Mercado mantem cautela sobre acordo entre EUA e China

As principais notícias do mercado estão aqui, para você começar o dia bem informado.

MERCADO


Bolsa
A bolsa fechou em alta nesta terça-feira, revertendo parte da queda do dia anterior, em sessão de grande volatilidade. Do lado positivo as ações dos bancos, Eletrobras, da Vale e siderúrgicas. O destaque de baixa ficou com o setor de Papel e Celulose, com a queda dos preços da celulose de fibra curta no cenário internacional. Ao final o Ibovespa fechou com alta de 0,59% aos 86.420 pontos. O giro financeiro foi de R$ 13,0 bilhões. Na agenda de hoje, destaque para a decisão do Copom sobre a Selic, que deve ser mantida em 6,50%. Nos EUA os dados de inflação (IPC de novembro) e o índice MBA – Solicitações de empréstimos hipotecários até 07/dezembro. O mercado mantem cautela sobre a possibilidade de um acordo mais amplo entre EUA e China. Bolsas europeias e futuros americanos em alta podem impulsionar os ativos brasileiros hoje.

Câmbio
Depois de cair durante toda a manhã, o dólar voltou a oscilar e fechou perto da estabilidade, cotado a R$ 3,9213, em alta de 0,03%. O BC voltou ao mercado e fez a venda integral de US$ 1 bilhão nos leilões de linha, com venda à vista e compromisso de recompra, objetivando prover liquidez no mercado.

Juros
Os juros oscilaram durante o dia acompanhando o humor externo. Depois de uma melhora na parte da manhã, os futuros reduziram o movimento e encerraram perto da estabilidade. Ao fim da sessão regular, DI janeiro/2020 terminou com taxa de 6,74% (de 6,76% no ajuste anterior). O DI janeiro/2021 caiu de 7,82% no dia anterior para 7,80% e o DI janeiro/2025 passou de 9,82% para 9,83%. O Copom deve manter a Selic em 6,50% mas o mercado aguarda alguma sinalização do BC sobre o balanço de riscos.

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


Santander (SANB11)
Reunião Pública Anual com investidores

O Banco Santander realizou ontem (11/dez) sua Reunião Anual com investidores. Dentre os destaques, (i) o segmento de Varejo; (ii) o Banco Santander e a estratégia, e (iii) perspectivas macroeconômicas. Seguimos com recomendação de compra e preço justo de R$ 43,00 por unit. Ontem seus papéis fecharam a R$ 41,68/unit, equivalente a um valor de mercado de R$ 156,3 bilhões. Nesse preço o banco está sendo negociado a 2,4x o seu valor patrimonial e com P/L de 12,2x para 2019.

  • Banco de varejo com foco no crescimento, negócios digitais, e atuação em todas as frentes. Dentro do Santander, uma história de crescimento que passa atualmente pelos negócios digitais e odesenvolvimento de suas fortalezas. O banco desenvolve suas ações de varejo através de um Modelo Segmentado para as famílias (PF) e as empresas (PJ).
  • Ressalte-se o crescimento da base de clientes há 40 meses consecutivos, com atuação 100% integrada (Varejo e Atacado – “Atacarejo”), destacadamente em Folha de pagamento (PMEs, Corporate, Governos e Universidades), e que serve como motor de crescimento e de novos negócios.
  • Somem-se (i) a oferta diversificada em meios de pagamento (+19% de crescimento em 12 meses do faturamento e +16,5% em número de transações, na mesma base de comparação); (ii) o ganho de mercado no Crédito Consignado (crescimento de 35% da carteira em 12 meses e um market share de 9,8%); (iii) o segmento imobiliário, cuja carteira cresceu 15,6% em 12 meses (com 71% de originação em PF através do canal interno); (iv) Liderança no financiamento de veículos com Market Share de 23,8% e 26,1 mil clientes intermediários ativos; (v) Crédito no Agronegócio, cuja carteira cresceu 21% em 12 meses.
  • Negócios digitais. Vendas com crescimento exponencial que ao final do 3T18 eram representadas por 129 mil contas adquiridas (18% das vendas totais) e 327 mil cartões de crédito (27% das vendas totais). Ressalte-se a atuação em todas as frentes com perspectivas de expansão das operações atuais e ampliação de novos negócios. Com destaque para a Getnet, os segmentos de Cartões, Veículos, Crédito Consignado, Prospera (microcrédito) e Internet Banking.

Sanepar (SAPR11)
Programa de Investimentos para 2019-2023

O Conselho de Administração da companhia, em reunião extraordinária realizada ontem (11/dez), aprovou o Programa de Investimentos para o período de 2019 a 2023 no montante total de R$ 7,12 bilhões, através de recursos próprios e financiados.

  • Suas Units cotadas a R$ 59,45 (valor de mercado de R$ 6,0 bilhões), registram alta de 5,7% este ano. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 6,1x e VE/EBITDA de 4,6x. O preço justo de R$ 75,00/unit corresponde a um potencial de alta de 26,2%.
  • Esse montante contempla para o ano de 2019 o valor de R$ 1,21 bilhão, para o ano de 2020 o valor de R$ 1,57 bilhão, para o ano de 2021 o valor de R$ 1,50 bilhão, para o ano de 2022 o valor de R$ 1,51 bilhão e para o ano de 2023 o valor de R$ 1,33 bilhão.

CESP (CESP6)
Confirmada a liquidação da 1ª tranche e pagamento de R$ 1,72 bilhão

A Cesp informou que celebrou o Contrato de Compra e Venda de Ações, por meio do qual a VTRM Energia Participações S.A. e a SF Ninety Two Participações Societárias S.A. adquiriram em leilão, 87.521.950 ações ordinárias e 28.928.269 ações PNB de emissão da companhia detidas pelo Estado de São Paulo e por suas controladas (Vendedores).

  • As CESP6 registram alta de 58,9% este ano para R$ 20,90/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 6,8 bilhões. O preço justo (Bloomberg) aponta para R$ 21,60/ação, com potencial de alta 3,3%.
  • Ontem (11/dez) ocorreu a liquidação da Primeira Tranche de Ações do Leilão, tendo a VTRM e a SF NinetyTwo, reunidas na forma do Consórcio São Paulo Energia, efetuado o pagamento do respectivo preço de compra aos Vendedores, no montante total de R$ 1,72 bilhão, correspondente a R$ 14,78 por ação.
  • Com a liquidação da Primeira Tranche de Ações do Leilão, verificou-se, na presente data, a efetiva transferência do controle acionário da companhia para o Consórcio, de maneira que os integrantes de referido Consórcio passaram a deter, em conjunto, ações representativas de 35,56% do total das ações.

Gafisa (GFSA3)
GWI atinge 48,74% do capital da companhia

  • A GWI, que já era a acionista majoritária da Gafisa, adquiriu mais ações da companhia e passou a ser titular de 21.813.296 papéis ON, equivalentes a 48,74% do total. A empresa segue em processo de reestruturação.
  • Ontem a ação GFSA3 encerrou cotada a R$ 16,33 acumulando queda de 20,2% no ano.

Lojas Americanas (LAME4)
Emissão de R$ 650 milhões em debêntures
O conselho de administração da Lojas Americanas aprovou a 13ª emissão de debêntures da companhia, com esforços restritos de colocação.

  • Montante: R$ 650 milhões
  • Série única, com valor unitário de R$ 10 mil
  • O prazo de vencimento dos papéis é de sete anos
  • A remuneração oferecida aos investidores será equivalente a 116,7% do CDID
  • Destinação dos recursos: Alongamento do perfil de dívida da companhia.

Em setembro, os empréstimos e debêntures consolidados de curto e longo prazo de Lojas Americanas somavam R$ 16,0 bilhões. Subtraindo a posição de caixa no valor de R$ 10,5 bilhões (caixa + aplicações financeiras + contas a receber dos cartões de crédito e débito) do total dos empréstimos, chega-se a um endividamento líquido de R$ 5,5 bilhões.

A relação Divida Liq/EBITDA (12 m) era de 2,1x em setembro.


RD (Raia Drogasil) – (RADL3)
Aprovação de JCP de R$ 0,17 por ação. Ação “Ex” em 17/12.

O conselho de administração da Raia Drogasil aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio.

  • Montante: R$ 56 milhões equivalentes a R$ 0,17 por ação.
  • Ações com direito até 14/12;
  • Data para pagamento: 31 de maio de 2019
  • Ontem a ação RADL3 encerrou cotada a R$ 62,95 com queda de 31% em 2018.

Alpargatas (ALPA4)
Emissão de R$ 650 milhões em debêntures

Alpargatas informou a conclusão das negociações com a Periwinkle Fashions Private Limited, uma sociedade indiana, para constituição na República da Índia de uma joint venture, a Alpargatas India Fashions Private Limited ou Alpargatas Índia.

  • A Alpargatas Índia desenvolverá o negócio de Havaianas na região, o qual será detido pela Alpargatas e Shoezone Lifestyle LLP, sociedade controlada da Periwinkle,
  • A proporção do capital social total e votante inicial dar-se-á em 51% de participação Alpargatas e 49% de participação da Shoezone.
  • Um Acordo de Acionistas da Alpargatas Índia foi celebrado em 11.12.2018, assim como outros contratos e documentos acessórios para a operação.

Enxergamos a noticia como positiva, dada a expansão da marca para mercados internacionais, visto que no acumulado do 9M18, a receita deste segmento (excluindo Argentina) totalizou R$ 544,1 milhões, representando 20,5% da receita líquida total. No mercado brasileiro de sandálias a Havaianas é líder, de modo que 83% dos brasileiros têm ao menos um par de sandálias e dos 17% que não são usuários, 85% deles têm intenção de comprar o produto.

Ontem a ação ALPA4 encerrou cotada a R$ 15,65 acumulando desvalorização de 7,4% em 2018. Ao valor de mercado de R$ 7,3 bilhões a ação está negociada a 3,22x o valor patrimonial.


Hapvida (HAPV3)
Aprovação de pagamento de JCP de R$ 123,8 milhões. Ação “ex” em 14/’2

O conselho de administração da Hapvida aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio.

  • Montante: R$ 123,856 milhões, ou R$ 0,184321668 por ação ON.
  • Acionistas com direito até 14/12 (sexta-feira)
  • O pagamento está previsto para 30 de abril de 2019.

Ontem a ação encerrou cotada a R$ 28,64 acumulando alta de 9,3% em um mês. O retorno do JCP é de 0,6435%.


Vale (VALE3)
Aquisição da New Steel

A Vale anunciou na noite de ontem, que assinou um acordo com a Hankoe FIP para compra da New Steel.  O valor da aquisição será de US$ 500 milhões.

  • A empresa adquirida foi criada em 2007 com foco na exploração mineral e três anos depois mudou sua área de atuação, passando a oferecer soluções para o processamento e beneficiamento de minério de ferro;

Esta aquisição, assim com a compra da Ferrous comunicada na semana passada, está em linha com que foi anunciado no Vale Day, em que a empresa pretende usar seu excesso de caixa, entre outras coisas, para fazer pequenas aquisições


Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Criação da distribuidora de gás no Espírito Santo

A Petrobras (BR) Distribuidora anunciou ontem, após o pregão, que a Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou o projeto de criação de uma distribuidora estadual de gás canalizado.

  • A distribuidora de gás será controlada pelo Estado do Espirito Santo em sociedade com a Petrobras (BR) Distribuidora;
  • Este pode ser um investimento positivo para a BR Distribuidora, ampliando suas vendas no futuro.

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