Banco ABC Brasil – Relatório de Análise

Resultado de 2018 impactado positivamente por redução do custo do crédito e crescimento das receitas de serviços

O Banco ABC Brasil registrou no 4T18 um lucro líquido recorrente de R$ 121,4 milhões, com crescimento de 4,6% em relação ao 3T18 e de 9,8% frente o 4T17. Mais um bom resultado, em linha com o esperado, e que refletiu a redução de PDD e por crescimento das receitas de serviços, parcialmente compensado pela redução da Margem Financeira com o Mercado. Em 2018 o lucro líquido recorrente somou R$ 457,8 milhões (+5,7% sobre 2017) e em linha com os R$ 460,0 milhões que estimávamos. O Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) recorrente foi de 13,3% no 4T18 e de 13,2% em 2018. O ambiente de crédito em 2019 deve melhorar por conta de maior crescimento da economia norteando os negócios. Nesse contexto elevamos o preço justo de R$ 22,00/ação para R$ 24,00/ação, e seguimos com recomendação de COMPRA para as ações do banco.

Demanda por crédito no ano passado manteve-se aquém do esperado. O banco registrou um crescimento da Carteira Expandida em 2018 de 7,0% para R$ 26,2 bilhões, abaixo do intervalo previsto – entre 9% e 13%. Destaque para o crescimento de 29,6% no segmento Corporate compensando a alta de 2,4% no segmento Large Corporate. Para 2019 as expectativas apontam para um crescimento do crédito entre 11% e 15%. A inadimplência medida pelas operações vencidas a mais de 90 dias segue controlada, em patamar mais baixo dos últimos três anos. Terminou o ano em 0,4% sendo de 0,5% no segmento Large Corporate e 0,3% no Corporate. Na mesma base de comparação o saldo total de PDD sobre a carteira de empréstimos era de 2,9% abaixo de 3,3% em dez/17.

As Despesas de Pessoal e Outras Administrativas operacionais cresceram 6,0% em 2018 no teto das projeções, refletindo a inflação no período e o aumento dos colaboradores, de 578 em dez/17 para 598 em dez/18. Para 2019 as projeções apontam para um crescimento entre 4% e 6%. A Margem Financeira Gerencial antes de PDD caiu em ambas às bases de comparação e reflete o crescimento do crédito aquém do esperado. As Despesas com Provisão para Devedores Duvidosos somaram R$ 118,2 milhões em 2018, com queda de 46% em relação a 2017, contribuindo de forma importante para a formação do lucro do período.

A Margem Financeira Gerencial após PDD mostrou estabilidade em 2018 (+1,3% para R$ 859,7 milhões). Nesse contexto, a NIM (taxa anualizada da margem financeira gerencial) caiu de 3,6% no 3T18 para 3,5% no 4T18 e reduziu de 4,2% em 2017 para 3,7% em 2018. O banco tem operado com melhor mix e buscando maiores volumes para melhorar esse patamar de margem ao longo de 2019. As Receitas de Serviços somaram R$ 361,1 milhões em 2018, com crescimento de 17,6% ante R$ 306,9 milhões de 2017. O Banco de Investimentos foi um dos destaques, com a receita de Mercado de Capitais e M&A em 2018 totalizando R$ 90,2 milhões, 59% superior a 2017. As receitas com tarifas cresceram 18% e +6% nas garantias prestadas.

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