, com destaque para as receitas com administração de consórcios, custódia e corretagens e arrecadações. Destaca-se também, o desempenho positivo das receitas com conta corrente, reflexo da gestão do portfólio de produtos, de acordo com a segmentação de cada cliente. As Despesas com Pessoal/Outras Administrativas do 1T19 cresceram 5,7% em relação ao 1T18, acima do intervalo esperado, entre 0% e 4,0%. Dentre os motivos, o crescimento dos negócios, o reajuste de 5% do acordo coletivo de 2018/19, a evolução do quadro de funcionários, e a realização de programa de remuneração variável direcionado a rede de agências.

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