Copom: Decisão de 6/2 não trouxe surpresas

Não há necessidade de aumento

Decisão do Copom ontem não trouxe surpresas, cenário mantém-se benigno

A reação do Copom era óbvia; manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano e por unanimidade, pois não tinha e não terá por que aumentar taxa de juros em 2019, pelo cenário que temos pela frente.

O cenário interno está tranquilo, inflação e câmbio sem pressões que interessem, expectativas de inflação ancoradas até 2021, alta ociosidade da indústria, taxa de desemprego em desaceleração moderada e novo governo começando a endereçar a reforma da previdência.

Neste caso, é claro que qualquer contratempo por conta da reforma, por menor que seja, os mercados reagirão “incorporando ganhos”, nada desprezíveis, como ocorreu ontem (6/2) na B3, assim como buscar proteção no câmbio.

O “demorar mais tempo” do que o previsto ou “não aproveitar o que já está tramitando” no Congresso faz parte do cenário e até pouco tempo a expectativa era “se conseguir votar a reforma em 2019”. Investidores inclusive “pagam” uma reforma modesta. Contudo, a intensão é fazer um trabalho que não gere retrabalho, ou seja, tentar fazer uma reforma que prevaleça bom tempo.

No cenário externo, as preocupações do Copom minimizaram em relação às taxas de juros, principalmente pelo FED, onde é quase certo que também não promova mais reajustes em 2019, além de BCE, BoE e BoJ não terem motivos da mesma forma, face a desaceleração provocada pelas incertezas da guerra comercial EUA e China.

Ou seja, EUA e China colaboram para a manutenção da taxa de juros em economias desenvolvidas, mas por outro lado criaram uma situação altamente preocupante não só para seus negócios, mas para o comércio internacional inteiro. Os dois países sabem que foram muito além do que deveriam nessa guerra comercial e agora buscam chegar a um acordo o mais rápido possível.

A China sabe que tem problemas internos sérios e sabe que é a grande perdedora nessa guerra.

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Economista – Ricardo Tadeu Martins, Corecon-SP 21.394-2, OEB 9.640.Fontes deste relatório: FIESP, CONAB, Valor Econômico, Valor Data, Estadão, Folha, O Globo, IBGE, FGV, BCB, Pesquisa Focus, Economática, Atique & Mello Advogados, BMA Review, além das citadas no texto.