Ibovespa sofre pressão da queda da barragem em MG

MERCADO


Bolsa
Na reta final de janeiro, o Ibovespa sofreu a pressão da queda da barragem em MG, levando as ações da Vale a uma queda de 24,52% no dia. Além disso, o mau humor do lado externo com a sinalização de desaceleração da economia global e os preços das commodities pesaram sobre o mercado. O Ibovespa encerrou o dia em queda de 2,29%, aos 95.444 pontos, mas ainda acumula valorização de 8,60% em 2019. O volume de negócios somou R$ 24,3 bilhões, bem acima da média dos últimos meses. Ainda nesta manhã sai a taxa de inadimplência de empréstimos pessoais (+ de 90 dias) em dezembro. Nos EUA, os indicadores são pouco relevantes. As bolsas internacionais mostram alta na zona do euro nesta manhã e fechamento misto na Ásia. De nosso lado, a pressão do noticiário do último final de semana poderá ainda poderá ainda afetar o mercado, que já tem o início da safra de resultados de 2018.

Câmbio
O dia foi de volatilidade na moeda americana que encerrou a sessão com alta de 0,14%, cotada a R$ 3,7678. Neste caso, a influência veio novamente da questão EUA x China. O dólar para fevereiro cedeu 0,30%, a R$ 3,7615.

Juros
O mercado de juros futuros fechou com as taxas perto da estabilidade no curto prazo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em jan/20 projetou taxa de 6,48%, ante 6,46% do ajuste de sexta-feira e para jan/25 a taxa passou de 8,87% para 8,93%.

 

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


Petrobras (PETR4)
Incêndio no Terminal Intermodal da Serra (ES)

De acordo com o comunicado, os impactos financeiros não foram relevantes, e a companhia avalia as medidas de reposição para não prejudicar as operações do terminal.

Ontem a ação PETR4 encerrou cotada a R$ 24,77 acumulando alta de 9,2% em janeiro. Ontem a queda foi de 3,0%. Temos recomendação de COMPRA para a ação com preço justo de R$ 33,00 com valorização potencial de 33,2%.


Lojas Renner (LREN3)
Plano de abertura de 2 lojas na Argentina (Buenos Aires e Córdoba) 

Motivada pelo sucesso das vendas no Uruguai a Lojas Renner decidiu pela abertura de duas lojas na Argentina, uma em Buenos Aires e outra na cidade de Córdoba.

Acreditamos que, a despeito da crise econômica na Argentina, o perfil de negócio da Renner poderá ganhar espaço nos dois países nos próximos anos, considerando a grande variedade de itens oferecidos e o baixo ticket médio.  É importante mencionar que o investimento por loja é relativamente baixo (entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões por unidade de tamanho médio de 2 mil m2), segundo informações da empresa.

Ontem a ação LREN3 encerrou cotada a R$ 36,43 acumulando valorização de 6,8% em janeiro. No dia a alta foi de 1,9%. Temos recomendação de COMPRA para a ação com preço justo de R$ 39,00 com valorização potencial de 7,1%.


Vale (VALE3)
Pressão sobre os eurobonds da companhia

Os eurobonds da Vale caíram para o território de dívidas junk, mesmo antes de as agências de rating decidirem retirar o status de grau de investimento da mineradora brasileira.  O Yield dos eurobonds com vencimento em 2023 subiu para 3,2%, quase igualando a média de 3,39% para empresas classificadas duplo B.

  • A S&P colocou o rating BBB- da Vale, o menor nível do grau de investimento, em creditwatch negativo;
  • A Fitch cortou a mineradora para BBB- e com colocou um watch negativo;
  • A Moody’s tem um rating Baa3 com perspectiva estável.

A ação da companhia despencou 24,5% ontem fechando cotada R$ 42,38. No ano a queda é de 16,9%. Somente ontem o valor de mercado da companhia reduziu em R$ 71 bilhões, ficando em R$ 218,7 bilhões.


Cielo (CIEL3)
Resultado do 4T18 reflete ambiente mais competitivo

A Cielo registrou no 4T18 um lucro líquido ajustado de R$ 724,1 milhões, com queda de 30,6% em relação ao 4T17 e baixa de 10,9% ante o 3T18, reflexo da redução de volume transacionado (em 12 meses) que resultou em leve queda de receita líquida. Some-se uma maior evolução dos gastos totais e a redução do resultado de aquisição de recebíveis, num ambiente competitivo mais intenso que tem levado a uma maior pressão nos preços.

  • O ano de 2018 foi de forte ajuste, um período de construção de valor e alteração do modelo de negócios. O cenário macroeconômico mostrou-se desafiador ao mesmo tempo em que a concorrência aumentou. Sua estratégia passa por maiores investimentos em ações de marketing e um reposicionamento competitivo comercial, dada à dinâmica de mercado.
  • O foco é a busca da liderança nos segmentos pouco explorados pela companhia e, ao mesmo tempo, defender sua posição de liderança. Nesse contexto, destaque para a venda de 483 mil maquininhas na Stelo em seu primeiro ano de operação como subsidiária integral da Cielo. A companhia escolheu três princípios norteadores: (i) o cliente no centro, (ii) eficiência e (iii) evolução digital.
  • Dessa maneira, considerando o resultado, a dinâmica atual de crescimento do volume financeiro, o incremento dos gastos totais e a elevação do custo de capital de 10,50% para 11,00% reduzimos o preço justo de R$ 18,00/ação para R$ 16,00/ação e permanecemos com recomendação de COMPRA.
  • Em 2018, a Cielo aprovou proventos fixos no valor de R$ 3,5 bilhões. No 1T19, será paga a última parcela no montante de R$ 875,0 milhões referente ao 4T18, com retorno trimestral de 2,95%;
  • Ao final do trimestre a dívida líquida da companhia era de R$ 5,0 bilhões equivalente a 1,1x o seu EBITDA.

Cesp (CESP6)
Conselho aprova Plano de Demissão Voluntária

O Conselho de Administração da Cesp, em reunião realizada ontem (28/janeiro), aprovou novo plano de demissão voluntária (PDV). Poderão aderir os atuais colaboradores da companhia que preencherem os requisitos estabelecidos no regulamento do PDV.

  • Segundo comunicado, “esta iniciativa está inserida no âmbito do processo de transferência do controle acionário, ocorrido em 11 de dezembro de 2018, e do processo de transformação da companhia”.
  • Cotadas a R$ 21,75/ação (valor de mercado de R$ 7,1 bilhões) as CESP6 registram queda de 0,2% este ano e alta de 43,3% em doze meses.

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