As principais notícias do mercado estão aqui, para você começar o dia bem informado.

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa teve um dia de volatilidade, mas retomou o caminho de alta, fechando aos 93.806 pontos, com valorização de 0,21% e giro financeiro de R$ 14,5 bilhões. Com noticiário fraco, os assuntos giraram em torno dos fatos repetidos nos dias anteriores, seguindo as apostas na condução do novo governo. Destaque para o retorno de investidores estrangeiros, com ingresso de R$ 715,6 milhões na B3 no dia 08/01. Os preços do petróleo voltaram a subir na ICE (Brent) e na Nymex (WTI), com altas superiores a 1,0%. Na agenda interna hoje, o IPCA de dezembro em 0,15% M/M acumulando 3,75% A/A e nos EUA destaque para o IPC de dezembro. As Bolsas na Europa e futuros americanos operam em alta. Por aqui as condições de mercado são positivas, norteadas por inflação contida e anúncio de que o governo não vetará venda da Embraer.

Câmbio
O dólar voltou a subir ontem, após sucessivas quedas neste começo de ano. No fechamento, a moeda no mercado à vista marcou alta de 0,66% aos R$ 3,7076, mas ainda acumula desvalorização de 4,33% em 2019.

Juros
O mercado de juros futuros voltou a subir. O DI com vencimento em janeiro de 2020 apontou taxa de 6,63%, ante 6,58% do ajuste no dia anterior. Já para jan/25 o DI estava em 8,98%, contra 8,89% do ajuste anterior.

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


Embraer (EMBR3)
Aprovação da fusão com a Boeing pelo governo brasileiro. Expectativa de crescimento para as duas empresas em mercados globais.

A Embraer confirmou ontem que a parceria estratégica com a Boeing foi aprovada pelo governo brasileiro. A expectativa da empresa é que a negociação seja concluída até o final de 2019.

As duas empresas firmaram no mês passado, os termos da joint venture contemplando a aviação comercial da Embraer e serviços associados. A Boeing terá participação de 80% na nova empresa e a Embraer, os 20% restantes.

A Embraer e a Boeing também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint venture para promover e desenvolver novos mercados para o avião multimissão KC-390. De acordo com a parceria proposta, a Embraer deterá 51% de participação na joint venture e a Boeing, os 49% Restantes.

Segundo a Embraer, a parceria estratégica com a Boeing irá possibilitar a ambas as empresas acelerar o crescimento em mercados aeroespaciais globais.

A ação EMBR3 sofreu fortes oscilações durante este processo com queda de 3,2% neste começo de ano, cotada a R$ 20,99 ontem. A confirmação da fusão, embora prevista para até o final do ano, poderá favorecer o preço do papel.


Alpargatas (ALPA4)
Venda do segmento de botas profissionais por R$ 5,1 milhões para a empresa M2JF Participações

A venda do segmento de botas profissionais “marca sete léguas” com valor irrelevante, marca a saída da Alpargatas deste ramo. O valor foi de R$ 5,097 milhões.

A negociação incluiu a venda dos Equipamentos e Propriedade Industrial relacionados a tal negócio, sendo que a Alpargatas manterá a produção e fornecimento de produtos por um período de até 18 meses.

Ontem a ação ALPA4 encerrou cotada a R$ 19,00 com valorização de 11,6% neste ano.


Gol (GOLL4)
Revisão projeções para 2019 e 2020

A companhia revisou suas projeções financeiras para os anos de 2018 e 2019 e fornece projeções financeiras preliminares para o ano de 2020, destacando as principais métricas que impactam seus resultados.

Algumas premissas mostram melhora nos próximos anos, com a oferta e expectativa de demanda. Destaque para a melhora esperada nas margens, mas também está sendo projetado um aumento na alavancagem. O setor é altamente dependente do petróleo e do câmbio.

Ontem a ação GOLL4 encerrou cotada a R$ 23,25 com queda de 7m4% neste ano. Em 2018 a ação valorizou 71,9%.


Direcional Engenharia (DIRR3)
Prévia operacional de 2018 mostra forte crescimento em lançamentos e vendas

Os números operacionais da Direcional Engenharia mostram crescimento de 72% em lançamentos e 59% em vendas contratadas em 2018 sobre 2017. São números bastante positivos se considerado o momento da economia brasileira.

Principais destaques:

·         Lançamentos: R$ 1,9 bilhão (+72%)

·         Vendas contratadas: R$ 1,5 bilhão (+59%)

·         Recorde de vendas líquidas no MCMV 2 e 3, totalizando R$ 359 milhões no 4T18 e R$ 1,2 bilhão em 2018

·         A VSO líquida do segmento MCMV 2 e 3 atingiu 20% no 4T18 (+4 p.p. em relação ao 3T18)

·         A Direcional encerrou o 4T18 com 8.880 unidades em estoque, totalizando VGV de R$ 1,8 bilhão.

 

Os bons números operacionais deverão se traduzir em resultados crescentes e acumulado de 2018.  A Direcional vem registrando bons resultados historicamente.

A ação DIRR3 encerrou ontem cotada a R$ 8,30 com valorização de 10,7% neste ano. Em 2018, a ação valorizou 45,9%.


Concessões rodoviárias:
Forte contração do tráfego em dezembro

Conforme os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o tráfego total nas estradas brasileiras pedagiadas em dezembro caiu 3,7%, comparado ao mesmo mês de 2017.

  • Os números de dezembro/18 foram muito fracos, com queda expressiva na movimentação de veículos leves (3,6%) e também nos pesados (4,1%), em relação ao mesmo mês do ano anterior;
  • Estes dados são indicativos ruins para os resultados das empresas abertas do setor (CCR, Ecorodovias e Triunfo) no 4T18;
  • O tráfego nas estradas brasileiras estava em acelerado crescimento até a greve dos caminhoneiros no final de maio.  Após este evento, não houve a retomada esperada.  Com isso, o tráfego no ano ficou negativo em 1,9%, devido à queda no fluxo de veículos leves (2,7%), já que nos pesados ocorreu um crescimento de 0,4%.

Camil Alimentos S.A. (CAML3)
3T18 reforça crescimento de volume e margens

A Camil Alimentos S.A. reportou seu resultado do 3T18 referente aos meses de setembro, outubro e novembro de 2018, com destaque, mais uma vez, para o crescimento de volume e melhora das margens operacionais.

  • Este ano até ontem (10/jan) suas ações registram alta de 7,1% para R$ 7,55/ação (valor de mercado de R$ 3,1 bilhões). O preço justo de R$ 10,70/ação corresponde a um potencial de alta de 41,7%.
  • Conforme destacado, o 3T18 foi marcado pelo crescimento de volumes em todas as categorias de produtos da companhia, exceto arroz no Brasil (-17,9% no trimestre e -7,4% em doze meses). A companhia já havia um mês de novembro atípico para o segmento de arroz. Os volumes vendidos nos demais segmentos de produtos seguem em recuperação gradual.
  • Os principais números de resultado do 3T18 em relação ao 3T17 foram: Receita Líquida de R$ 1,3 bilhão (+9,3%); Lucro Bruto de R$ 319,9 milhões (+11,9%); EBITDA de R$ 151,4 milhões (+17,5%), com margem de 12,0%; Lucro Líquido de R$ 150,3 milhões (+109,0%).
  • O resultado financeiro ficou positivo em R$ 18,8 milhões no 3T18 e se compara à despesa financeira líquida de R$ 12,6 milhões no 3T17. Os investimentos somaram R$ 42,7 milhões no trimestre. Ao final de nov/18 a dívida líquida da companhia era de R$ 924,6 milhões, equivalente a 1,9x o EBITDA.

Cesp (CESP6)
Controladora VTRM pede registro de OPA

A companhia VTRM Energia Participações S.A. (VTRM), nova controladora direta e indireta da Cesp, protocolizou ontem (10/jan), pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações ordinárias e preferenciais classe B de emissão da companhia (OPA) na CVM e na B3.

  • A OPA terá por objeto a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias e das ações preferenciais classe B de emissão da Cesp, exceto aquelas de titularidade da VTRM e das pessoas a ela vinculadas e ações em tesouraria, cumprindo assim, as formalidades legais e estatutárias aplicáveis à alienação do controle da Companhia.
  • Por se tratar de OPA por alienação de controle e de acordo com os termos e condições do Estatuto Social da Cesp, a VTRM oferecerá aos acionistas titulares de (i) ações ordinárias um preço equivalente a 80% do maior valor pago por ação no âmbito da transferência de controle da Companhia; e (ii) ações preferenciais classe B um preço equivalente a 100% do maior valor pago por ação no âmbito da transferência de controle da companhia.
  • Lembrando que a VTRM adquiriu o controle da Cesp por R$ 1,72 bilhão equivalente a R$ 14,78/ação. Esse preço está abaixo da cotação de CESP6 de ontem (10/jan) de R$ 21,70/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 7,1 bilhões.

BRF S.A. (BRFS3)
Venda da controlada Campo Astral por EV de US$ 35,5 milhões

A BRF celebrou ontem (10/jan) contratos para a venda de sua controlada Campo Austral S.A. que produz alimentos à base de suínos na Argentina. O Valor da Empresa (Enterprise Value) considerado para essa transação foi de US$ 35,5 milhões.

  • A Campo Austral opera 3 plantas localizadas em Florencio Varela, San Andrés de Giles e Pilar, todas na Argentina, com capacidade de abate de 2.300 suínos/dia e de processamento de 2.144 toneladas/mês, incluindo produtos como embutidos e carne in natura.
  • Cotadas a R$ 23,45/ação (valor de mercado de R$ 19,0 bilhões) suas ações (BRFS3) registram alta de 6,9% este ano e queda de 40,4% em doze meses. O preço justo de R$ 28,00/ação traz um potencial de valorização de 19,4%.
  • Com isso, a BRF conclui o anúncio de venda de todos os seus ativos localizados na Argentina. O Valor da Empresa (Enterprise Value) agregado para todas as operações anunciadas naquele país, considerando Quickfood, Avex e Campo Austral, totalizou US$ 145,5 milhões.

Conab
4ª estimativa para a Safra 2018/19 indica produção de 237,3 milhões de toneladas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 1,12 milhão de toneladas sua estimativa para a produção brasileira de grãos para a Safra 2018/19, de 238,4 milhões para 237,3 milhões de toneladas, uma redução de 0,5% em relação à estimativa anterior.

Mesmo assim, quando comparado com a Safra 2017/18, o crescimento deverá ser de 4,2%, equivalente a 9,5 milhões de toneladas. Já a área plantada está prevista em 62,5 milhões de hectares, um aumento de 1,2%, em relação à Safra 2017/18, equivalente a um incremento de 732,6 mil hectares, principalmente explicado pelos aumentos nas áreas de algodão e soja.


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