Itaúsa – Relatório de Análise

Trimestral melhor que o esperado reflete principalmente o resultado de equivalência do Itaú Unibanco 

A Itaúsa registrou no 4T18 um lucro líquido recorrente de R$ 2,7 bilhões, acumulando em 2018 R$ 9,4 bilhões, com crescimento de 5,7% em relação a 2017. Nesta base de comparação o ROAE recorrente manteve-se estável em 18,1%. Um trimestre acima do esperado e que refletiu o bom resultado do Itaú Unibanco e das companhias investidas não financeiras. Revisamos nosso preço justo de R$ 14,54/ação para R$ 16,00/ação, e seguimos com recomendação de COMPRA.

Dividendos e JCP. Somaram R$ 8,4 bilhões pagos e a pagar relativos ao exercício de 2018 (R$ 1,0/ação), com crescimento de aproximadamente 28% em relação a 2017, equivalente a um payout de 94% e um retorno de 7,4% (base dez/18). Nesse contexto não existe qualquer previsão de chamada de capital em 2019, como foi feita em 2018, dado uma posição de caixa de R$ 936 milhões em dez/18. Ressalte-se, no entanto, que a companhia não descarta alguma aquisição ainda este ano, citando como exemplo o setor de gás, havendo então a necessidade de funding.

Concluída a alienação do controle da Elekeiroz, com valor atribuído de R$ 160 milhões, com base no Enterprise Value; e a venda da participação da Itautec na Oki Brasil. Em dezembro de 2018, a Itautec concluiu a venda da parcela remanescente de 10,3% detida pela Itautec na Oki Brasil, deixando de atuar nos segmentos de automação comercial e bancária e de serviços de tecnologia.

Término de usufruto sobre ações do Itaú Unibanco. Em 2008 a Itaúsa conferiu ações do Itaú Unibanco (IU) à IUPAR com usufruto de dividendos/JCP por 10 anos. Em nov/18 houve o término do usufruto de ações do Itaú Unibanco equivalentes a 15,3% de participação indireta no IU. Com isso a Itaúsa passa a receber os JCP diretamente e estima um aumento no recolhimento de PIS/Cofins de aproximadamente R$ 120 milhões/ano (efeito caixa).

 

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