Volatilidade no mercado

MERCADO


Bolsa
A quarta-feira foi de volatilidade no mercado, com abertura animada pela expectativa em relação ao texto da reforma da Previdência e no final do dia, sob a influência da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), alertando para os riscos de desaceleração na economia global. Alguns especialistas internacionais já vêm batendo nesta tecla há algum tempo. Recentemente os dados divulgados para a indústria alemã foram mais fracos e as preocupações seguem em outros países da zona do euro, na China e Estados Unidos. Hoje a agenda econômica vem carregada de dados do exterior. Do lado doméstico, apenas o IPCA-15 com alta de 0,34% no M/M e de 3,73% no A/A. As bolsas lá de fora mostram predomínio de queda na zona do euro. O aumento na safra de resultados divulgados nestes dias deverá mexer com os respectivos papéis que somado à continuidade das discussões em torno da reforma, ditarão o rumo do mercado nesta quinta-feira.

Câmbio
A moeda americana também refletiu os efeitos dos mesmos assuntos que dominaram o dia, (citados acima), e no fechamento a cotação no mercado à vista subiu 0,42% para R$ 3,7319.

Juros
No mercado de juros futuros a reação aos eventos mais importantes do dia foi de cautela, levando a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 a 6,425% ante 6,380% na véspera. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,72%, de 8,561%.

 

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Gerdau (GGBR)
Resultados fracos no 4T18

A Gerdau divulgou, poucos minutos atrás, seu resultado do 4T18, que foi fraco como o esperado. A empresa teve uma forte redução nas vendas, que levou a perdas de margens e uma diminuição expressiva no lucro em relação ao trimestre anterior.
• No 4T18, a Gerdau apresentou um lucro líquido consolidado de R$ 389 milhões (R$ 0,23 por ação), que menor 61,0% menor que no trimestre anterior. A comparação com o 4T17 fica prejudicada, porque naquele período a Gerdau contabilizou um elevado impairment;
• Em 2018, a Gerdau também teve quedas nas vendas (2,5%), mas que foram compensadas por aumentos de preços em todas as unidades, permitindo um aumento de 25% na receita e um salto no EBITDA (54,1%). No ano, o lucro líquido foi de R$ 2,5 bilhões (R$ 1,46/ação), que foi 380,4% maior que em 2017.


Ultrapar (UGPA3)
Resultados do 4T18 e a concessão de dividendos

A Ultrapar divulgou seus resultados do 4T18 na noite de ontem, mostrando crescimento de receita, queda de margens e um forte aumento do lucro, comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Porém, foi a contabilização de itens não recorrentes que permitiu o crescimento do lucro do lucro líquido, tanto na comparação com o 3T18 quanto o 4T17.
• No 4T18, o lucro líquido consolidado da Ultrapar atingiu R$ 508 milhões (R$ 0,91 por ação), que foi 55,1% maior que no trimestre anterior e 28,9% superior ao 4T17.;
• Em 2018, as empresas da Ultrapar tiveram um período difícil, com forte perda de margem na principal controlada do grupo (Ipiranga). No ano, o lucro líquido foi de R$ 1.150 milhões (R$ 2,07/ação), 24,6% inferior ao número de 2017.;
• A Ultrapar deliberou o pagamento de R$ 380,3 milhões (R$ 0,70 por ação), com base nas posições acionárias de 28 de fevereiro. O pagamento do provento será feito no dia 13 de março.


CSN (CSNA3)
Resultados do 4T18 e uma operação de pré-pagamento

Os resultados da CSN no 4T18, divulgados na noite de ontem, mostraram números muito positivos, beneficiados pelo aumento dos preços do aço e do minério, além de ganhos não recorrentes com a venda de uma unidade, créditos tributários e com a alta das ações da Usiminas.
• No 4T18, a CSN obteve um lucro líquido de R$ 1.772 milhões (R$ 1,28 por ação), muito maior que os números do trimestre anterior (+135,9%) e do 4T17 (+369,6%);
• Foi determinante para o resultado positivo do trimestre e do ano da CSN a contabilização de itens não recorrentes. O mais importante deles foi referente à não inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/Confins, no valor de R$ 2,2 bilhões;
• Uma boa notícia para a redução do endividamento foi a conclusão das negociações com a Glencore, para o pré-pagamento de uma venda de 22 milhões de toneladas de minério em cinco anos. O valor da operação é de US$ 500 milhões. A CSN estimou que após o recebimento deste valor, sua relação Dívida Líquida/EBITDA caíra para 4,1x.


Arezzo (ARZZ3)
 Lucro líquido normalizado soma R$ 1,57 bilhão em 2018, aumento de 26,6% sobre 2017

A Arezzo registrou crescimento significativo nas principais contas operacionais e de resultados, mas o efeito do imposto de renda no 4T18 pesou sobre o resultado final no período e no acumulado do ano.

  • O Benefício fiscal obtido no 4T17 influenciou a base comparativa. Sem o efeito do benefício fiscal a empresa teria mostrado crescimento no resultado líquido.
  • Ontem, a ação ARZZ3 encerrou cotada a R$ 54,22 acumulando queda de 1,5% no ano.  Emitimos relatório com recomendação de COMPRA para a ação que ultrapassou nosso número. Estaremos revisando nossos números com base nos resultados de 2018.

Pão de Açúcar (PCAR4)
Resultado líquido consolidado de 2018 soma R$ 1,3 bilhão

  • O Grupo Pão de Açúcar registrou crescimento significativo nos seus segmentos de negócios com o melhor desempenho do Multivarejo nos últimos anos e ganho de market share.
  • A empresa divulgou perspectivas de crescimento em 2019 em todas suas áreas de negócio.
  • A ação PCAR4 encerrou ontem cotada a R$ 96,97 acumulado alta de 19,7% no ano.

Eztec (EZTC3)
Aquisição de 30% na Phaser Incorporação SPE da BV Empreendimentos e Participações por R$ 58,1 milhões

Após cumpridas determinadas condições precedentes previstas no Contrato de Compra e Venda, a Eztec passará a deter 76,25% do capital social da Phaser.

Em 06 de dezembro de 2018 a Eztec divulgou em fato relevante a expectativa de lançamentos para 2019, em Valor Geral de Vendas e considerando somente a participação da EZ TEC, na faixa de R$ 1,0 bilhão a R$1,5 bilhão.

A ação da EZtec encerrou ontem cotada a R$ 26,00 acumulando alta de 3,9% no ano.


Cielo S.A. (CIEL3)
Aprovação de Programa de Recompra de Ações

O Conselho de Administração da companhia reunido ontem, 20 de fevereiro de 2019, aprovou a abertura de dois novos Programas de Recompra de Ações, por meio do qual a Diretoria foi autorizada a adquirir, até 2.170.000 ações ordinárias, de sua própria emissão.

  • No primeiro Programa serão adquiridas até 1.100.000 ações com prazo de vigência entre 1º de março de 2019 e 10 de março de 2019, e no segundo Programa serão adquiridas até 1.070.000 ações com prazo de vigência entre 1º de agosto de 2019 e 10 de agosto de 2019.
  • A aquisição das ações tem como objetivo fazer frente aos compromissos assumidos pela Companhia no âmbito dos programas de remuneração, retenção e incentivo de seus colaboradores e administradores.
  • Se recompradas na totalidade, ao preço de R$ 11,10/ação, resulta num montante de R$ 24,1 milhões, bem abaixo da média diária de R$ 208,6 milhões de CIEL3 negociada na B3.

BRF S.A. (BRFS3)
S&P rebaixou ratings da companhia

A BRF comunica que em relatório divulgado ontem (20/fev), a agência de classificação de crédito internacional S&P Global Ratings rebaixou o rating da companhia em escala corporativa global de “BB” para “BB-” e o rating em escala corporativa nacional de “brAAA” para “brAA+. A perspectiva para ambos os ratings é estável.

  • Cotadas a R$ 22,66/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 18,4 bilhões, suas ações registram alta de 3,3% este ano. O preço justo de R$ 28,00/ação traz um potencial de valorização de 23,6%.
  • De acordo com a S&P, “apesar da venda de ativos, refinanciamento da dívida e melhoria gradual do desempenho operacional, o ratio dívida/EBITDA da BRF deve permanecer pressionado no intervalo entre 4,0x e 4,5x no final de 2019”.

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