Ibovespa mostra recuperação

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa mostrou recuperação ontem fechando com alta de 0,20% aos 95.639 pontos, com giro financeiro de R$ 17 bilhões. O mercado começa agora a precificar os resultados corporativos de 2018 com o início da safra de balanços. Este componente deverá influenciar o rumo da B3 nas próximas semanas, considerando que a tendência é de resultados crescentes para a maioria das empresas e expectativa positiva para este ano. A agenda econômica traz hoje indicadores de confiança na zona do euro e dados importantes do lado dos Estados Unidos. Do lado doméstico saiu o IGP-M de janeiro com alta de 0,01% no M/M e de 6,74% no A/A. As bolsas internacionais mostram comportamento misto neste dia, na expectativa de decisões vindas da reunião do Federal Reserve o que deverá manter os mercados em compasso de espera. É importante lembrar que os parlamentares retornam às atividades na semana que vem, assuntos importantes deverão entrar na pauta, com destaque para a reforma da Previdência.

Câmbio
O dia foi de queda do dólar em relação ao real (1,28%) com a moeda americana fechando cotada a R$ 3,7194. A agenda no exterior com destaque para o final da reunião de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira que pode dar sinalização para os juros americanos. O dólar para fevereiro fechou em queda de 1,10%, a R$ 3,7200.

Juros
As taxas dos contratos futuros de juros fecharam o dia em queda. A taxa para jan/20 passou de 6,48% para 6,46% e na ponta mais longa (jan/25) a taxa recuou de 8,92% para 8,83%.

 

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


Petrobras (PETR4)
A companhia conseguiu cancelar autuações de R$ 11,9 bilhões no CARF

Por maioria de votos, os conselheiros da 1ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção cancelaram três autuações fiscais sobre aluguel de plataformas petrolíferas. Juntas, somam R$ 11,9 bilhões, de acordo com o Formulário de Referência de 2017 da empresa.

A vitória desta terça-feira é importante para a Petrobras por ser mais um precedente para levar derrotas que sofreu à Câmara Superior do Carf.

Ontem a ação PETR4 encerrou cotada a R$ 25,37 com valorização de 11,9% neste ano. Temos recomendação de COMPRA para  a ação com preço justo de R$ 33,00.


Suzano Papel e Celulose (SUZB33)
Emissão de títulos da dívida no valor de US$ 750 milhões

Ontem (29) a Suzano informou a realização da emissão adicional de títulos de dívida por meio da Suzano Austria GmbH no âmbito da 6.000% Senior Notes due 2029, cuja finalidade é para repagar dívidas.

Características da emissão:

  • Volume: US$ 750 milhões;
  • Remuneração: Taxa de 5,465% a.a., a serem pagos semestralmente, nos meses de janeiro e julho;
  • Vencimento: Em 15 de janeiro de 2029.

O endividamento líquido da pro forma da Suzano é de R$ 52,988 bilhões, equivalente a uma alavancagem de 3,3x, dado o EBITDA ajustados dos últimos 12 meses de R$ 16,2 bilhões e margem de 51,2%.

Ontem a ação da Suzano (SUZB3) encerrou cotada a R$48,01 acumulando valorização de 26,1% em 2019, visto que no ano anterior a alta acumulada foi de 104,7%. O valor mercado atual da companhia é de R$ 64,8 bilhões e suas ações estão sendo negociadas a 4,94x o valor patrimonial.


Santander Brasil (SANB11)
Mais um bom resultado no 4T18 em linha com o esperado

O Santander registrou no 4T18 um lucro líquido gerencial de R$ 3,4 bilhões (ROAE de 21,1%) em linha com o esperado, e crescimento de 9,5% ante R$ 3,1 bilhões do 3T18 (ROAE de 19,5%). Assim, em 2018, o lucro líquido gerencial cresceu 24,6% para R$ 12,4 bilhões, com evolução de 3,0pp no ROAE para 19,9%, desempenho explicado por incremento das receitas através da expansão da base de clientes aliado a maior eficiência operacional.

  • Em base trimestral o resultado do 4T18 foi impactado positivamente pelo incremento de 14,3% das Receitas de Serviços para R$ 4,7 bilhões, compensando aumento de 14,1% da PDD para R$ 3,0 bilhões, com consequente redução de 3,1% na Margem Financeira Líquida que somou R$ 7,8 bilhões, aumento de 9,3% das Despesas Gerais (Pessoal/Administrativas) em percentual acima da inflação. Temos recomendação de compra e preço justo de R$ 49,00/unit.
  • A carteira de crédito cresceu 2,3% em base trimestral e 12,0% em doze meses para R$ R$ 305,3 bilhões, sensibilizada (i) pelo efeito da variação cambial; (ii) pela evolução no segmento das Pessoas Físicas e do financiamento ao consumo; que compensaram a redução dos empréstimos às Grandes empresas.
  • O spread de crédito em base trimestral manteve-se estável em 9,7% com alta de 0,5pp para 9,9% em 2018 ante 2017. O índice de eficiência registrou queda no trimestre, mas melhora em 2018.
  • A inadimplência medida pelos atrasos acima de 90 dias, subiu de 2,9% para 3,1% (em base trimestral) refletindo a maior participação do segmento de pessoa física na carteira de crédito e pelo mix de produtos. Os indicadores de qualidade da carteira permanecem sob controle em função de adequada gestão de risco.

Cemig (CMIG4)
Cia deve retomar oferta da Light após divulgação do 4T18

Segundo divulgado na mídia, a Cemig espera retomar a oferta de ações primária e secundária da Light após a divulgação dos resultados do 4T18, de acordo com o diretor de Finanças de Relações com Investidores da companhia, Mauricio Fernandes Leonardo Junior.

  • A Light é um dos ativos da lista de desinvestimentos da Cemig, no âmbito da estratégia de redução de sua alavancagem financeira.
  • Cotadas a R$ 14,08/ação (valor de mercado de R$ 20,5 bilhões), suas ações (CMIG4) registram alta de 1,6% este ano e 100,6% em doze meses. O preço justo de R$ 16,00/ação traz um potencial de valorização de 13,6%. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 10,6x e VE/EBITDA de 7,8x.

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