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A relação política econômica de todos os governos

A politicagem sempre no caminho do Brasil

Em nosso relatório de abertura do ano de 2019 sobre Cenário Macroeconômico, na seção “Política e o Novo Governo – A importância dos homens e mulheres do presidente e a vidraça de cada um”, ficou evidente todo um novo cenário político, a renovação das casas Câmara e Senado e o grande capital político para se avançar nas reformas pretendidas, a inexperiência da grande bancada do PSL, partido do presidente, e as expectativas expressas nas pesquisas Datafolha e CNI / Ibope de que a situação econômica do Brasil iria melhorar nos próximos meses e a realização de um ótimo ou bom governo.

Contudo, o novo governo, como novo que é, mostrou algumas “trapalhadas” de largada, mas assimiladas dada a “vontade” de se fazer acontecer até que surgiram exemplos de “farinha do mesmo saco”, tais como, Flávio, Onix, Marcelo Antônio e agora Gustavo Bebianno. Não cabe aqui entrar no detalhe de cada um mas, com exceção de Flavio, foram nomes escolhidos para o conjunto da obra de um novo país “Pátria Amada Brasil” e tudo ainda está no seu início.

Evidente que preocupa ainda mais a interferência do “soldado do presidente”, que não é o recruta zero, mas o zero três, além da relação do zero um com o zero dois e o zero três, suas disputas pelos Diretórios e até a possibilidade da formatação de um novo partido para um “Bolsonarismo Puro”, demonstrando inclusive cortar até na própria pele se por um acaso o caso Flavio vier a ter um fim dramático.

Tudo isso para deixar claro que o Congresso pode não endossar todo esforço de mudanças e reformas se o novo governo não controlar os ânimos entre Família e “fiéis escudeiros”, pois do que seriam capazes em relação aos colegas se com os amigos o tratamento é esse ?!

Exemplo disso, em votação simbólica em 19/2 os deputados suspenderam um decreto presidencial que alterou as regras da Lei de Acesso à Informação, constituindo-se na primeira derrota do novo governo, com declarações de que não se governa por decreto e reação das lideranças às dificuldades de diálogo com o novo governo.

Preocupa ainda declarações do tipo …

“Ninguém foi chamado para discutir a reforma da Previdência antes de ela ser encaminhada para a Câmara” ou …

“Quem negocia nesse governo ? Tem gente que tem caneta, o Onyx (Casa Civil), o Major Vitor Hugo (líder do governo), mas quem deles tem tinta ? A dificuldade de definir isso é do presidente, é evidente. Enquanto eles não se organizarem será derrota atrás de derrota”.

Com a queda do secretário com status de ministro da Secretaria Geral da Presidência Gustavo Bebianno em 50 dias de novo governo, a articulação política desde a transição democrática não tinha as altas patentes militares tão próximas do comando e isso é muito bom, porque a Família não tem o discernimento e a disciplina que eles tem e trará estabilidade novamente (até a nova crise Familiar).

O mercado e o investidor percebe a “ordem unida”, pagou por isso em 19/2 vide bolsa e dólar e o próprio presidente da Câmara declarando que foi melhor assim, resolvendo-se logo a situação para dar andamento aos trâmites para a reforma da previdência.

Delfim Netto já abordava a relação entre política e economia, afirmando que o caminho para a
construção de uma sociedade civilizada não é econômico, e sim político. Como levar a sociedade a
escolher o caminho mais virtuoso que exige sacrifício e paciência ?

De vez em sempre, dependendo do momento político o Congresso se ocupa de propostas que
ignoram o interesse nacional e que gastam energia em um sinistro retrocesso civilizatório.

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Este relatório foi preparado pelo Departamento Econômico da Planner Corretora de Valores por profissional qualificado, e está sendo fornecido exclusivamente com o objetivo de informar. As opiniões, estimativas e projeções referem-se à data presente e estão sujeitas às mudanças como resultado de alterações nas condições de mercado, sem aviso prévio. As informações utilizadas neste relatório foram obtidas de fontes públicas, julgadas confiáveis e de boa fé. Contudo, não foram independentemente conferidas e nenhuma garantia, expressa ou implícita, são dadas sobre sua exatidão. O Departamento Econômico da Planner Corretora de Valores não se responsabiliza por quaisquer atos ou decisões tomadas com base neste relatório. Nenhuma parte deste relatório pode ser copiada ou redistribuída sem prévio consentimento do Departamento Econômico da Planner Corretora de Valores.
Economista – Ricardo Tadeu Martins, Corecon-SP 21.394-2, OEB 9.640.
Fontes deste relatório: FIESP, CONAB, Valor Econômico, Valor Data, Estadão, Folha, O Globo, IBGE, FGV, BCB, Pesquisa Focus, Economática, Atique & Mello Advogados, BMA Review, além das citadas no texto.