Ibovespa tem queda de 3,7%

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa sofreu forte pressão ontem, com notícias negativas do lado da Vale, levando a ação a uma queda de 4,9%, somada à continuidade dos problemas no exterior. O mercado começou a precificar também a possibilidade de eventuais dificuldades na aprovação da proposta da reforma da Previdência. No fechamento o mercado registrou queda de 3,74% aos 94.636 pontos, com giro financeiro de R$ 17 bilhões. Hoje a agenda econômica traz a inflação de janeiro (IGP-DI0 com alta de 0,07% no M/M e de 6,56% no acumulado de 12 meses. Ontem o BC manteve a Selic estável em 6,50%, conforme esperado. As bolsas internacionais mais uma vez operam “pesadas” na zona do euro com notícias negativas do lado da Alemanha, com queda inesperada na produção industrial do País. O noticiário a respeito das negociações do Brexit, também não são animadoras. Com esse pano de fundo os mercados podem ter mais um dia nervoso.

Câmbio
Na contramão da bolsa, o dólar registrou alta de 1,11% cotado a R$ 3,7049 no mercado à vista. Os mesmos fatores que pesaram sobre a B3 ditaram o rumo da moeda americana, com investidores buscando proteção aos riscos.

Juros
Na expectativa da decisão para a taxa Selic o mercado de juros ficou perto da estabilidade no curto prazo com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 passando de 6,370% para 6,375%. Para jan/25 a taxa subiu de 8,612% para 8,72%.

 

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


BRF S.A. (BRFS3)
Tyson compra operações da BRF na Tailândia e Europa

A companhia celebrou um Contrato de Compra e Venda com Tyson International Holding Co., para a alienação de 100% das ações detidas pela BRF em sociedades localizadas na Europa e Tailândia, que desenvolvem atividades de processamento de alimentos e abate de aves, por um Enterprise Value de US$ 340,0 milhões.

  • Cotadas a R$ 24,18/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 19,7 bilhões, suas ações registram alta de 10,3% este ano.
  • Mais uma alienação em linha com o Plano de Desinvestimentos da companhia, o qual contempla a venda de ativos non-core, capital de giro e securitização de recebíveis, que no conjunto, resultarão em R$ 4,1 bilhões – abaixo dos R$ 5,0 bilhões inicialmente previstos.
  • Em função disso, a alavancagem da companhia ficará em torno de 5,0x no 4T18, incluso os efeitos pro forma de todas as vendas de ativos já anunciadas, e aproximadamente 3,65x no 4T19, representando um adiamento de 6 (seis) meses para o alcance das metas divulgadas em 29 de junho de 2018.

EDP-Energias do Brasil S.A. (ENBR3)
Licença de instalação da linha de transmissão da EDP Transmissão MA II S.A.

A EDP recebeu no dia 01 de fevereiro de 2019, a Licença de Instalação (LI) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), para a empresa EDP Transmissão MA II S.A. referente à Linha de Transmissão 230 KV SE Miranda II – SE São Luís II e Subestação São Luís IV, no estado do Maranhão.

  • Positivo, dado que no cronograma da Aneel a obtenção da LI estava prevista para até fevereiro de 2020, o que reflete em uma antecipação de 12 meses do início da obra frente ao prazo regulatório.
  • Cotadas a R$ 16,95/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 10,3 bilhões, suas ações registram alta de 20,8% este ano. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 11,5x e VE/EBITDA de 5,9x.

Petrobras (PETR4)
Entrevista com o novo presidente e os rumos da empresa

O novo presidente da Petrobras deu uma longa entrevista ao jornal Valor, publicada na edição de hoje, onde tece considerações sobre questões fundamentais para a empresa.

  • A nosso ver, a entrevista mostrou que os principais objetivos desenvolvidos pela Petrobras nos últimos anos (política de preços, foco na desalavancagem e redução de custos) serão mantidos, o que é muito positivo;
  • Alavancagem: Continua o foco na redução dívida, já que produtores de commodities não podem ter endividamento elevado.  O ponto ideal seria de 1,5x a relação Dívida Bruta/EBITDA.  Ao final do 3T18 este número era de 3,6x
  • Ações da Braskem: Ao preço certo o ativo será vendido.  A Petrobras não tem interesse em negociar parte de sua participação nem receber ações da LyondellBasell como pagamento;
  • BR Distribuidora: Esta senda avaliada a posição da Petrobras neste ativo e ainda neste semestre será tomada uma decisão.

Klabin (KLBN11)
Resultados do 4T18, destaque para a redução da alavancagem, dado o maior EBITDA recorrente

Mesmo com um ano desafiador, em função de incertezas políticas internas e diante de um cenário externo também instável por conta da continua briga comercial entre Estados Unidos e China, alguns drivers importantes trouxeram certa influencia positiva para os resultados da Klabin.

Destaques Financeiros 4T18:

  • Receita líquida: R$ 2,8 bilhões (-1% t/t e +21% a/a);
  • EBITDA Ajustado: 1,1 bilhão (-9% t/t e 33% a/a), margem EBITDA Ajustada de 41%;
  • Lucro líquido: R$ 913 milhões (R$ 104 milhões no 3T18 e -R$ 83 milhões no 4T17);
  • Endividamento líquido: R$ 12,4 bilhões;
  • Endividamento líquido/EBITDA (UDM): 3,1x.

Ontem a unit da Klabin (KLBN11: 1ON + 4 PN’s) encerrou cotada a R$ 19,35 acumulando valorização de 21,9% neste ano. O valor de mercado atual da companhia é de R$ 22,9 bilhões e suas ações estão sendo negociadas a 3,38x o valor patrimonial.


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